A ‘grande mídia’ e o fascismo

Por Luís Felipe Miguel

Desde que surgiu a internet, há quem proclame que a mídia de massa não é mais importante. As “novas tecnologias da informação” tiraram seu lugar. Esse é o pressuposto, às vezes explícito, às vezes tácito, de milhares de estudos no Brasil e também fora.

As próprias empresas às vezes adotam esse discurso, marotamente, para desinflar as pressões pela democratização da mídia. Afinal, todo mundo pode falar na web, para que brigar por pluralismo dos meios? Como faz uns anos escreveu o “intelectual residente” da Folha de S. Paulo, Hélio Schwartsman, com a sua característica combinação de desinformação, má fé e arrogância, os defensores da democratização da comunicação estariam “uma guerra atrasados”, empunhando bandeiras que foram importantes no passado, mas não são mais.

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O fim do jornalismo?

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

Com o fim da exigência do diploma para exercer a profissão e o fortalecimento das mídias digitais os temas da figura do jornalista e a existência do jornalismo têm me perseguido. Observo que as empresas estão contratando “produtores de conteúdo” em vez de jornalistas para as redes sociais ou para seus portais de informação. Digo informação porque não poderia dizer notícias, já que uma notícia exige no mínimo checagem e re/checagem da informação. E o que se vê, na maioria desses portais é o reaproveitamento de textos de outras pessoas, as quais não temos conhecimento se são jornalistas ou gente capacitada a redigir uma boa reportagem.

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Quando veremos a autocrítica da velha mídia?

Criaram falsas simetrias em nome de um “paraíso ultraliberal”. Mentiram. Normalizaram o absurdo e ajudaram a catapultar um deputado medíocre à Presidência. Ameaçados pelo autoritarismo, barões da mídia fingem-se de paladinos da liberdade…

Por Almir Felitte, em Outras Palavras 

Autocrítica é uma palavra que foi bastante repetida desde outubro de 2018. Geralmente usada para críticas ao petismo, a palavra acabou virando mantra na boca de quem assiste de camarote ao estrago que a direita liberal faz ao país e consegue ter o cinismo de escrever textos e mais textos sobre como a esquerda seria a grande culpada por isso. E é assim, com a culpa sempre sendo dos outros, que a classe jornalística brasileira que trabalha nas grandes mídias vai colocando o país cada dia mais perto do abismo autoritário bolsonarista.

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#VazaJato nos jornais: dia 6

Por Eduardo Barbabela, Juliana Gagliardi e João Feres Junior, no Manchetômetro

Jornal Nacional

Na edição de ontem (15/6), o Jornal Nacional abordou a divulgação, pelo Intercept, de novas mensagens atribuídas a Sergio Moro e a procuradores da Operação Lava Jato.  Na matéria, com duração de 8m11s, o telejornal reproduz mensagens do diálogo, com foco em Moro, citando, inclusive, trechos em que a Globo e o Jornal Nacional foram mencionados. Segundo o âncora, o Intercept, embora tenha destacado “o nome do JN três vezes, não destacou o fato de que” o veículo, na ocasião, “não deu uma linha sequer da nota dos procuradores, embora fosse absolutamente legítimo publicá-la” e “limitou-se a divulgar trechos do depoimento do ex-presidente lula sem comentá-los”.

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Mesa de debate Direita e Mídia no Brasil e lançamento do livro #VaipraCuba: dia 7, na Uerj

#VaipraCuba – A gênese das redes de direita no Facebook será lançado dia 7 de junho, às 17h, na sala Olavo Brasil, do IESP-UERJ. O lançamento do livro será antecedido por um debate sobre “Direita e Mídia no Brasil”, do qual participarão o autor Marcelo Alves dos Santos Junior, doutorando em Comunicação pela UFF, João Feres (IESP/UERJ) e Afonso de Albuquerque (UFF).

