Desde 1992, Carta Magna sofreu média de quatro alterações por ano, via emendas constitucionais. Quase todas orientadas pela agenda neoliberal. O novo capítulo é projeto que tramita na Câmara e sucateia o serviço público em nome do capital privado
Por Paulo Kliass, em Outras Palavras
Há 37 anos, o Brasil assistia à promulgação da nova Constituição, que enterraria o entulho do período da ditadura, o regime que havia se instalado graças ao golpe militar de 1964. Em 5 de outubro de 1988, o deputado federal Ulysses Guimarães — presidente da Constituinte — anunciava ao país a entrada em vigor da chamada Constituição Cidadã. Tratava-se de uma peça jurídica que procurava expressar o amplo movimento que se formou em torno da defesa da democracia, da denúncia da ditadura e da luta por um país mais justo e menos desigual. (mais…)
