Polícia Ambiental atuará no combate a grilagens de terras indígenas no Maranhão

Bianca Paiva, na EBC

A partir desta sexta-feira (1º), militares do Batalhão de Polícia Ambiental do Maranhão vão reforçar a segurança nas Bases de Proteção Etnoambiental da Terra Indígena do povo Awá-Guajá.

O trabalho está previsto para durar 90 dias, mas pode ser prorrogado. A medida foi determinada pelo governo maranhense, a pedido da Funai.

A região sofre ameaças de invasão constantes de fazendeiros e grileiros.

O território é reconhecido como de ocupação tradicional indígena. Em 2014, a Justiça determinou a demarcação e remoção de todos os não indígenas da área.

Mas, desde então a terra indígena sofre pressões externas e é alvo de atividades ilegais, informou a Funai.

Segundo a fundação, o crescente desmatamento na região e as recentes ameaças de invasão e destruição das bases do órgão intensificam a necessidade de proteção do território.

Além do apoio da Polícia Militar, a Funai informou que desenvolve outras frentes de atuação na terra indígena: uma com os próprios indígenas para ocupação e vigilância da área. E outra junto ao governo do Estado e ao Incra – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – para verificar a situação nos assentamentos onde vivem famílias que tiveram de deixar o território dos Awá-Guajá, na época da desintrusão.

Imagem: Risco de conflito entre índios e fazendeiros preocupa no Maranhão. Reprodução G1 MA

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