Sobre o livro

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Economia política da desinformação é a principal ameaça à democracia. Entrevista especial com Rafael Zanatta

por João Vitor Santos, em IHU On-Line

A experiência da campanha eleitoral de 2018 e a enxurrada de notícias falsas postas em circulação via WhatsApp levaram muitas pessoas a questionar a validade do aplicativo. O pesquisador Rafael Zanatta é direto ao afirmar que “o WhatsApp não é, em si, uma ameaça à democracia”. E se é claro que não se pode demonizar a ferramenta, também não se pode cair no engodo de conceber uma espécie de crivo prévio das mensagens, o que colocaria a privacidade e liberdade de expressão em xeque em nome do combate às informações falsas. “Não é necessário quebrar a criptografia do WhatsApp para avançar em investigações”, defende. E acrescenta: “não precisamos colocar todo mundo em situação de risco em troca do acesso às comunicações de um pequeno grupo de criminosos”.

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Jornalismo, jornalistas e mentiras

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

A mídia brasileira foi pega de surpresa pelo presidente eleito nas últimas eleições quando este não quis saber de entrevistas nem de jornalistas para falar com seu eleitorado logo depois da vitória. Transmitiu suas palavras direto de casa, pelo celular, na sua rede social, sem mediações. Depois, nos dias que se seguiram chutou o pau da barraca de uma série de empresas de comunicação acusando os jornalistas de “fabricantes de mentiras”. Entre seus seguidores não há um que respeite a mídia. Os comentários são os mais estapafúrdios: a rede Globo é comunista, a Folha de São Paulo é do Lula. Ou seja: duas coisas que foram sistematicamente demonizadas durante a campanha eleitoral, comunismo e PT. A coisa beira ao surreal.  (mais…)

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E o velho jornalismo passa o pano para Bolsonaro

Em quase todas as matérias, ele é “polêmico” e “controverso” — mas nunca “fascista”, “de extrema direita” ou “violento”. Crônica de uma “imparcialidade” muito tendenciosa

Por Fabiana Moraes*, da Piauí, no Outras Palavras

Às vezes, estamos procurando um calmante, um Rivotril da vida, e acabamos tomando, sem querer, uma dose do jornalismo diário brasileiro. Se o primeiro tranquiliza e dá sono, o segundo causa algo desastroso para o cotidiano: confunde, desorienta. Principalmente quando não nomeia as coisas pelo que elas são. Um exemplo: quando chama crime de “polêmica”. Ameniza, doura a pílula, deixa soft. Lembro-me de quando a revista Placar lançou, em abril de 2014, uma capa com o ex-jogador Bruno na qual víamos seu rosto em quase pôster. Na foto, ele nos olhava diretamente, e a manchete dizia, em letras garrafais: “Me deixem jogar.” O título era seguido pela chamada “Goleiro fala da vida no cárcere, da morte de Eliza Samudio e do sonho de cumprir o contrato que assinou com um time mineiro.” Um desavisado poderia facilmente pensar, a partir daquela construção, que se tratava de alguém que sofria uma injustiça, que apenas queria voltar a exercer sua profissão. Que havia perdido um amor. Pobre Bruno. (mais…)

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Meios de comunicação tradicionais usam da gramática para manipular informações

De acordo com autora do livro “Gramática da Manipulação”, a repetição de palavras, termos e informações fundamenta estereótipos capazes de criar uma realidade paralela àquela de fato real

por Redação RBA

ara a jornalista Letícia Sallorenzo, desde a eleição da ex-presidenta Dilma Rousselff (PT), há quase quatro anos, veículos da mídia tradicional vêm aplicando, também nestas eleições, uma fórmula de repetição diária de palavras, termos e informações a fim de criar uma “realidade paralela” junto à opinião pública, ou seja, os eleitores. Com críticas diretas aos jornais O Globo e Folha de S. Paulo, em palestra para jornalistas e sindicalistas do Coletivo de Comunicação da CUT nesta quarta-feira (26), em Brasília, a autora do livro “Gramática da Manipulação”, lamentou o atual jornalismo feito também pelo veículo O Estado de S. Paulo. (mais…)

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Midiativismo de Favela: Contrapúblicos para Direitos Humanos no Brasil

por Sharonya Vadakattu, em RioOnWatch

Armados com uma mistura de evolução em jornalismo e tecnologia, cidadãos, anteriormente marginalizados, têm agora a capacidade de fazer ouvir suas vozes entre os moradores de suas comunidades e entre o público em geral. Este é o tema do Favela Media Activism: Counterpublics for Human Rights in Brazil (Midiativismo de Favela: Contrapúblicos para Direitos Humanos no Brasil), o primeiro livro do cientista social brasileiro Dr. Leonardo Custódio. (mais…)

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