Por Júlia Barbosa, em CPT
No dia 25 de Julho, celebramos o Dia da Trabalhadora e do Trabalhador Rural e o Dia Internacional da Agricultura Familiar. A data reforça a importância do trabalho empenhado por camponeses e camponesas em todo o Brasil para produção de alimentos saudáveis, para o cuidado com a terra e as águas e para a garantia do sustento de milhares de famílias brasileiras.
A data é, também, sinônimo de luta e de mobilização em defesa dos territórios e da terra para viver e trabalhar, de vida digna no campo e pela preservação da natureza, que sustenta a vida.
Em 2025, segundo os dados do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino, da CPT, trabalhadoras e trabalhadores rurais Sem Terra foram os que mais mobilizaram ações de resistência, com 72 ocupações e 9 acampamentos. A ocupação é um instrumento essencial para a luta, pois denuncia a usurpação de terras pela grilagem, a improdutividade de diversos latifúndios e a urgência da Reforma Agrária.
Esse dado expressa a força da resistência, frente às diversas violências empenhadas contra os povos do campo, como o Trabalho Escravo Rural. De acordo com o Cedoc/CPT, no ano passado, foram registrados 159 casos de trabalho escravo em áreas rurais, com 1.991 trabalhadores resgatados, um aumento de 5% no número de casos e de 23% em relação ao total de trabalhadores resgatados no ano anterior.
Dia 25 de julho é dia de luta! Por dignidade no trabalho e na vida no campo, por Reforma Agrária Popular e contra a violência no campo que atinge trabalhadoras e trabalhadores por todo o país.




