PL que endurece pena dos responsáveis por rompimento de barragens avança no Senado

Projeto está autorizado a seguir para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para envio ao Plenário

Da Redação Brasil de Fato

As Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovaram nesta quarta-feira (27) o PL 550/2019, que reforça a efetividade da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). A proposta está autorizada a seguir para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para envio ao Plenário.

O projeto endurece as penas para os envolvidos em crimes ambientais que causem mortes, como em Mariana (MG) e Brumadinho (MG) e proíbe a construção de reservatórios pelo método de alteamento à montante – aquele em que a barragem é sustentada pelo próprio rejeito da mineração. Nas duas comissões, houve críticas à postura da mineradora Vale após o rompimento de barragens em Minas Gerais.

O PL 550/2019 é de autoria da senadora Leila Barros (PSB-DF) e propõe, entre outras medias, a destinação do dinheiro de multas à região afetada e a continuidade do pagamento, pela empresa, da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).

Senadores de diferentes campos políticos comemoraram a aprovação do projeto na CCJ e na CMA. Jaques Wagner (PT) se referiu ao acontecimento pelo Twitter como “vitória do meio ambiente”. Antonio Anastasia disse que foi um “passo importante para evitar tragédias como a de Brumadinho”.

Atendendo sugestão de Randolfe Rodrigues (Rede), integrantes das duas comissões vão pessoalmente à Câmara dos Deputados para entregar o projeto ao presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM).

Edição: Daniel Giovanaz.

Imagem: Parlamentares de diferentes campos políticos comemoraram a aprovação / Marcos Oliveira / Agência Senado

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