ANM alerta mineradoras por previsão de fortes chuvas em Minas Gerais. Três barragens da Vale estão com o nível de emergência mais alto

Agência pede que atenção e monitoramento em relação a barragens sejam redobrados no fim de semana. Três barragens no estado estão em nível de emergência 3, considerado o mais alto.

Por G1 Minas

A Agência Nacional de Mineração (ANM) alertou, neste sábado (24), as mineradoras para que redobrem atenção e o monitoramento em relação a barragens neste fim de semana por causa da previsão de fortes chuvas no estado neste fim de semana em Minas Gerais. Três barragens estão em nível de emergência 3, considerado o mais alto.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), entre este sábado e a segunda-feira (26), a chuva pode atingir 100 mm em 24 horas no centro-leste do estado, incluindo Belo Horizonte, no Espírito Santo e no sul da Bahia. A Defesa Civil da capital mineira também emitiu nesta manhã um alerta de pancadas, válido até a manhã deste domingo (25).

“A Agência Nacional de Mineração pede que as equipes de segurança de barragens se mantenham em alerta com monitoramento diário das condições das estruturas – em especial do estado de conservação – além de manter atenção especial às tomadas d’agua dos vertedouros, para garantir a capacidade vertente de acordo com o projeto, durante todo o período de chuvas”, informou a ANM.

Caso haja necessidade, o Plano de Ação de Emergência para Barragens de Mineração (PAEBM) deverá ser acionado e o Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens deverá ser informado.

As barragens em nível 3 são a B3/B4, no distrito de Macacos, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Forquilha III, em Ouro Preto, e Sul Superior, em Barão de Cocais, na Região de Central de Minas Gerais. Todas elas pertencem à Vale.

A mineradora disse que, além de inspeções rotineiras de campo, todas as estruturas da empresa são monitoradas permanentemente por uma série de instrumentos e pelo Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG), considerando vários fatores, como as condições climáticas.

Histórico de tragédias

Moradores de áreas de barragens em situação de risco lidam diariamente com a apreensão. Na memória dos mineiros, duas tragédias seguem trazendo preocupação.

Em janeiro de 2019, a barragem da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, rompeu-se e deixou 270 vítimas, entre mortos e desaparecidos. Neste domingo (25), o desastre da Vale completa 1 ano e nove meses.

A outra tragédia foi em Mariana e fará cinco anos em menos de um mês. No dia 5 de novembro de 2015, ocorreu o rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton. O mar de lama despejado provocou 19 mortes, destruiu distritos e devastou o Rio Doce.

Nos dois casos, não houve relação com eventos climáticos.

Enviada para Combate Racismo Ambiental por Amyra El Khalili

Barragens Forquilha I, II e III, em Ouro Preto. Imagem: Google Earth

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