Funai pede à PF investigação contra lideranças indígenas por críticas ao governo Bolsonaro

ClimaInfo

Ao invés de ir atrás dos criminosos ambientais, o governo Bolsonaro segue mais interessado em perseguir os Povos Indígenas e aqueles que o criticam. A líder indígena Sonia Guajajara, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), foi intimada pela Polícia Federal a esclarecer suas críticas contra Bolsonaro na websérie “Maracá” (2020).

O inquérito foi aberto a pedido da Funai, que acusa a líder indigenista de difamação contra o governo federal. “A perseguição desse governo é inaceitável e absurda. Eles não nos calarão!”, disse Sonia no Twitter.

“O órgão cuja missão institucional é proteger e promover os direitos dos povos do Brasil [Funai] acusa a APIB de difamar o governo federal”, afirmou a entidade em nota. A APIB lembrou também que as críticas feitas na websérie dizem respeito à atuação problemática da União no combate à pandemia em Terras Indígenas, alvo de uma ação no Supremo Tribunal Federal desde o ano passado. “O governo busca intimidar os Povos Indígenas em uma nítida tentativa de cercear nossa liberdade de expressão, que é a ferramenta mais importante para denunciar as violações de Direitos Humanos”. FolhaO Globo e UOL repercutiram a intimação contra Sonia Guajajara.

Outro líder indígena alvo da Funai é Almir Naramayoga Suruí. Segundo informou Rubens Valente no UOL, Almir foi indagado por telefone por um policial federal na 6a feira (30/4) sobre uma suposta “difamação” feita contra o governo federal em uma campanha virtual para arrecadar recursos para apoiar os Povos Indígenas durante a pandemia, no ano passado. “Eles estão dando medo para a gente recuar”, disse Almir. “Não é isso que vai deixar a gente parar de lutar. A gente vai continuar a luta”.

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