450 padres se manifestam contra reeleição de Bolsonaro

Os padres católicos destacam que Bolsonaro fomenta ódio na população

IHU

“Um discípulo de Jesus consciente não pode reeleger um homem que com palavras e obras demonstra ser o oposto de tudo aquilo que Jesus é e anuncia”. Esta é a conclusão da carta subscrita pelo grupo Padres da Caminhada e Padres Contra o Fascismo constituído por 450 religiosos católicos (padres e bispos), de diversas dioceses brasileiras.

Eles alertam contra a reeleição do atual presidente da República, que começou a ser distribuída nesse fim de semana por sacerdotes de diversas Dioceses, Institutos de Vida Consagrada, ordens e congregações religiosas de todo o Brasil.

O grupo foi formado em 2018 quando, afirmam, começaram a ver a democracia ser ameaçada no país.

No documento, os religiosos elencam dez itens para registrar porque, se opõem “claramente” à reeleição do presidente Jair Bolsonaro no próximo mês de outubro.

A informação é de Marcelo Menna Barreto, publicada por Jornal Extra, 05-09-2022.

Nome de Deus em vão

O primeiro tópico denuncia o uso do nome de Deus como forma de manipulação do povo brasileiro. Para os sacerdotes, o discurso é “apenas de uma estratégia de controle das consciências” e que Bolsonaro age de forma totalmente oposta “ao Evangelho de Jesus”.

Discurso de ódio não é discurso cristão, dizem padres

Na sequência, os padres católicos destacam na carta que Bolsonaro fomenta ódio na população, tem um discurso violento, estimula o armamento e demonstra “desprezo pelos pobres, pelas mulheres, comunidades tradicionais indígenas e quilombolas, população de rua, comunidade LGBTQIA+, migrantes”, entre outros segmentos.

Fake News é outro nome da mentira

Também está presente na manifestação o uso de fake news, a falta de cuidado na gestão da pandemia, o retorno do país ao Mapa da Fome, o desmonte das políticas de defesa do meio ambiente e o que chama de claros “sinais de autoritarismo e fascismo”.

Padres apontam corrupção e hipocrisia

Os Padres da Caminhada e Padres contra o fascismo ainda lembram que Bolsonaro se elegeu com um discurso anticorrupção, mas apresenta sinais claros de que “vive soterrado e soterrando os escândalos de corrupção que o envolvem e envolvem sua família”.

A íntegra da carta pode ser lida aqui.

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