Violência em protesto de estudantes em São Paulo; CDHM pede providências para o governo do estado

A violência da polícia militar de São Paulo durante um protesto de estudantes na Escola Frederico de Barros Brotero, em Guarulhos, resultou em quatro jovens agredidos, dois adolescentes de 16 anos apreendidos e uma arma apontada por um policial para o peito da estudante Eduarda Sória, de 17 anos, que teria sido impedida de sair do local. O episódio aconteceu no último dia 5. Os apreendidos foram levados para a Vara da Infância e Juventude.

Por Pedro Calvi, CDHM

O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), Helder Salomão (PT/ES) enviou ofícios ao governador de São Paulo, João Dória, ao procurador-geral de Justiça do Estado Gianpaolo Smanio e ao secretário de Segurança Pública general João Pires de Campos. No documento, o presidente da CDHM pede rigorosa apuração da conduta dos agentes públicos envolvidos e informações sobre o andamento dessas providências. 

“Esse tipo de conduta policial viola seriamente o direito à integridade física e o princípio do uso progressivo da força. É também um grave abuso de poder. E sempre é bom lembrar que o direito ao protesto é um direito fundamental e resulta da união de três pontos essenciais, o direito à liberdade de expressão, o direito à liberdade de reunião e o direito à liberdade de associação, tudo previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na nossa Constituição”, ressalta Helder Salomão.

O caso 

Os estudantes cobravam melhorias na unidade de ensino e pediam também a destituição do atual diretor, José Maria, que negligenciaria os pedidos por melhorias no colégio.

Segundo os estudantes, a escola não tem recebido manutenção de infraestrutura adequada e as salas de aula, os corredores e os banheiros ficam alagados quando chove. Além disso, faltaria material escolar.

Outro ponto, seria a proibição da entrada de estudantes do turno noturno após as 19 horas, sem tolerância. Os jovens dizem que muitos não conseguem sempre chegar no horário por causa do trabalho.

Imagem: PM aponta arma contra estudante de colégio em Guarulhos – Reprodução

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