Violência e destruição na Zona da Mata Sul de Pernambuco

Na CPT/NE II

Horror, tensão e destruição. Essas são as palavras que definem a vida de 1.200 famílias camponesas posseiras que vivem em cinco comunidades localizadas na área rural do município de Jaqueira, Zona da Mata Sul de Pernambuco. Estas famílias enfrentam um conflito de terra provocado pela empresa Negócio Imobiliária S/A, que vem praticando ações ilegais e violentas com o intuito de inviabilizar a presença dos camponeses e das camponesas nos locais em que vivem há mais de setenta anos.

A situação mais recente ocorreu nessa segunda-feira (19/08/19), por volta das 10h, em uma das cinco comunidades, denominada Barro Branco. Na ocasião, funcionários da Negócio Imobiliária S/A destruíram as plantações do sítio do trabalhador rural Antonio Luis da Silva, além de parte da mata que protegia uma fonte d’água da família. Segundo informações dos agricultores que registraram o ocorrido, os funcionários da Negócio Imobiliária vinham proferindo ameaças, desde a semana passada, de que realizariam tais destruições.

Entenda o conflito: Em 2017, a empresa passou a ser cessionária de arrendamento (possui um subarrendamento) de parte das terras pertencentes à falida Usina Frei Caneca. São cerca de cinco mil hectares localizados no município de Jaqueira que estão subarrendados para que a empresa desenvolva atividade pecuária. É nesta área em que vivem as 1.200 famílias distribuídas em cinco comunidades denominadas Caixa D’água, Barro Branco, Laranjeira, Fervedouro e Várzea Velha. Estas famílias vivem e produzem alimentos no local há mais de setenta anos, e desde 2013 reivindicam a regularização de suas posses junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Desde que a empresa chegou à área, os camponeses e camponesas destas comunidades relatam situações de intimidações, destruições e queimadas de lavouras, destruição de fontes d’água, ameaças e perseguições. Segundo informações locais, as violências são promovidas pelo corpo de funcionários da empresa, composto por policiais militares aposentados que rondam as comunidades portando pistolas e algemas. Mais de 30 Boletins de Ocorrência já foram feitos pelos agricultores e agricultoras na Delegacia de Jaqueira. Atualmente existem cerca de 30 ações possessórias que visam à expulsão de famílias das terras em que vivem. O caso já foi denunciado ao Ministério Público Estadual, ao Incra, ao Instituto de Terras e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco (Iterpe), à Prefeitura Municipal de Jaqueira, à Câmara de Vereadores e Vereadoras do município, à Diocese de Palmares e a Deputados e Deputadas Estaduais. O poder judiciário também foi alertado das atitudes truculentas e ilegais da empresa.

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#ViolênciaNoCampo | Horror, tensão e destruição. Essas são as palavras que definem a vida de 1.200 famílias camponesas posseiras que vivem em cinco comunidades localizadas na área rural do município de Jaqueira, Zona da Mata Sul de Pernambuco. Estas famílias enfrentam um conflito de terra provocado pela empresa Negócio Imobiliária S/A, que vem praticando ações ilegais e violentas com o intuito de inviabilizar a presença dos camponeses e das camponesas nos locais em que vivem há mais de setenta anos. A situação mais recente ocorreu nessa segunda-feira (19/08/19), por volta das 10h, em uma das cinco comunidades, denominada Barro Branco. Na ocasião, funcionários da Negócio Imobiliária S/A destruíram as plantações do sítio do trabalhador rural Antonio Luis da Silva, além de parte da mata que protegia uma fonte d’água da família. Segundo informações dos agricultores que registraram o ocorrido, os funcionários da Negócio Imobiliária vinham proferindo ameaças, desde a semana passada, de que realizariam tais destruições. . Entenda o conflito: Em 2017, a empresa passou a ser cessionária de arrendamento (possui um subarrendamento) de parte das terras pertencentes à falida Usina Frei Caneca. São cerca de cinco mil hectares localizados no município de Jaqueira que estão subarrendados para que a empresa desenvolva atividade pecuária. É nesta área em que vivem as 1.200 famílias distribuídas em cinco comunidades denominadas Caixa D’água, Barro Branco, Laranjeira, Fervedouro e Várzea Velha. Estas famílias vivem e produzem alimentos no local há mais de setenta anos, e desde 2013 reivindicam a regularização de suas posses junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). . Desde que a empresa chegou à área, os camponeses e camponesas destas comunidades relatam situações de intimidações, destruições e queimadas de lavouras, destruição de fontes d'água, ameaças e perseguições. Segundo informações locais, as violências são promovidas pelo corpo de funcionários da empresa, composto por policiais militares aposentados que rondam as comunidades portando pistolas e algemas. . >>>>>>>

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