Pantanal: entre o risco do colapso e a possibilidade de reverter os efeitos deletérios do aquecimento global. Entrevista especial com José Roberto Rozante

IHU

A América do Sul está mais quente e isso não é uma variação climática, e sim sua nova condição. Ao menos é isso o que aponta o estudo Long-Term Temperature and Precipitation Trends Across South America, Urban Centers, and Brazilian Biome, do qual o pesquisador José Roberto Rozante fez parte e que serve de ponto de partida para esta entrevista. “Através da análise de mais de 40 anos de dados, constatamos que a América do Sul está ficando mais quente de forma contínua. Não é apenas uma mudança passageira ou um ciclo natural do clima, mas uma tendência clara e persistente”, descreve Rozante em entrevista por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Se não revertermos a tendência de aquecimento global, talvez o Pantanal jamais volte a ser o que foi em toda a sua exuberância de fauna e flora. “A falta de chuvas é especialmente preocupante no Pantanal porque ele depende diretamente das cheias dos rios para existir. O bioma fica dentro da Bacia do Alto Paraguai e funciona como uma grande área que se enche de água todos os anos”, explica o entrevistado. “Em termos simples: se a chuva diminui por muito tempo, o Pantanal começa a perder suas principais características e pode deixar de funcionar como a grande área alagada que o define”, complementa.

O problema é crônico e complexo, pois envolve outros biomas brasileiros e do continente sul-americano. “Quando a Amazônia perde floresta, o Pantanal perde água e, sem água suficiente, o Pantanal deixa de funcionar como um grande ambiente alagado e passa a se tornar um ecossistema mais seco, frágil e instável”, frisa o pesquisador.

Contudo, é possível ainda reverter boa parte dos efeitos negativos ao que o bioma está sujeito. “A principal medida é reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa. Isso significa diminuir o uso de combustíveis fósseis (como gasolina, diesel e carvão), ampliar energias renováveis. Outra frente fundamental é combater o desmatamento e restaurar áreas degradadas, especialmente na Amazônia e no Cerrado. Em resumo, não podemos ‘voltar ao clima do passado’ rapidamente, mas podemos evitar que a situação piore muito mais”, pondera.

José Roberto Rozante possui graduação em meteorologia pela Universidade de São Paulo (1995), mestrado em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (2001) e doutorado em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (2008). Atualmente é tecnologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE . Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Meteorologia, atuando principalmente nos seguintes temas: implementação operacional, estimativa de precipitação por satélite, modelos numéricos, previsão de tempo, monóxido de carbono e multi-model ensemble.

Confira a entrevista.

IHU – O senhor é um dos autores do estudo Long-Term Temperature and Precipitation Trends Across South America, Urban Centers, and Brazilian Biomes, publicado na revista científica Atmosphere. Quais são as principais conclusões da pesquisa?

José Roberto Rozante – Através da análise de mais de 40 anos de dados, constatamos que a América do Sul está ficando mais quente de forma contínua. Não é apenas uma mudança passageira ou um ciclo natural do clima, mas uma tendência clara e persistente. Também observamos que a chuva está mudando. Em algumas regiões ela aumentou, mas em outras, como no Pantanal, diminuiu. Quando juntamos mais calor com menos chuva, o resultado são secas mais fortes, rios com níveis mais baixos e maior risco de incêndios.

Outra conclusão importante é que cada bioma reage de maneira diferente, e o Pantanal foi um dos que mais mostrou sinais de aquecimento e redução de chuva. Isso indica que as mudanças já estão acontecendo e não fazem parte apenas das variações normais do clima que sempre existiram.

Em resumo, o estudo mostra que o clima está mudando de verdade, de forma duradoura, e que alguns ecossistemas brasileiros são mais vulneráveis a essas transformações.

