Chega de ordens de Washington

Boletim Venezuela em Foco #16

Da Página do MST

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, elevou o tom contra a ingerência externa e afirmou estar “farta” das pressões exercidas pelos Estados Unidos. Em declaração pública, defendeu que os conflitos venezuelanos sejam resolvidos internamente, sem interferência estrangeira, ao mesmo tempo em que convocou um diálogo político nacional amplo, envolvendo todos os setores do país, com foco em resultados concretos e estabilidade institucional.

No plano econômico, Delcy reforçou que a reforma da Lei de Hidrocarbonetos é estratégica para transformar a exploração de petróleo e gás em soberania, bem-estar social e desenvolvimento, em um contexto marcado por sanções que impactaram profundamente a economia venezuelana. Nesse cenário, foi confirmado o envio do primeiro navio carregado com cerca de um milhão de barris de petróleo bruto pesado venezuelano aos Estados Unidos após acordo recente, sinalizando uma reconfiguração pragmática das relações energéticas.

Enquanto isso, Washington amplia a pressão regional. A nova Estratégia de Defesa Nacional dos EUA prevê controle militar de áreas estratégicas como a Groenlândia e o Canal do Panamá e condiciona o apoio a aliados à fidelidade política, utilizando o “destino de Maduro” como instrumento de ameaça. A postura norte-americana provocou reações na América Latina, que articula uma resposta coletiva em uma cúpula de emergência realizada em Bogotá, com participação de forças progressistas e defesa da soberania regional.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou indignação com a operação militar dos EUA que levou ao sequestro de Nicolás Maduro. Em discurso durante atividades do MST, Lula criticou a agressão à Venezuela e relacionou o episódio a outras crises internacionais, como o genocídio em Gaza, reafirmando a defesa do multilateralismo e do respeito ao direito internacional.

Do exterior, Maduro enviou uma mensagem pedindo união e orações para que a Venezuela reencontre o caminho da paz. A Rússia voltou a insistir que a libertação do presidente venezuelano e de Cilia Flores é condição central para qualquer avanço diplomático, reforçando a pressão internacional pela reversão do sequestro e pela normalização institucional no país.

Foto: Divulgação

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