A conexão entre o sionismo e os setores evangélicos na América Latina não é espiritual, nem bíblica, nem teológica. É um vínculo político e econômico, construído sobre a manipulação da fé e o comércio de terras roubadas do povo palestino.
Os estrategistas sionistas entenderam que, em nossa região, milhões de fiéis evangélicos podem se tornar um exército de apoio político e financeiro, desde que lhes seja vendida a ilusão de apoiar o “povo eleito”. Disso surgem peregrinações turísticas a Israel, a compra de “parcelas da terra prometida”, doações disfarçadas de oferendas e propaganda que confunde Jesus de Nazaré com a ideologia colonial do sionismo.
Essa conexão não surge da fé, mas do uso cínico da religião para justificar a ocupação e o genocídio. Igrejas evangélicas que involuntariamente entram nesse jogo tornam-se instrumentos de uma política externa que busca legitimar a expropriação do povo palestino e silenciar as vozes das vítimas.
Não se trata de religião versus religião. Trata-se de verdade versus mentiras, justiça versus opressão. O verdadeiro cristianismo não se alinha com aqueles que constroem muros, matam inocentes e roubam terras; alinha-se com aqueles que sofrem, resistem e lutam por sua dignidade.
O povo latino-americano deve expor essa aliança. Porque o verdadeiro elo não é entre fé e promessa divina, mas entre sionismo e manipulação, entre negócios e engano. E porque o autêntico povo escolhido é aquele que está do lado da justiça.
União Palestina da América Latina – UPAL
22 de setembro de 2025
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Enviada para Combate Racismo Ambiental por Amyra El Khalili.
