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Importante para deter enchentes na orla, manguezal é ecossistema ameaçado

manguezal

Por Matéria de Irene Quaile (md), na Agência Deutsche Welle/EcoDebate

Uma floresta que se ergue do mar. Nas costas tropicais, árvores singulares formam um cinturão verde entre o mar e a terra. Os mangues precisam de águas mornas e uma mistura de água salgada e doce para sobreviver. Numerosas espécies de aves vivem entre seus ramos e raízes aéreas. Na água, peixes nadam entre suas raízes e caranguejos reviram o fundo lamacento.

Desde os anos 80, entretanto, os valiosos manguezais diminuíram em 35% em todo o mundo. Há várias razões para isso, explica Ulrich Saint-Paul, do Centro Leibniz de Ecologia Tropical Marinha, da Universidade de Bremen. Muitas vezes, eles são removidos para a construção de portos, aeroportos ou residências. “Mas estas áreas também são cada vez mais usadas ?para abrigar culturas de caranguejos e camarões, destinadas ao mercado internacional.” Continue lendo… 'Importante para deter enchentes na orla, manguezal é ecossistema ameaçado'»

Editorial – A luta dos povos que vivem do mangue: uma luta pela visibilidade, pelos direitos e contra o consumo destrutivo

O manguezal, em sua condição de floresta, poderia ser considerado como a mais esquecida ou invisível floresta tropical do planeta, e seus habitantes, os mais esquecidos e invisíveis entre as populações que dependem diretamente das florestas para sua sobrevivência

World Rainforest Movement – Uruguay

Mas a importância dos manguezais e das populações que os conservam é inegável.  Basta ver o chamamento que faz este mês a rede em defesa dos mangues, a Redmanglar Internacional, no qual anuncia o 26 de julho como Dia Internacional para a Defesa do Ecossistema Mangue.  O chamamento destaca as funções de reprodução, alimentação e refúgio que cumprem os manguezais das zonas costeiras do mundo para a grande maioria – ou 75% – das espécies tropicais, além de ser o meio de sustento de milhões de famílias em todo o mundo.

Comunidades e ONGs que defendem o mangue e o modo de vida de suas populações fazem um enorme esforço cotidiano contra a “invisibilidade” desse ecossistema e de seus povos, enfrentando uma onda contínua de projetos privatizantes que incluem criação de camarões e peixes, grandes portos para exportação, turismo em grande escala, centrais siderúrgicas, parques eólicos, exploração de petróleo, mineração, centenas de projetos de hidrelétricas, além de monocultivos industriais, como o de dendê e cana de açúcar, que invadem e contaminam os manguezais.   Continue lendo… 'Editorial – A luta dos povos que vivem do mangue: uma luta pela visibilidade, pelos direitos e contra o consumo destrutivo'»

CE – Carta de solidariedade a comunidade do Cumbe frente à criminalização que sofre por defender seu Território

As comunidades e organizações internacionais, membros  da  RedManglar,  expressam sua solidariedade  à  comunidade do Cumbe  e, ao mesmo tempo, expressam repúdio às ações de criminalização  impetradas contra a comunidade pelos interesses particulares do empresário Rubens Gomes dos Santos.

Apoiamos a denúncia  popular em  defesa  do território da comunidade do Cumbe que, desde 2004, é vítima das ações tomadas  por Gomes dos Santos, que tem tentado por  todos os meios reativar  de maneira ilegal uma fazenda de camarão abandonada, recorrendo  inclusive  ao desmatamento do  mangue que já se  recuperava  após anos de abandono da fazenda.

A RedManglar Internacional apela às autoridades governamentais do Brasil, especialmente ao  Governo Municipal através  do Prefeito de Aracati Ivan Silvério, oficiais de justiça e direitos humanos, pela garantia dos direitos humanos da população do Cumbe. Demandamos que sejam implementadas, urgentemente,  as medidas necessárias para garantir os direitos fundamentais da comunidade  em oposição aos interesses particulares e individuais do referido empresário. Tudo isso tendo como base os preceitos legais  internacionais do direito à vida, cultura, saúde, segurança,  ao ambiente saudável e à conservação das terras que possuem. Continue lendo… 'CE – Carta de solidariedade a comunidade do Cumbe frente à criminalização que sofre por defender seu Território'»

Veto do Ibama a estaleiro em Alagoas faz senadores alagoanos vetarem projeto na CCJ

Marcos Chagas*, Repórter da Agência Brasil

Brasília – A negativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de conceder licença prévia para construção de um estaleiro em Alagoas provocou uma reação política na bancada do estado no Senado, liderada pelo senador Renan Calheiros (PMDB). Na sexta-feira (6), o senador disse que a decisão do Ibama de vetar o empreendimento é política e será respondida com atraso na tramitação de um projeto que beneficia servidores da área ambiental.

No fim de junho, o Ibama negou a licença prévia para o Estaleito Eisa Alagoas, que o grupo Sinergy pretende construir em Coruripe, no litoral sul alagoano. De acordo com o órgão ambiental, o local escolhido pela empresa para construção do estaleiro é inadequado, por estar localizado em área de mangue. “Mais da metade da área proposta [55,4%] para instalação do empreendimento encontra-se em área de preservação permanente [APP], área de mangue, ecossistema fundamental para inúmeras espécies”, diz parecer emitido pelo Ibama.