IHU – O levantamento aponta que, entre 1979 e 2024, o Pantanal foi o bioma brasileiro que mais sofreu os efeitos da elevação de temperatura e da redução de precipitação. O que isso significa em termos de transformação do bioma?

José Roberto Rozante – Isso quer dizer que o Pantanal não está enfrentando apenas uma mudança comum no clima, mas pode estar passando por uma mudança mais profunda na forma como ele funciona. O bioma depende do equilíbrio entre calor, chuva e cheias dos rios para manter seus peixes, aves, plantas e toda a vida que existe ali. Quando a temperatura aumenta por muitos anos seguidos e a chuva diminui, a água evapora mais rapidamente, o solo seca antes do tempo e as cheias ficam mais fracas ou irregulares. Com isso, o ciclo natural de inundação, que é como o “coração” do Pantanal, começa a falhar.

Na prática, isso significa que o Pantanal pode passar a apresentar maior irregularidade hidrológica e redução da extensão de áreas alagadas. Isso aumenta o risco de incêndios, reduz a quantidade de animais e plantas e afeta a vida das pessoas que dependem da pesca, da pecuária e do turismo. Ou seja, não é apenas uma fase difícil: se continuar assim, o Pantanal pode mudar de forma duradoura e perder parte das características que o tornam único.

IHU – Como os demais biomas têm sido impactados pelas mudanças do clima?

José Roberto Rozante – Embora o Pantanal apareça como o caso mais preocupante no estudo, todos os biomas brasileiros estão sentindo os efeitos dessas mudanças, cada um de uma forma diferente.

Amazônia
Na Amazônia, as temperaturas estão subindo e as secas têm se tornado mais frequentes em algumas áreas, o que aumenta o risco de incêndios e enfraquece a capacidade da floresta de ajudar a regular o clima.

Cerrado
No Cerrado, o calor maior e a redução das chuvas deixam o solo mais seco, elevam o risco de fogo e afetam nascentes importantes para o abastecimento de água.

Caatinga
A Caatinga, que já é naturalmente seca, enfrenta períodos ainda mais longos de estiagem, dificultando a vida das pessoas e dos animais.

Mata Atlântica
Na Mata Atlântica, além do aumento da temperatura, estão mais comuns eventos extremos, como chuvas muito intensas em pouco tempo, que podem causar enchentes e deslizamentos, principalmente em áreas urbanas.

Pampa
Já o Pampa vem registrando mais extremos climáticos, alternando secas fortes com chuvas intensas, o que afeta a produção rural.

Em resumo, o que o estudo mostra é que o Brasil como um todo está ficando mais quente e com chuvas menos previsíveis. O clima, que antes seguia padrões mais estáveis, está se tornando mais instável e mais difícil de prever.

IHU – O que explica mudanças como essas, principalmente no regime de chuvas e aumento de temperatura?

José Roberto Rozante – Mudanças como o aumento da temperatura e a alteração das chuvas acontecem sobretudo por causa do aquecimento global provocado pelas atividades humanas. A queima de combustíveis (como gasolina e diesel), o desmatamento e algumas práticas agropecuárias liberam gases que ficam acumulados na atmosfera e funcionam como uma “coberta”, retendo mais calor. Com isso, o planeta aquece de forma contínua. Quando o ar e os oceanos ficam mais quentes, o funcionamento do clima muda. Os ventos, as nuvens e os sistemas que trazem chuva se reorganizam. Por isso, algumas regiões passam a ter menos chuva e mais seca, enquanto outras enfrentam tempestades mais fortes e concentradas em poucos dias. Ou seja, não é só mais calor, mas sim uma mudança na forma como o clima se comporta.

O desmatamento piora essa situação. Florestas como a Floresta Amazônia ajudam a produzir chuva ao liberar umidade para o ar. Quando a vegetação é retirada, essa “fábrica natural de chuvas” enfraquece, reduz a umidade e deixa o clima mais seco e instável. Os dados do estudo mostram que essas mudanças vêm acontecendo há décadas e não são apenas variações naturais do clima.

