Nunca um presidente foi tão vulgar com uma mulher. Espere o efeito bumerangue

O ataque de Bolsonaro à repórter Patrícia Campos Mello vai ajudá-lo a definhar a partir de agora num Brasil onde 52% do eleitorado é feminino e que não vai mais voltar atrás em sua luta pelas mulheres

por Carla Jiménez, em El País

Os covardes machistas podem fingir que não são covardes machistas, mas em algum momento eles se revelam. E não há momento mais oportuno para os atores públicos do Brasil mostrarem que não o são, longe de serem coniventes com a baixaria empreendida pelo presidente Jair Bolsonaro  contra a repórter Patrícia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, na manhã desta terça-feira.

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Jair Bolsonaro retoma credencial machista com insinuação sexual contra jornalista

Presidente insulta repórter da ‘Folha de S.Paulo’, descendo mais um nível em suas declarações grosseiras, e agora também misóginas. Repercussões viram cortina de fumaça para noticiário negativo

por Marina Rossi, em El País

Jair Bolsonaro desceu mais um nível em sua narrativa agressiva, e desta vez atingiu dois alvos. A imprensa e as mulheres. Na manhã desta terça-feira, o presidente insultou a jornalista da Folha de S.Paulo, Patrícia Campos Mello, com ironias de insinuação sexual. “Ela [a repórter] queria um furo [uma exclusiva, no jargão jornalístico]. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”, disse, rindo, a um grupo de simpatizantes em frente ao Palácio da Alvorada, num proposital jogo de palavras que sugere a troca de uma informação por oferta de sexo. A declaração foi em referência ao depoimento falso de Hans River do Rio Nascimento, um ex-funcionário de uma agência de disparos de mensagens em massa por WhatsApp, dado na semana passada na CPMI das Fake News no Congresso. A Folha desmentiu ponto a ponto todas as declarações de Nascimento no mesmo dia do seu depoimento.

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Liminar suspende resolução do Conselho Federal de Medicina que permitia intervenções médicas sem consentimento de gestantes

Decisão foi proferida a pedido do MPF; norma do conselho desrespeita direito de escolha e contraria até mesmo Código de Ética Médica

A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal concedeu liminar para suspender trechos de uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que permitiam que gestantes fossem submetidas a intervenções médicas não emergenciais mesmo contra a sua vontade. A decisão reafirma que somente o risco efetivo à vida ou à saúde da mãe e/ou do feto deverá ser considerado como justificativa legal para afastar a escolha terapêutica da mulher.

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Nota de Repúdio das Mulheres da Amazônia contra a fala misógina, machista da Ministra Damares

“Nós, mulheres da Amazônia, ribeirinhas, pescadoras, camponesas, extrativistas, parteiras tradicionais, quebradeiras de coco, erveiras, indígenas, negras, de matriz africana, do campo, da floresta, das águas e das cidades, repudiamos e desaprovamos publicamente a postura da Ministra Damares que devido a sua ignorância e total desconhecimento da realidade dos povos amazônicos, se reporta de forma indigna e desrespeitosa à condição de vida das mulheres e crianças amazônidas.

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Nota de Repúdio da ABA aos novos ataques do governo Bolsonaro aos Direitos Humanos e a questões de Gênero e Sexualidade na ONU

Aba Antropologia

A Associação Brasileira de Antropologia, por meio do seu Comitê de Gênero e Sexualidade, manifesta repúdio às nefastas posturas defendidas recentemente pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil nas reuniões preparatórias da ONU que acontecem em Genebra esta semana. Nos últimos dias os jornais brasileiros têm noticiado novas instruções do Itamaraty que vetam que em assuntos diplomáticos multilaterais seja usada a palavra “gênero”. Tais instruções também definem que “gênero” se resumiria apenas ao “sexo biológico”.[1] Como se não bastasse, o Governo Bolsonaro, no dia de hoje, também se absteve de votar na ONU sobre questões de saúde sexual e reprodutiva de populações afetadas por crises humanitárias, justo em um momento em que abundam notícias sobre violações de direitos humanos de mulheres e crianças em situação de crise humanitária.[2]

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MPF no Rio de Janeiro entra com ação contra misoginia na rede Facebook

Ação pede retirada de comentários discriminatórios e medidas de promoção da igualdade de gênero

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro entrou com ação civil pública contra a empresa Facebook Serviços Online do Brasil, responsável no país pela mídia social Facebook, em razão da manutenção de diversos comentários discriminatórios contra as mulheres em página do serviço. A ação, proposta pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, pede, além da retirada dos comentários ofensivos, a adoção de providências voltadas a cumprir as Convenções da ONU.

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Para conselheiro nomeado por Moro, mulher tem tara sexual por policiais

Wilson Salles Damázio associou ainda homossexualidade a “desvio de conduta”

Da Folhapress, na Gaúcha ZH

O ministro da Justiça, Sergio Moro, empossou no Ministério da Justiça um conselheiro que, em entrevistas à imprensa, associou a homossexualidade a “desvio de conduta” e afirmou que, para a mulher, é o máximo “estar dando para um policial”.

As declarações foram dadas pelo delegado federal aposentado e ex-diretor do Sistema Penitenciário Federal Wilson Salles Damázio, que assumiu na semana passada vaga no Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP). 

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Nota Pública da AJD em repúdio às declarações do Desembargador Jaime Machado Júnior

Por AJD

A Associação Juízes para a Democracia (AJD), entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem dentre seus objetivos estatutários o respeito aos valores próprios do Estado Democrático de Direito, vem, diante da veiculação, nas redes sociais e em diversas matérias jornalísticas, de vídeo do Desembargador Jaime Machado Júnior, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina – TJSC, manifestar o total repúdio às suas declarações, que incitam a cultura do assédio e estupro contra as mulheres.

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A volência contra a Mulher no contexto das remoções no Rio de Janeiro. Parte 1: Introdução

Esta é a primeira parte de uma série de quatro matérias que traz à luz uma pesquisa que evidencia o padrão territorial desigual no qual a violência contra a mulher se materializa na cidade do Rio de Janeiro.

Por Poliana Monteiro, no Rio On Watch

A violência contra a mulher é sistêmica e estrutura brutalmente a realidade e sua materialização no espaço, que se dá sempre de forma seletiva. Assim, é fundamental compreender como esse fenômeno se fixa em alguns espaços e se distribui de forma desigual na cidade, para conceber políticas públicas de habitação de interesse social, mobilidade, educação e saúde que incorporem a dimensão da segurança pública, especialmente da segurança da mulher. A pesquisa territorializada dos dados sobre violência contra a mulher é, portanto, urgente.

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