“Quem matou Gabriel?” Carta denuncia violência e exige justiça

Documento cobra investigação rigorosa, responsabilização dos culpados e denuncia o contexto de violência que atinge povos indígenas

Em carta intitulada “Quem matou Gabriel?”, indígenas denunciam a morte de um jovem do povo Wapichana, em Roraima. O documento foi divulgado em 20 de fevereiro de 2026.

Um trecho da carta revela que “o corpo de Gabriel foi encontrado às margens da RR-203, jogado, com sinais de tortura — um cenário que revela extrema violência e exige resposta imediata das autoridades”. A descrição leva as lideranças ao entendimento de que a morte de Gabriel é resultado de um contexto mais amplo de violência, negligência e violação de direitos enfrentado pelos povos indígenas.

A carta questiona as circunstâncias do crime, cobra apuração rigorosa e transparente por parte das autoridades e exige a responsabilização dos envolvidos. Também destaca a dor coletiva da comunidade, que transforma o luto em mobilização por justiça, reafirmando a defesa da vida, do território e da dignidade indígena.

“O corpo de Gabriel foi encontrado às margens da RR-203, jogado, com sinais de tortura”

Os indígenas afirmam que “não aceitaremos silêncio. Não aceitaremos omissão. Não aceitaremos mais um caso de violência contra nosso irmão sendo empurrado para a impunidade”. Segundo o documento, até o momento, o Estado não apresentou respostas claras sobre a causa da morte.

O caso de Gabriel Wapichana não é um fato isolado, mas parte de um histórico contínuo de violência contra os povos indígenas de Roraima.

A carta reitera a cobrança às autoridades competentes para que adotem medidas sérias e transparentes na apuração do crime e na responsabilização de todos os envolvidos.

Além disso, os povos indígenas exigem o acompanhamento do caso pelos órgãos de controle e de defesa dos direitos humanos, pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, bem como a garantia de proteção às lideranças e à comunidade Novo Paraíso.

Confira a carta na íntegra aqui.

Ato pedindo justiça por Gabriel Ferreira. Foto: ASCOM/CIR

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