IHU – Por que a falta de chuvas é mais preocupante no Pantanal?

José Roberto Rozante – A falta de chuvas é especialmente preocupante no Pantanal porque ele depende diretamente das cheias dos rios para existir. O bioma fica dentro da Bacia do Alto Paraguai e funciona como uma grande área que se enche de água todos os anos. O detalhe importante é que essa água não vem só da chuva que cai ali, mas principalmente das chuvas nas regiões mais altas ao redor, que alimentam os rios. Quando chove menos nessas áreas, menos água chega à planície, as cheias ficam fracas ou nem acontecem, e as áreas alagadas diminuem.

Sem cheias regulares, o “ciclo da água” que sustenta o Pantanal começa a falhar. O solo perde fertilidade, os peixes têm dificuldade para se reproduzir, aves e outros animais perdem alimento e abrigo, e o risco de incêndios aumenta porque o ambiente fica mais seco por mais tempo. Diferentemente de outros biomas que conseguem suportar melhor períodos de estiagem, o Pantanal só existe por causa do pulso anual das águas. Em termos simples: se a chuva diminui por muito tempo, o Pantanal começa a perder suas principais características e pode deixar de funcionar como a grande área alagada que o define.

IHU – Como o desmatamento da Amazônia afeta o Pantanal?

José Roberto Rozante – De forma simples: a Amazônia funciona como uma grande “fábrica de chuvas” natural. As árvores liberam muita água para a atmosfera, formando nuvens e levando umidade pelos ventos para outras regiões do Brasil, inclusive para as áreas que alimentam os rios do Pantanal. Esse transporte de umidade é o que ajuda a manter as chuvas nas bacias hidrográficas que abastecem o Pantanal. Quando a Amazônia é desmatada, esse sistema enfraquece: menos árvores → menos vapor d’água → menos nuvens → menos chuva chegando às regiões que formam os rios pantaneiros.

Na prática, isso significa que o Pantanal recebe menos água desde a origem. Os rios ficam mais fracos, as cheias diminuem, as áreas alagadas secam mais rápido e o ciclo natural de inundações começa a falhar. Isso deixa o ambiente mais seco, aumenta o risco de incêndios e prejudica peixes, animais, plantas e comunidades locais. Em linguagem direta: quando a Amazônia perde floresta, o Pantanal perde água e, sem água suficiente, o Pantanal deixa de funcionar como um grande ambiente alagado e passa a se tornar um ecossistema mais seco, frágil e instável.

IHU – Como a combinação de aumento de temperatura e redução de precipitação exacerba a vulnerabilidade das florestas ao fogo?

José Roberto Rozante – De forma simples, mais calor e menos chuva transformam a floresta em material inflamável. Quando a temperatura aumenta, a água evapora mais rapidamente do solo, das plantas e do ar. Quando a chuva diminui, essa água não é reposta. O resultado é um ambiente cada vez mais seco: folhas, galhos, troncos, capim e o próprio solo perdem umidade e passam a funcionar como combustível. Assim, qualquer faísca, seja de origem natural, seja de origem humana, encontra um cenário perfeito para virar incêndio.

Além disso, o calor enfraquece as plantas e as árvores, tornando-as mais vulneráveis a pragas, doenças e morte. Árvores mortas ou estressadas acumulam ainda mais material seco no chão da floresta, aumentando o risco e a intensidade do fogo. Em termos simples: o calor “seca” a floresta, a falta de chuva impede a recuperação e isso transforma o ambiente em um barril de pólvora. Por isso, a combinação de aumento de temperatura com redução de precipitação não só facilita o surgimento de incêndios como também faz com que eles se espalhem com mais rapidez, queimem áreas maiores e sejam muito mais difíceis de controlar.

IHU – Como a mudança climática tem afetado as temperaturas mínima e máxima na região do Pantanal? Qual a diferença térmica entre o século passado e hoje?

