Zema cortou 96% em combate aos impactos das chuvas; Juiz de Fora (MG) sofre consequências

Até a manhã desta quarta-feira (25), já havia registro de 38 pessoas mortas e 3,5 mil desabrigadas

No Brasil de Fato

Em meio à situação de calamidade em que está o município de Juiz de Fora e outras cidades da região da Zona da Mata mineira, em consequência do período chuvoso, um dado chama a atenção da população de Minas Gerais: segundo o Portal de Transparência do estado, entre 2023 e 2025, o governo de Romeu Zema (Novo) reduziu em 96% os investimentos em infraestrutura de combate aos impactos das chuvas. Nesse período, as despesas teriam passado de aproximadamente R$ 135 milhões para R$ 6 milhões.

“É um absurdo o descaso de Zema com Minas Gerais. E, mais uma vez, quem paga a conta é a população. Os temporais deixam um rastro de dor em Juiz de Fora e Ubá: dezenas de mortos e desaparecidos, famílias desabrigadas e centenas de pessoas que perderam tudo e agora precisam recomeçar do zero. Minas não tem governador”, lamentou o bloco Democracia e Luta, de oposição do governador na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Até a manhã desta quarta-feira (25), já havia registro de 38 pessoas mortas e 3,5 mil desabrigadas e desalojadas na região atingida, de acordo com dados divulgados pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF).

Mesmo diante desse cenário, o governo Zema ainda não reconheceu a situação de calamidade estadual no município, medida que foi tomada a nível federal, pelo governo Lula (PT) e local, pela prefeita Margarida Salomão (PT). O Executivo mineiro, até agora, apenas decretou luto oficial.

Desde ontem (24), os ministros do Desenvolvimento Regional e da Saúde, Waldez Goes e Adriano Massuda, respectivamente, estão em Juiz de Fora ajudando na apuração dos danos e oferecendo suporte às áreas mais afetadas da cidade.

“A nossa prioridade, sem dúvida, é salvar vidas. Estamos trabalhando incansavelmente para evitar mais perdas, encontrar as pessoas não localizadas e amparar as famílias. Seguiremos trabalhando para reconstruir a cidade”, enfatiza a prefeita Margarida Salomão.

Editado por: Elis Almeida

Imagem: As despesas teriam passado de aproximadamente R$ 135 milhões para R$ 6 milhões

Deixe um comentário

O comentário deve ter seu nome e sobrenome. O e-mail é necessário, mas não será publicado.

6 + 5 =