Nota Pública: Abrasco repudia perseguições e manifestações de antissemitismo no Brasil

Na Abrasco

No último domingo, 25 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República, após a realização do segundo turno das eleições presidenciais. Nos dias seguintes, foram divulgadas, em diferentes partes do país, listas de profissionais e empresas que deveriam ser boicotados por terem apoiado sua candidatura.

Como desdobramento dessas manifestações de intolerância e de caráter persecutório, foi produzida uma lista com mais de 1.300 nomes de judias e judeus. A lista incluía integrantes do Conselho Deliberativo da Abrasco, abrasquianos e diversos sanitaristas que são referências na luta pelo direito à saúde e defensores das liberdades democráticas em nosso país.

Cabe lembrar que iniciativas voltadas exclusivamente para prejudicar pessoas de origem judaica, identificadas pelo seus nomes de família, configura-se como uma prática particular de racismo, historicamente conhecida como antissemitismo. Essa prática, difundida em muitos países, atingiu seu auge durante a ascensão do nazifascismo e a Segunda Guerra Mundial. É inaceitável que ações dessa natureza ainda ocorram no Brasil.

Diante desses fatos, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) manifesta seu mais firme repúdio a essas perseguições antidemocráticas e exige que os autores e disseminadores dessas iniciativas sejam identificados e devidamente responsabilizados.

Ao mesmo tempo, a Abrasco expressa a sua solidariedade incondicional à todas as pessoas que têm sido alvo desses ataques inadmissíveis.

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