2ª Conferência Nacional de Arquivos: Movimentos cobram políticas para os acervos da luta popular

O objetivo é reafirmar os arquivos populares como patrimônio público e social e assegurar investimento estatal para sua preservação, garantindo que sigam como ferramentas de luta, resistência e defesa da soberania popular

por Coletivo Nacional de Comunicação do MAB

O governo federal realiza em Brasília, de 26 a 28 de maio de 2026, a 2ª Conferência Nacional de Arquivos. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio do Arquivo Nacional, e pelo Conselho Nacional de Arquivos (Conarq). Com o tema “Arquivos: agentes da cidadania e da democracia”, a conferência reforça o papel dos arquivos como infraestrutura essencial para a garantia de direitos, a transparência administrativa, a preservação da memória coletiva e o funcionamento do Estado democrático.

Em vista da conferência, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) se soma a outros movimentos populares na reivindicação pelo reconhecimento da memória histórica construída e preservada pelo coletivo. Isso significa reafirmar que os arquivos produzidos pelos movimentos e organizações populares são documentos de legítimo interesse público e social. Portanto, devem ser compreendidos como instrumentos materiais e políticos fundamentais de cidadania, construção da memória coletiva e, sobretudo, para a exigência do direito à verdade e à reparação histórica frente às violações sofridas por nossas comunidades. 

Além disso, os movimentos entendem que é preciso assegurar o direito aos arquivos da luta popular, garantindo a preservação e o investimento estatal na manutenção desses arquivos, por meio de políticas públicas de fomento que estruturem espaços sem comprometer a autonomia das organizações.

Após 14 anos, desde a 1º Conferência Nacional de Arquivos, em 2026 se propõe um processo prévio de discussão e participação nas etapas preparatórias, que acontecerão em todo o território nacional. Como espaço de participação dos movimentos sociais, está a conferência livre, que será realizada no dia 11 de abril, das 14h30 às 18h. 

O encontro será dedicado ao debate das propostas de valorização e estruturação da história documental popular, especialmente com foco no eixo 6 proposto pela Conferência Nacional: “Arquivos Privados e Comunitários, Pluralidade da Memória e Interesse Público e Social”. Este é um tema central para dar visibilidade aos acervos de organizações e movimentos populares que documentam nossa história e as violações de direitos.

Com o objetivo de defender, reconhecer e valorizar esse patrimônio social inestimável, a conferência livre será o espaço para construir e unificar as propostas que os movimentos levarão à Conferência Nacional de Arquivos em maio, em Brasília.

Para participar do debate e ajudar a construir nossas propostas, é necessário realizar inscrição prévia, disponível neste link

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