José Roberto Rozante – A mudança climática tem elevado tanto as temperaturas máximas quanto as mínimas no Pantanal. De acordo com o estudo, entre 1979 e 2024 houve um aumento consistente nas duas medidas: os dias estão ficando mais quentes e as noites também não esfriam como antes. O aumento das temperaturas máximas significa mais dias de calor intenso e ondas de calor mais frequentes. Isso acelera a evaporação da água nas áreas alagadas da Bacia do Alto Paraguai, contribuindo para secas mais severas e maior risco de incêndios.

Já o aumento das temperaturas mínimas indica noites mais quentes. Isso reduz o “alívio térmico” que normalmente ocorria durante a madrugada e pode afetar o equilíbrio de plantas e animais, além de alterar ciclos naturais, como reprodução e crescimento. Em resumo, o Pantanal está esquentando tanto de dia quanto de noite, e esse aquecimento contínuo intensifica a perda de água, aumenta o estresse sobre a biodiversidade e contribui para a instabilidade do bioma.

Considerando apenas o período analisado no estudo (1979-2024), não é possível comparar diretamente todo o século XX (1901-2000) com hoje, porque os dados do trabalho começam em 1979. O que podemos afirmar com base no estudo é que, desde o fim do século passado (a partir de 1979) até 2024, o Pantanal aqueceu de forma clara e contínua. As temperaturas máximas aumentaram cerca de 0,5°C por década, e as mínimas cerca de 0,2°C por década. Isso significa que, em aproximadamente quatro décadas, o aquecimento acumulado já supera 1°C, especialmente nos dias mais quentes. Em termos simples: mesmo olhando apenas para o período recente analisado, o Pantanal hoje está mais de 1°C mais quente do que no fim do século passado, e essa diferença já é suficiente para intensificar secas, evaporação e risco de incêndios.

IHU – Qual o papel das variáveis meteorológicas, como chuva e temperatura, na manutenção do equilíbrio ambiental dos biomas?

José Roberto Rozante – As variáveis meteorológicas, como chuva e temperatura, funcionam como os “reguladores naturais” do equilíbrio dos biomas. A temperatura controla os ritmos da vida: crescimento das plantas, reprodução dos animais, funcionamento do solo, evaporação da água e até o comportamento das espécies. A chuva, por sua vez, garante a disponibilidade de água, mantém rios, aquíferos, áreas úmidas, fertilidade do solo e sustenta toda a cadeia alimentar. Quando esses dois fatores estão equilibrados, o ecossistema funciona de forma estável: há água suficiente, clima previsível e ciclos naturais bem definidos.

Quando esse equilíbrio se rompe, com mais calor e menos chuva, por exemplo, todo o sistema entra em estresse. O solo seca, a vegetação enfraquece, os rios perdem volume, os animais perdem seus habitats e o risco de incêndios aumenta. No Pantanal, por exemplo, a chuva controla as cheias e a temperatura regula a evaporação: juntos, eles mantêm o pulso natural de inundação que sustenta a biodiversidade. Em linguagem simples: chuva e temperatura são como o “batimento cardíaco” dos biomas, quando esse ritmo se desorganiza, o ecossistema inteiro perde o equilíbrio, a estabilidade e a capacidade de se manter saudável ao longo do tempo.

IHU – É possível estimar as tendências de precipitação e temperatura para os biomas brasileiros nos próximos anos? Quais regiões devem estar entre as mais secas? Em que locais podemos ter as temperaturas mais altas?

José Roberto Rozante – Sim. Com base na ciência climática atual e em projeções de modelos globais e regionais, é possível estimar tendências futuras de temperatura e precipitação para os biomas brasileiros. Todos os principais conjuntos de modelos climáticos apontam para um aquecimento contínuo ao longo das próximas décadas, com padrões de chuva cada vez mais irregulares e, em muitas regiões, redução da precipitação média anual.

