No país com mais empregadas domésticas, a vida de 7 milhões de mulheres é uma luta

No início deste mês, o Brasil ratificou um tratado que oferece mais segurança às trabalhadoras.  Número de profissionais está em declínio pelo esforço das novas gerações em buscar outros trabalhos

Por Felipe Betim, no El País

“Levanto todos dias às cinco da manhã, e todos os dias minha vida é uma luta”.  Edilene Pereira divide seu tempo entre trabalhar como diarista duas vezes por semana e cuidar sozinha de seus quatro filhos. Faz quatro anos que ela deu à luz a duas meninas gêmeas, sendo que uma delas, Alícia, nasceu com microcefalia e paralisia cerebral. Quando Edilene não está trabalhando, se dedica a levar a menina bem cedo a sessões de fisioterapia e fonoaudiologia em três lugares diferentes. Seu sonho, ela conta, é ver os filhos formados na faculdade e todo seu esforço recompensado. “Qual mãe não sonha com isso?”, questiona ela da casa onde trabalha, no bairro Alto de Pinheiros, em São Paulo. (mais…)

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Da escravidão a Temer vampiro: Tuiuti nos lembra que Carnaval é contestação, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Carnaval é contestação e subversão. Quando é pasteurizado, transformado em produto, empacotado, vendido e transmitido, a contestação é domesticada e pode perder o que tem de melhor. Por isso, dificilmente se manifesta com grandeza em ambientes protegidos por seguranças armados, isolados por cordões mal remunerados, filtrados pela edição das câmeras de TV e que abraça a ”nata” da sociedade em ar condicionado. (mais…)

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#90AnosDePedro | Pedro incomodava o Vaticano

Na comemoração dos 90 anos de Pedro Casaldáliga é muito bom lembrar alguns fatos que marcaram sua biografia. Como um dos grandes profetas de nosso tempo, Pedro incomodou não só os grandes fazendeiros da região do Araguaia e o governo militar que lhes dava suporte, como também setores da Igreja que compactuavam com o sistema e o próprio Vaticano.

Por Antônio Canuto*, na CPT

Como os profetas bíblicos que diante da situação do povo clamavam por justiça e denunciavam os que se locupletavam à custa dos pobres, Pedro fez o mesmo. Suas denúncias são diretas, cita pessoas com nome e sobrenome. (mais…)

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Maurício Lopes, presidente da Embrapa: um ruralista chique

Por Claudio Angelo,  no Curupira

Conheci Maurício Lopes em 2012, enquanto preparava uma reportagem sobre a crise do etanol brasileiro e formas de sair dela. O recém-assumido presidente da Embrapa me recebeu em seu gabinete para uma conversa longa. Saí encantado: a principal instituição de pesquisa aplicada do Brasil tinha um cientista com C maiúsculo em sua chefia. Um pesquisador que estava disposto a transformar a maneira como a instituição fazia inovação tecnológica, gerando não apenas produtos e dados, mas também cenários e inteligência. No governo Dilma Rousseff, o mais obscurantista e anticiência da Nova República (claro, eu ainda não sabia o que viria pela frente em 2016), ter aquele homem naquele cargo era mais do que um alívio; era um sinal de que o Brasil tinha jeito. (mais…)

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Crime de Mariana coloca surto de febre amarela ‘na conta da Samarco’, afirma médico

Thiago Henrique Silva afirma que crime de Mariana (MG) é considerado cientificamente uma das principais causas do surto

Por Juliana Gonçalves, no Brasil de Fato

Semanalmente o Ministério da Saúde atualiza os números do surto da febre amarela. De 1º de julho de 2017 a 6 de fevereiro de 2018, já foram 353 casos confirmados no país com 98 mortes. Crescendo exponencialmente semana a semana, muitas pessoas tentam entender como uma doença erradicada nos grandes centros urbanos desde 1942 segue fazendo novas vítimas nas capitais. (mais…)

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Fotógrafa que dedicou 40 anos da vida à causa indígena, Claudia Andujar alerta: “só vai piorar”

Claudia Andujar denuncia ameaças de garimpeiros à Terra Indígena dos Yanomamis e ressalta importância da pressão popular

Por Júlia Dolce, no Brasil de Fato

Aos 86 anos, a fotógrafa e ativista Claudia Andujar continua engajada na luta pelos direitos das populações indígenas no Brasil. Com movimentos já debilitados e fala lenta que ainda guarda resquícios do sotaque suíço — nascida na então Transilvânia, Claudia naturalizou-se brasileira em 1955 — ela relembrou, em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, os mais de 40 anos que passou visitando, vivendo e registrando os povos Yanomami. (mais…)

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‘Uso de cocar no carnaval é troca, não discriminação’, diz liderança indígena que viralizou na web

Ysani diz que gostaria que problemas como demarcação de terras, falta de acesso à saúde nas tribos e apropriação da cultura indígena por igrejas recebessem a mesma visibilidade dada à polêmica sobre fantasias no carnaval

Por Nathalia Passarinho, da BBC Brasil

“Usar cocar no carnaval não é desrespeito, é troca entre culturas”. Essa é a opinião de Ysani Kalapalo, índigena da região do Alto Xingu, no Mato Grosso.  (mais…)

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