Os homens passam, as ideias permanecem: Centenário de Fidel Castro

Um século após seu nascimento, o legado de Fidel Castro permanece vivo na história de Cuba e de lutadores(as) em todo o mundo

Por Mãos Solidárias, na Página do MST

Fidel Alejandro Castro Ruz, um dos maiores líderes políticos e revolucionários da história da América Latina, nascia há exatos cem anos, no pequeno povoado de Birán, em Cuba. Nada e ninguém — nem mesmo seu pai, um grande latifundiário à época — foram capazes de impedir Fidel de mudar a história do povo cubano para sempre.

Cuba não foi mais a mesma desde a derrubada da ditadura de Fulgêncio Batista, no dia 1 de janeiro de 1959. A Revolução Cubana, liderada por Fidel, seus irmãos e Che Guevara, foi necessária para acabar com a miséria, a desigualdade, o analfabetismo e a exploração que seu povo sofria provocada pelos interesses dos Estados Unidos, que até então era quem tinha o poder sobre a ilha.

O governo de Castro acabou com problemas que assolavam os cubanos por décadas, fazendo com que a Ilha passasse por profundas transformações sociais pós-revolução. O analfabetismo foi drasticamente reduzido; o acesso à educação e a saúde passou a ser um direito rigorosamente garantido a todos; e a reforma agrária e outras medidas romperam com a concentração de terras e riquezas que marcava a sociedade cubana.

Os ideais de Fidel cruzaram fronteiras e chegaram a outros espaços. Países latino-americanos, caribenhos, africanos e tantos outros tomaram como inspiração a Revolução Cubana. Entre os anos 60 e 80, os povos dessas nações tiveram seus direitos cassados e foram violentamente reprimidos durante anos. Dilma Rousseff, ex-presidenta do Brasil, enviou uma mensagem ao 1° Colóquio Internacional:

Quando eu enfrentava a ditadura militar no Brasil, a Revolução Cubana era um farol. Fidel nos ensinou que a dignidade de um povo é inegociável e que a solidariedade é a arma mais poderosa contra a opressão”.

Dilma Rousseff

Mesmo sofrendo há mais de 60 anos com os embargos econômicos impostos pelos Estados Unidos, que impedem a Ilha de se desenvolver economicamente, Cuba não abaixa a cabeça. Seu povo segue resistindo, defendendo sua soberania e demonstrando que jamais se renderá diante das potências imperialistas que queiram determinar os rumos de sua nação.

Fidel Castro tornou-se um símbolo para sua geração, cujo legado alcançaria as décadas seguintes. Um símbolo da luta por justiça social, liberdade, soberania e a solidariedade internacional entre os povos. Castro partiu em 2016, mas seus ensinamentos permanecem vivos, alimentando a resistência e fortalecendo a luta contra toda forma de opressão

Internacionalizemos a luta, internacionalizemos a esperança. Pátria livre, venceremos!

*Editado por Solange Engelmann

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