“Não existe justiça climática sem justiça social”. Este é o grito que ecoou pelas ruas de Belém (PA), durante a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), realizada em novembro de 2025, em pleno bioma amazônico.
Reverberando estes gritos dos povos das florestas, das águas, do campo e das cidades, a CPT disponibiliza no canal no YouTube a partir desta terça-feira (03), o documentário “O Grito dos Povos na COP 30”, revelando o que as grandes mídias não mostraram: a barreira invisível que separou os debates corporativos da realidade de quem vive a realidade da crise climática.
🔗 Link do documentário no Youtube: youtu.be/tM170LNgues
Muito além das discussões oficiais sobre a crise climática, marcadas pela propaganda de falsas alternativas e grandes empreendimentos, o filme propõe a reflexão sobre a urgência climática que ultrapassa o chão da floresta e dos continentes. Os povos reafirmam seus modos de vida e cuidado com a natureza como verdadeiras soluções, na contramão do discurso da ganância capitalista que desrespeita a vida.
O filme percorre as denúncias dos povos tradicionais que vivem sob ataque e evidencia as “falsas soluções” do mercado para proteger a natureza. Entre o avanço desenfreado da mineração para a transição energética e a pressão do mercado de carbono sobre comunidades tradicionais, a obra reverbera vozes dos povos indígenas, quilombolas e camponeses que enfrentam as consequências da crise climática, violações e violências históricas que atravessam corpos e continentes.
O documentário acompanha os diversos movimentos organizados pelos movimentos populares, como a COP do Povo, Cúpula dos Povos, Aldeia COP, Tapiri Ecumênico e Igreja Rumo à COP, que se uniram como uma grande corrente de clamor por Justiça Climática nas ruas de Belém, durante a Marcha Global pelo Clima, reunindo mais de 70 mil pessoas.
Um dos momentos marcantes foram as intervenções dos povos originários, cujos símbolos milenares de resistência, como o arco e a flecha, foram rotulados como ameaça nos espaços da “Zona Verde”. Este é um registro urgente sobre a luta pela vida e a afirmação de que a justiça climática é, indissociavelmente, uma questão de justiça social e reforma agrária.
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O documentário, produzido durante a Conferência COP 30, reverbera o grito dos povos das florestas, das águas, do campo e das cidades. Arte: Divulgação