Com base exclusivamente no estudo “Long-Term Temperature and Precipitation Trends Across South America, Urban Centers, and Brazilian Biomes”, não é possível responder de forma científica e direta às perguntas: “Quais regiões devem estar entre as mais secas?” e “Em que locais podemos ter as temperaturas mais altas?”. Isso porque o trabalho é um estudo de tendências históricas (retrospectivo), ou seja, ele analisa o que já aconteceu no passado (variações de temperatura e precipitação ao longo das últimas décadas) e não faz projeções futuras. Ele mostra padrões de aquecimento e redução de chuvas já observados, inclusive no Pantanal, mas não utiliza modelos climáticos preditivos, nem cenários futuros (como projeções de clima), que seriam necessários para estimar quais regiões serão mais secas ou mais quentes nos próximos anos. Em termos simples: o estudo explica o passado e o presente, mas não permite prever o futuro climático regional com precisão científica.

IHU – É possível reverter este cenário?

José Roberto Rozante – Sim, reverter totalmente no curto prazo é muito difícil, porque parte do aquecimento já está “contratado” pelo acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera. Mas é possível frear o cenário e reduzir bastante os impactos futuros, se houver ação rápida e consistente.

A principal medida é reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa. Isso significa diminuir o uso de combustíveis fósseis (como gasolina, diesel e carvão), ampliar energias renováveis, melhorar a eficiência energética e transformar sistemas de transporte e produção. Quanto mais cedo as emissões caírem, menor será o aquecimento nas próximas décadas.

Outra frente fundamental é combater o desmatamento e restaurar áreas degradadas, especialmente na Amazônia e no Cerrado. A vegetação ajuda a absorver carbono e a manter a produção de umidade que regula as chuvas. Proteger essas áreas é uma das formas mais rápidas e eficazes de diminuir os impactos climáticos no Brasil.

Além de reduzir as causas, é preciso adaptar os biomas e as cidades: melhorar a gestão da água, proteger nascentes, recuperar matas ciliares, criar políticas de prevenção a incêndios e planejar melhor o uso do solo. No caso do Pantanal, por exemplo, proteger a Bacia do Alto Paraguai é essencial para manter o pulso natural das cheias.

Em resumo, não podemos “voltar ao clima do passado” rapidamente, mas podemos evitar que a situação piore muito mais. Quanto mais cedo as ações forem tomadas, maior a chance de preservar o equilíbrio dos biomas brasileiros e reduzir perdas ambientais, sociais e econômicas.

IHU – Deseja acrescentar algo?

José Roberto Rozante – Eu gostaria de acrescentar isto: os resultados do artigo não são inéditos, muitos outros estudos científicos, no Brasil e no mundo, já vêm mostrando esse mesmo padrão de aumento de temperatura e mudanças no regime de chuvas ao longo das últimas décadas. O que este estudo faz, de forma clara e importante, é reforçar cientificamente que essas mudanças não podem ser explicadas apenas por variações naturais do clima, como ciclos climáticos normais que sempre existiram na história do planeta. A pesquisa analisa séries longas de dados e mostra que o ritmo e a persistência do aquecimento observado são compatíveis com um processo contínuo e forçado, e não apenas com oscilações naturais temporárias.

Em linguagem simples: o estudo não está dizendo algo totalmente novo, mas ajuda a provar com mais evidências que o que está acontecendo não é só “o clima mudando sozinho”. Ele mostra que há um fator externo dominante impulsionando essas transformações, que a ciência identifica como a ação humana, principalmente por meio das emissões de gases de efeito estufa, do desmatamento e da degradação ambiental. Isso vale para todo o sistema climático e também para biomas sensíveis como o Pantanal, reforçando que as mudanças atuais fazem parte de um processo global induzido pelas atividades humanas, e não apenas de ciclos naturais do clima.

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