Quem Somos

Por racismoambiental, 09/12/2009 11:58

O GT Combate ao Racismo Ambiental foi criado em 2005, no âmbito da Rede Brasileira de Justiça Ambiental, com o objetivo de reunir denúncias, promover articulações, definir estratégias, campanhas e outras ações de luta contra as injustiças ambientais que recaem predominantemente sobre grupos étnicos vulneráveis. Funcionando também como um fórum de divulgação de informações sobre situações de conflitos e processos políticos de resistência, o GT é integrado por entidades e indivíduos ligados diretamente à luta contra o Racismo Ambiental, nas suas diferentes manifestações.

Suas ações partem do pressuposto de que, no modelo vigente de “desenvolvimento”, a destruição do meio ambiente e dos espaços coletivos de vida e de trabalho, assim como o desrespeito à cidadania e ao ser humano, são predominantes em locais onde vivem quilombolas, povos indígenas e outras comunidades tradicionais, atingindo, da mesma forma, populações negras e migrantes, em sua maioria proveniente da região Nordeste, que vivem em situação de risco nas grandes e pequenas cidades urbanizadas do Brasil.

Criado em agosto, em novembro de 2005 o GT já realizaria seu I Seminário Brasileiro contra o Racismo Ambiental, em conjunto com a Universidade Federal Fluminense e no Campus do Gragoatá. Numa estratégia que marcaria todos os eventos por ele realizados, participariam do Seminário cerca de 90 pessoas de diversos estados, reunindo representantes de grupos envolvidos em conflitos socioambientais, movimentos sociais, ONGs e academia, numa estratégia de envolvimento desses diferentes segmentos na luta contra o Racismo Ambiental.

Além dos brasileiros, também estiveram presentes no Seminário três convidados internacionais: Robert Bullard, da Universidade Clark, de Atlanta; Pramod Parajuli, da Universidade Estadual de Portland e Jan M. Fritz, da Universidade de Cincinnati,. Os depoimentos e as falas dos participantes foram registrados em vídeos (acessáveis a partir desta página) e no livro Racismo Ambiental, organizado por Selene Herculano e Tania Pacheco.

Em novembro do ano seguinte, o GT realizaria o I Seminário Cearense contra o Racismo Ambiental, em Fortaleza, seguindo o mesmo modelo de participação e nas dependência da Universidade Federal do Ceará. Também em Fortaleza aconteceria, em março de 2009, o II Seminário Brasileiro contra o Racismo Ambiental, no qual o GT elegeria sua Coordenação Colegiada e lançaria a Carta de Fortaleza, documento equivalente a uma declaração de princípios, balizadora da nossa linha de atuação. Da mesma forma que em relação ao I Seminário, os depoimentos foram gravados e estão sendo editados para publicação no primeiro semestre de 2010.

Componentes do GT Combate ao Racismo Ambiental

Entidades e seus representantes:

  1. ANAÍ – José Augusto “Guga” Laranjeiras Sampaio – BA – Salvador – representante da Associação Nacional de Ação Indigenista, membros dos GT Quilombos e da Comissão de Assuntos Indígenas da ABA (Associação Brasileira de Antropologia) e Professor da UNEB
  2. ANAÍ – Maria Rosário de Carvalho – BA – Salvador – Presidente do Conselho Diretor da Associação Nacional da Ação Indigenista e professora do Departamento de Antropologia e dos Programas de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) e Estudos Étnicos e Africanos (Pós-Afro)
  3. ANAÍ (Associação Nacional de Ação Indigenista)
  4. Associação Aritaguá – BA – Ilhéus – Dina Oliveira-Bry – socióloga e especialista em desenvolvimento local  e pesquisadora
  5. Associação de Defesa Etno-Ambiental Kanindé – RO – Porto Velho – Telma D. Monteiro – Coordenadora de Energia e Infra-Estrutura Amazônia
  6. ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE PORTO DAS CAIXAS – VÍTIMAS DO DERRAMAMENTO DE ÓLEO DA FERROVIA CENTRO ATLÂNTICA – RJ – Itaboraí – Maria Aparecida Silva e Castro
  7. Associação Socioambiental Verdemar – BA – Cachoeira – Danilo Moura (Waldenilton Mota)
  8. Banco Temático da RBJA – RJ – Rio – Diogo Rocha
  9. Banco Temático da RBJA – RJ – Rio – Ana Carolina Quintana
  10. Banco Temático da RBJA – RJ – Rio – Marianna Freitas Teixeira
  11. Banco Temático da RBJA – RJ – Rio – Amanda Nideck
  12. CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva) – MG – Belo Horizonte – Ricardo Álvares –membro também do Grupo de Trabalho sobre Regularização de Territórios Quilombolas MG; Núcleo de Estudos sobre Quilombos e Populações Tradicionais – (NUQ/UFMG); e GT Quilombos/ABA
  13. Central Única das Favelas (CUFA-CEARÁ) – CE – Fortaleza – Preto Zezé (Francisco José Pereira de Lima) – Coordenador
  14. Coordenação Nacional de Juventude Negra – Marta Almeida – PE – Recife – Coordenadora – também integrante do Fórum de Reforma Urbana de Pernambuco e da CMP-PE, conselheira da Promoção da Igualdade Racial de Recife e executiva do CONNEB (Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil)
  15. CPPBA (Coordenação da Pastoral dos Pescadores da Bahia) – BA – Salvador – Maria José Honorato
  16. CPT BA – BA – Salvador – Rubem Siqueira
  17. CRIOLA – RJ – Rio de Janeiro – Lucia Xavier – Coordenadora
  18. EKOS – Instituto para a Justiça e a Equidade – MA – São Luís – Trabalha com a população local do povoado Piquiá e de vários assentamentos do interior de Açailândia; com a campanha “Justiça nos Trilhos”, de articulação dos movimentos sociais nos municípios ao longo da Estrada de Ferro Carajás; e com as Etnias Ka´apor, Awá-Guajá e Guajajara – Padre Dário Bossi
  19. FAOR – Fórum da Amazônia Oriental -  PA – Belém – Vânia Regina Vieira de Carvalho
  20. Fase Amazônia – PA – Belém – Matheus Otterloo
  21. FASE NACIONAL (Núcleo Brasil Sustentável) – RJ – Rio de Janeiro – Julianna Malerba
  22. FASE NACIONAL (Núcleo Brasil Sustentável) – RJ – Rio de Janeiro – Marcia Casturino
  23. FASE NACIONAL (Núcleo Brasil Sustentável) – RJ – Rio de Janeiro – Cecília Melo
  24. FDA – Frente em Defesa da Amazônia – PA – Santarém – Judith Vieira
  25. FIOCRUZ – RJ – Rio – Pedro Albajar
  26. Fórum Carajás – MA – São Luís – Edmilson Pinheiro – Coordenador
  27. Fórum Carajás – MA – São Luís – Mayron Régis
  28. Fórum Carajás – MA – São Luís – Cristiane Maria Macau Rocha – trabalha com comunidades rurais no cerrado maranhense e na Ilha de São Luís
  29. Fórum de Defesa da Zona Costeira do Ceará– CE – Fortaleza – Jeovah Meireles – Professor da Universidade Federal do Ceará
  30. FUNAGUAS – PI – Terezina – Judson de Barros
  31. GELEDÉS – Instituto da Mulher Negra – SP – São Paulo – Nilza Iraci
  32. GPEA – Grupo Pesquisador em Educação Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) – MT – Cuiabá – Michèle Sato
  33. Grupo ABAKÊ – BA – Salvador – Diosmar Filho
  34. GT Observatório do Fórum da Amazônia Oriental (FAOR) – PA – Belém – Vânia Regina Vieira de Carvalho – PA – Belém – Coordenadora do GT e técnica da Fase Amazônia
  35. IARA – RJ – Rio de Janeiro – Humberto Adami
  36. IBASE – RJ – Rio de Janeiro – Itamar Silva
  37. IBASE – RJ – Rio de Janeiro – Nahyda Franca
  38. INESC – DF – Brasília – Ricardo Verdum
  39. INSTITUTO BÚZIOS – BA – Salvador – Marcos Mendes – Coordenador
  40. INSTITUTO BÚZIOS – BA – Salvador – Marcele do Vale – Coordenadora Jurídica Instituto Búzios
  41. Instituto Terramar – CE – Fortaleza – Cristiane Faustino
  42. Instituto Terramar – CE – Fortaleza – Luciana Queiroz –membro do Fórum de Defesa da Zona Costeira e do Conselho da Redmaglar Internacional
  43. Justiça Global – RJ – Rio de Janeiro – Luciana Garcia
  44. Movimento Cultura de Rua (MCR) – CE – Fortaleza – Preto Zezé (Francisco José Pereira de Lima) – Coordenador
  45. Movimento Inter-Religioso (MIR/Iser) – RJ – Rio de Janeiro – Maria das Graças de Oliveira Nascimento
  46. Movimento Wangari Maathai – BA – Salvador – Taneska Santana – Coordenadora
  47. NINJA – Núcleo de Investigações em Justiça Ambiental (Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de São João del-Rei) – Éder Carneiro – coordenador
  48. Núcleo TRAMAS – Trabalho Meio Ambiente e Saúde para Sustentabilidade – CE – Fortaleza – Ana Cláudia Teixeira – membro do Núcleo TRAMAS, do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da UFC
  49. Núcleo TRAMAS – Trabalho Meio Ambiente e Saúde para Sustentabilidade – CE – Fortaleza – Raquel Rigotto – Coordenadora do Núcleo e Professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará e Coordenadora do Núcleo Tramas, do Departamento de Saúde Comunitária
  50. ONG.GDASI – Grupo de Defesa Ambiental e Social de Itacuruçá – RJ – Mangaratiba
  51. OPÇÂO BRASIL – SP – São Paulo – Marcos Júlio Aguiar
  52. ORIASHÉ SOCIEDADE BRASILEIRA DE CULTURA E ARTE NEGRA – SP – São Paulo – Kika Silva
  53. Projeto Recriar – Victor Hugo Alves Soares – MG – Ouro Preto – Universidade Federal de Ouro Preto
  54. Rede Axé Dudu – MT – Cuiabá – Ivan Belém
  55. Rede Matogrossense de Educação Ambiental – MT – Cuibá – Regina Silva
  56. Rede Matogrossense de Educação Ambiental– MT – Cuibá – Michelle Jaber – também integrante do Grupo Pesquisador em Educação Ambiental (GPEA), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
  57. Terra de direitos (PA) – PA – Santarém – Judith Vieira