Para Calheiros, a recusa do Ibama foi política e as exigências para a construção do estaleiro em Alagoas estão sendo maiores do que para empreendimentos semelhantes instalados em outros estados do país. Em resposta à negativa da licença ambiental, o senador pediu vistas a um projeto que tramita na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado para criar cargos e que garante o remanejamento definitivo de servidores de outros órgão que foram cedidos para o Ministério do Meio Ambiente. Continue lendo… 'Veto do Ibama a estaleiro em Alagoas faz senadores alagoanos vetarem projeto na CCJ'»

Declaração de lançamento do Fórum dos Afetados pela indústria do petróleo e petroquímicas nas cercanias da Baía de Guanabara

Nós, representantes de movimentos sociais, organizações de pescadores, moradores, sindicatos de trabalhadores, ONGs, entidades ambientalistas, pesquisadores universitários, professores e estudantes do entorno da Baía de Guanabara, especialmente da Baixada Fluminense, considerando que:

- A população das cercanias da Baía de Guanabara, especialmente a mais próxima das unidades industriais de petróleo e petroquímica, está exposta a situações de injustiça ambiental e de vulnerabilidade, tais como:

  • Habitações precárias, em locais com riscos de enchentes, falta de equipamentos públicos de saúde, de abastecimento regular de água tratada e de outras ações de saneamento;
  • Riscos de vazamento de gases e de óleo, lançamento de efluentes industriais nos rios e na Baía de Guanabara, contaminação de solos, transporte de cargas perigosas, armazenamento de combustíveis e outros derivados do petróleo, emissões gasosas e exposição a altos níveis de poluição atmosférica, explosões e incêndios;
  • Dificuldade de formação profissionalizante e inserção em postos de trabalho na Refinaria e outras empresas do Pólo Petroquímico;
  • Degradação e abandono do patrimônio arqueológico e histórico, do patrimônio cultural material e imaterial bem como a ausência de políticas de valorização, preservação, transmissão e guarda das memórias e saberes locais tradicionais historicamente construídos;
  • Poluição das águas e outras atividades envolvidas com a inviabilização dos modos de subsistência das comunidades tradicionais de pesca. Continue lendo… 'Declaração de lançamento do Fórum dos Afetados pela indústria do petróleo e petroquímicas nas cercanias da Baía de Guanabara'»

Carta Síntese do “Seminário 50 anos de REDUC: ganhos, perdas e danos” e “Moção em repúdio ao Inea e Petrobras e em apoio a Breno Herrera, diretor da APA de Guapimirim”

Nos dias 16 e 17 de setembro de 2011, representantes de movimentos sociais, organizações de pescadores, moradores, sindicatos de trabalhadores, ONGs, entidades ambientalistas, pesquisadores universitários, professores, estudantes e representantes de instituições governamentais do entorno da Baía de Guanabara, especialmente da Baixada Fluminense, estiveram reunidos na cidade de Duque de Caxias (RJ) para discutir os impactos diretos e indiretos das atividades da Refinaria Duque de Caxias (REDUC) e do Pólo Petroquímico.

Entre os objetivos do Fórum esteve a proposição de estratégias/ações de superação das situações consideradas de injustiça ambiental nas áreas afetadas pelo Pólo ou em estado de vulnerabilidade em decorrência dos grandes projetos de “desenvolvimento” em implantação na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ).

O conjunto de propostas apresentadas visa contribuir para a construção e o fortalecimento de processos decisórios mais participativos, que envolvam o controle social das atividades industriais e a promoção de justiça ambiental, entendida como: Continue lendo… 'Carta Síntese do “Seminário 50 anos de REDUC: ganhos, perdas e danos” e “Moção em repúdio ao Inea e Petrobras e em apoio a Breno Herrera, diretor da APA de Guapimirim”'»

Crime inaceitável: Guapimirim, a última APA do Rio de Janeiro, está sendo novamente condenada!

Localizada no fundo da Baía de Guanabara, no Estado do Rio de Janeiro, existe uma extensa área de manguezais de grande importância ambiental e social: a Área de Proteção Ambiental Guapimirim. Criada em 1984, a APA Guapimirim preserva parte de uma área de vegetação de mangue que já ocupou toda a orla da Baía de Guanabara. Em meados do século XX, esta região, tida como uma das mais ricas em pescado do litoral fluminense, encontrava-se ameaçada, tanto pela poluição, quanto pela degradação de seus ecossistemas. Esses manguezais abasteciam as fábricas de cerâmica das regiões metropolitanas vizinhas de lenha e de outras matérias primas. A intervenção humana, que acelerou o processo de assoreamento desse fundo da baía, chegou a reduzir este manguezal em 30% de sua área original. Continue lendo… 'Crime inaceitável: Guapimirim, a última APA do Rio de Janeiro, está sendo novamente condenada!'»

Crime inaceitável: MMA cede à Petrobras e decide exonerar chefe da APA de Guapimirim

Mapa da Baía de Guanabara, com áreas afetadas pelo COMPERJ, tendo ao fundo, à direita, a APA Guapimirim e a ESEC Guanabara

A Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, determinou a exoneração do Analista Ambiental do Instituto Chico Mendes – ICMBio, Breno Herrera, da chefia da Área de Proteção Ambiental – APA de Guapimirim, unidade de conservação federal criada na década de 1980 para a proteção dos manguezais remanescentes da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

Segundo fontes do MMA, a Ministra pretende, com a medida, rever posição da equipe da APA sobre a passagem de embarcações para transporte de equipamentos pesados para o COMPERJ pelo leito dos rios da APA de Guapimirim, e às margens da Estação Ecológica – ESEC Guanabara – outra unidade de conservação federal existente na mesma região. Continue lendo… 'Crime inaceitável: MMA cede à Petrobras e decide exonerar chefe da APA de Guapimirim'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.