Rabino Henry Sobel morre aos 75 anos nos EUA

Uma das principais lideranças religiosas do Brasil, Sobel atuou na defesa dos direitos humanos e teve papel de destaque no enfrentamento à ditadura durante o assassinato de Vladimir Herzog

Em Opera Mundi

O rabino Henry Sobel morreu nesta sexta-feira (22/11) em Miami, nos Estados Unidos. A morte ocorreu em decorrência de um câncer.

Nascido em Portugal, Sobel se estabeleceu em Nova York, nos EUA, onde tornou-se rabino. Ele veio para o Brasil na década de 1970, onde se radicou e se tornou uma das principais lideranças religiosas do país.

Sobel atuou de maneira decisiva no período da ditadura militar no Brasil (1964-1985), sobretudo no episódio do assassinato do jornalista Vladimir Herzog.

Rabino emérito da Congregação Israelita Paulista (CIP), ele recusou a versão de suicídio, sustentada pelos militares, e permitiu o sepultamento de Herzog no Cemitério Israelita do Butantan, seguindo os ritos judaicos.

Além disso, o rabino participou, ao lado de dom Paulo Evaristo Arns e do reverendo James Wright, de um ato ecumênico realizado na Catedral da Praça da Sé, em São Paulo, em memória ao jornalista, que tinha origem judaica, em 31 de outubro de 1975, uma semana após o assassinato de Herzog na sede do DOI-CODI.

De acordo com nota divulgada pela família de Sobel, ele sempre foi uma “voz firme em defesa dos direitos humanos no Brasil”. Ele será enterrado no próximo domingo (24/11), no Cemitério Woodbridge Memorial Gardens, em Nova Jersey, nos EUA.

Imagem: Sobel atuou na defesa dos direitos humanos e teve papel de destaque no enfrentamento à ditadura – Reprodução/Federação Israelita do Estado de São Paulo

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