Participantes individuais:

  1. Álvaro Fernando De Angelis – GO/DF – Goiânia/Brasília – Ativista, representante das ONGs ambientalistas no Conselho Nacional do Meio Ambiente, presidente da Comissão Permanente do Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas – CP CNEA/CONAMA
  2. Ana Almeida – BA – Salvador – Instituto de Saúde Coletiva – UFBA – trabalha com Riscos Ambientais urbanos e Participação popular
  3. Carmela Morena Zigoni – DF – Brasília – pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da UNB
  4. Cíntia Beatriz Müller – MS – Dourados – Coordenadora do GT Quilombos, da ABA (Associação Brasileira de Antropologia), professora adjunta de antropologia/sociologia política na Universidade Federal da Grande Dourados, membro da Liga dos Direitos Humanos, à Campanha Marambaia Livre! e do Fórum em Defesa do Território de Alcântara
  5. Cláudio Silva – RJ – Rio de Janeiro – pesquisador
  6. Daniel Fonsêca – CE – Fortaleza – jornalista e militante, atua na Frente Popular Ecológica de Fortaleza e Movimento dos Conselhos Populares (afastado momentaneamente); colaborador esporádico do MST
  7. Daniel Silvestre
  8. Danilo D’Addio Chammas –advogado e assessor da Campanha Justiça nos Trilhos, ligada aos impactos causados pela Estrada Ferro Carajás; ligado também à Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos (FidDH) e ao Centro de Direitos Humanos do Sapopemba (CDHS) em São Paulo
  9. Franciella P. Rodrigues – SP – São Paulo – voluntariado em ONGs como educadora ambiental (SOS Mata Atlântica e Greenpeace) e militância na área de políticas públicas ambientais (Coletivo Jovem para o Meio Ambiente/REJUMA)
  10. Florival de José de Souza Filho – SE – Aracajú – Universidade Federal de Sergipe (Grupo Geertz de Pesquisa) e Câmara Municipal de Aracaju, na Pasta de Direitos Humanos e Combate ao Racismo
  11. Igor Vitorino – ES – Vitória – Trabalha com população negra e moradores da periferia
  12. Janaína Tude Sevá – RJ – Rio de Janeiro – ativista e pesquisadora
  13. Josie Rabelo – PE – Recife – assistente social, mestre em Desenvolvimento Urbano pela UFPE e professora
  14. Juliana Souza – RJ – Rio – pesquisadora
  15. Norma Felicidade Lopes da Silva Valencio – SP – São Carlos – Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais em Desastres da Universidade Federal de São Carlos – trabalha com conflitos relacionados à pesca artesanal (continental e de mar); conflitos entre Estado e populações afetadas ou em risco por desastres relacionados à água (deslizamentos, enchentes); moradores de área de risco em periferias urbanas
  16. Ricardo Stanziola – PR – Curitiba – advogado de Terra de Direitos
  17. Rui Kureda – SP – São Paulo
  18. Samuel Marques – BA – Salvador – militante, cursando disciplinas do Mestrado em Administração da UFBA, trabalha no INCRA com regularização fundiária de Territórios Quilombolas da Bahia
  19. Tania Pacheco – RJ – Rio de Janeiro – militante e pesquisadora
  20. Tereza Ribeiro – RJ – Rio de Janeiro – educadora ambiental e estudante de Pós-Graduação em Educação Ambiental da PUC
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