PI – Associação Indígena Itacoatiara de Piripiri inaugura Oca com festa

Por  Portal Sem Fronteiras

Foi inaugurada na noite desse domingo, 7, a Oca da Associação Indígena Itacoatiara de Piripiri, no bairro Floresta. A inauguração contou com festa das famílias indígenas de Piripiri. Um toré de índios dirigido pelo pajé Chicão Capacete marcou a inauguração da Oca.

A “Oca” é o nome dado ao terreno de propriedade da Associação Indígena Itacoatiara de Piripiri, no bairro Floresta. Foi adquirido de particular em 2008, quando era presidente o cacique José Guilherme. Os recursos que permitiram sua aquisição são oriundos do segundo Prêmio Culturas Indígenas – Edição Xicão Xucuru, realizado através de parcerias entre o Ministério da Cultura e outras instituições governamentais como a Fundação Nacional do Índio – FUNAI e Ministério da Educação através da Coordenação Geral de Educação Indígena; organizações indígenas como a Associação Guarani Tenonde Porã, de São Paulo, responsável pela articulação entre setores do estado e diversos atores do movimento indígena em todo o território nacional, como a APOINME – Articulação dos Povos indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, organização regional da qual faz parte a Associação Itacoatiara, além de apoiadores do movimento indígena como a ANAIND – Associação Nacional de Ação Indigenista.”

A metodologia de oficinas realizadas em todo território brasileiro, numa colaboração entre a organização do prêmio e as entidades participantes, foi utilizada para que as diversas organizações indígenas, habilitadas através de projeto apresentado ao MINC, fossem preparadas para participar. Na oficina realizada em Piripiri participaram todas as famílias que integravam a Associação Itacoatiara. A compra da “Oca” foi uma decisão partilhada de todos os integrantes da organização.

Comments (2)

  1. Orlando, só agora lí essa notícia sobre a Assoc. Itaquatiara de Piripiri. Estive nessa cidade, juntamente com a minha esposa – Maria Angélica – por volta de 2005 [nos hospedamos no Hotel Califórnia, recordo-me], especialmente para conhecer esse movimento. Naquele momento a coisa estava incipiente, mas já tinha uma semente. Conheci um antropólogo, filho da cidade, que torcia pelo crescimento desse movimento – ao que parece, o nome dele é Helder – perdi contacto.
    Por acaso sou filho do Piauí e da terra dos Tremembés – área litorânea e Delta do Parnaíba. O meu pai era um índio desgarrado, do Siará [Serra da Ibiapaba], que carregava as marcas no espírito, corpo e na cultura inconsciente ou atávico, migrou, ainda criança, para Parnaíba, no começo do século XX.. Vivo em Salvador desde 1969.
    txay@uol.com.br

  2. Fiquei surpreso, pois não tinha conhecimento de índios no nosso estado. Estou muito feliz e espero que nossas autoridades tenham competências e valorizem nossos índios. Gostaria de mais informações sobre artesanato

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