O parasitismo que esteriliza a economia real sepultou impérios e ameaça as economias periféricas. No Brasil, suas consequências sobre a decadência nacional são evidentes. E gastos públicos com juros – que podem atingir R$ 1 trilhão – são escamoteados pela grande mídia
Por Marcio Pochmann*, em A Terra é Redonda
A financeirização, entendida como a crescente dominância de agentes, mercados, práticas e narrativas financeiras sobre a economia e a sociedade, tem sido um fenômeno mais evidente na contemporaneidade, embora possua raízes históricas profundas. Trata-se de parte dos ciclos de longa duração do capitalismo que alterna fases de expansão e contração material valorizativa do capital pela produção de mercadorias com a amplificação financeira parasitária dominada pelas finanças em acumulação rentista. (mais…)
