“Agroecologia constrói saberes e conhecimentos, na luta por uma sociedade justa e igualitária”, aponta Carta

XI Congresso Brasileiro reafirma a agroecologia como ciência, movimento e prática. Agenda em Aracaju reuniu agricultores, movimentos populares, redes e pesquisadores.

Em Terra de Direitos

Reunidos pelo XI Congresso Brasileiro de Agroecologia, entre os dias 04 e 07 de novembro de 2019, na Universidade Federal de Sergipe (UFS), Campus São Cristóvão, as e os participantes da agenda reafirmam, em carta, a agroecologia como ciência, movimento e prática.

“Reiteramos a Agroecologia – como Ciência, Movimento e Prática -, reconhece e constrói saberes e conhecimentos, na luta por uma sociedade justa e igualitária e em diálogo com as práticas cotidianas dos povos do campo, das águas, das florestas e das cidades. Nessa perspectiva, se reafirma como uma das chaves interpretativas que nos desafia a um novo fazer acadêmico/científico”, aponta um trecho do documento saldo dos quatros dias de debates, trocas, comercialização de produtos e atividades culturais na capital Aracaju.

Na décima primeira edição do Congresso, realizado pela segunda vez no Nordeste, os participantes sublinham o estado de desmonte de desmonte das políticas sociais – políticas resultantes da mobilização e reinvindicação populares. Na carta denunciam cortes de investimentos na educação, na pesquisa e na saúde, o sucateamento e à precarização das instituições públicas e os impactos destas medidas no acesso e a possibilidade de permanência de estudantes da classe trabalhadora nas instituições de ensino, as ameaças em curso à biodiversidade e modos tradicionais de vida, entre outros.

Ao denunciar os crimes socioambientais, como o vazamento de petróleo e as queimadas de diferentes biomas em busca do lucro, a carta vincula a relação entre a relação sustentável e de respeito entre povos e meio ambiente. “Afirmamos a estreita relação existente entre os direitos das pessoas e os direitos da natureza. Há gerações os povos dos campos, das florestas, das águas e também das cidades têm sido responsáveis pela produção e reprodução da diversidade biológica e cultural que sustenta a vida”, destaca um trecho do documento.

O documento também aponta ainda o vínculo entre a agroecologia – modelo de produção de alimentos contraponto ao modelo explorador e predatório –  e a democracia. “No momento em que assistimos o aprofundamento do autoritarismo de Estado, a disseminação na sociedade de valores conservadores, o machismo e a perseguição à ciência e ao pensamento crítico e cidadão, reafirmamos o vínculo indissociável entre a Agroecologia e a democracia”, diz outro trecho.

I ACESSE AQUI A CARTA DO XI CONGRESSO BRASILEIRO DE AGROECOLOGIA

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