O tema foi destaque durante debate da 9ª Feira Estadual da Reforma Agrária que acontece na capital baiana até o próximo sábado
Por Viviane Moreira, do coletivo de comunicação do MST
Da Página do MST
Aconteceu nesta manhã do 2° dia da Feira Estadual da Reforma Agrária, a mesa de debate sobre Agroecologia e as crises climáticas, que integrou a programação, reunindo militantes, lideranças, e visitantes para aprofundar a reflexão sobre os desafios e perspectivas da construção de um projeto popular para o campo.
A luta pela terra é fundamental para a justiça social. Como disse Frei Lorrane durante o debate, “só teremos paz quando tivermos terra”. Isso mostra que é preciso democratizar o acesso à terra para superar as desigualdades históricas que o povo trabalhador enfrenta.
Durante o debate, Meriely Oliveira, do Plano Nacional Plantar Árvores Produzir Alimentos Saudáveis na Bahia, destacou que a Agroecologia é um caminho para enfrentar a crise climática, e que o modelo do agronegócio é o principal responsável pelos problemas socioambientais.
Nós enquanto movimento reafirmamos que se hoje passamos por uma crise climática no Brasil, o culpado é o agronegócio. Então, é necessário fortalecer a luta pela terra e as práticas agroecológicas, como preservar as sementes crioulas, plantar árvores e cuidar dos territórios”.Meriely Oliveira
Foram compartilhadas experiências concretas de projetos desenvolvidos no estado da Bahia, como os quintais produtivos. Esses projetos foram resultado de conquistas por meio de políticas públicas e fortalecem a autonomia das famílias e a produção de alimentos saudáveis.
Antonio Marcos, Articulador Político da Regional Nordeste da Bahia, destacou a importância de dialogar com os estudantes das escolas do campo e centros de formação. “A semente é a base da produção e da soberania dos povos. Por isso, precisamos dialogar com os estudantes dos nossos centros de formações e nossas escolas do campo a importância das sementes, pois é a base da produção, para que possamos trabalhar e termos autonomia dela”, afirmou Marcos.
A partir do debate a afirmação foi de que não há um projeto de país soberano e democrático sem o povo Sem Terra e sem a agricultura familiar. Sendo os responsáveis por garantir o alimento que chega à mesa da sociedade brasileira. A Agroecologia é uma alternativa importante para enfrentar a crise ambiental e criar um futuro para o povo brasileiro.
*Editado por Fernanda Alcântara




