O MPF quer informações sobre os protocolos do IML e garanta o protocolo de identificação de vítimas de desastres (DVI) e o Protocolo de Minnesota.
O Ministério Público Federal enviou ao Instituto Médico Legal (IML) do Rio um pedido para que sejam rigorosas as necropsias das 121 pessoas mortas na megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital fluminense.
O MPF quer informações sobre os protocolos do IML e que ele garanta o protocolo de identificação de vítimas de desastres (DVI) e o Protocolo de Minnesota. A manifestação é do procurador da República Júlio José Araújo Júnior.
O MPF solicita seja garantida a observância de quesitos mínimos nos laudos necroscópicos, principalmente os seguintes:
1. Descrição completa das lesões externas;
2. Descrição completa das lesões internas;
3. Identificação dos projéteis nos corpos e extração para encaminhamento pericial;
4. Exame radiográfico dos polibaleados;
5. Croqui com lesão dos corpos;
6. Fotografia de todas as lesões encontradas nos cadáveres;
7. Fotografia das características individualizantes; e
8. Item de discussão contendo trajetória dos projetis e distância dos disparos.
Operação mais letal da história do Rio de Janeiro
A Defensoria Pública do Rio de Janeiro informou que o número de mortos na megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital, está em 132. Segundo o órgão, são 128 de suspeitos e outros quatro de policiais.
Na manhã desta quarta-feira (29), moradores encontraram 72 corpos na área de mata da Penha, Zona Norte do Rio, depois da megaoperação dessa terça-feira (28). Eles foram levados para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, que é uma das principais da região, para facilitar o reconhecimento por parentes.
A advogada afirma as suspeitas é que foram ‘mortes suspeitas praticadas pelo Estado’. Segundo ela, as marcas foram fotografadas para cumprimento do protocolo da ONU de investigação de mortes potencialmente ilícitas.
Além disso, ela conta que a ONG entrou com uma medida cautelar na Comissão Interamericana de Direitos Humanos ‘pedindo a presença de investigadores internacionais para acompanhar’ o caso.
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Imagem capturada de vídeo.
