Como digitalizar o SUS sem rendição às Big Techs?

Em debate do Seminário SUS 35 Anos, um dilema: num mundo tomado por tecnologias controladas por megacorporações, como garantir soberania sanitária e digital? Há avanços importantes, mas é preciso mais regulação do Estado e mais poder nas mãos da população

Por Gabriela Leite, em Outra Saúde

Aos 35 anos da lei que regulamentou o Sistema Único de Saúde, grandes desafios se impõem: como as novas tecnologias digitais podem contribuir para ampliar o acesso à saúde? E quais os riscos que estão colocados, em especial a respeito do controle dessas tecnologias pelas Big Techs? (mais…)

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Transformação digital do SUS e o “Paradoxo de Topol”

Novas tecnologias revolucionam a medicina, mas transformam pacientes em dados, submetidos a um modelo exploratório e de vigilância. É hora de pensar a Reforma Sanitária Digital – para democratizar o poder de decisão sobre o rumo dessas tecnologias

Por Luiz Vianna Sobrinho, em Outra Saúde

Entre 2015 e 2020, preparava a minha tese de doutorado sobre a relação do antigo e permanente conflito entre o programa da Reforma Sanitária e a biomedicina – a questão do acesso a especialidades, as iniquidades e ilhas tecnológicas, a utilização da dificuldade de acesso e falhas do SUS para a segmentação de oferta pelo mercado e o encantamento, na onda de financeirização, com os modelos de gestão baseada em valor. (mais…)

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‘Dosimetria’: a política pode revogar o Direito e a lei da gravidade? Por Lenio Luiz Streck

Na Conjur

Pensei em não mais escrever sobre este tema. Mas, como dizia Darcy Ribeiro, Deus é tão treteiro, faz as coisas tão recônditas e sofisticadas, que ainda precisamos dessa classe de gente — os cientistas — para desvelar as obviedades do óbvio. Porque o óbvio se esconde. Além disso, o assunto corre o risco de ficar perigosamente “patrimonializado”, pelo qual o Brasil se acostumou a fazer “acordões”, uma vez que paira no ar suspeita (não desmentida) de que o governo concordaria com a “nova dosimetria” (sic) e até haveria acenos por parte do Supremo Tribunal Federal, face a uma entrevista recente do presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso. (mais…)

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A saúde mental, para além das campanhas

Mais do que ações como o Setembro Amarelo, o acúmulo da reforma psiquiátrica mostra que precisamos de políticas, serviços e comunidades que cuidem das pessoas. E de medidas por uma vida digna – como o fim da escala 6×1

Por Cláudia Braga, Outra Saúde

Durante o mês de setembro circulou nas redes sociais a seguinte frase: “Sabe o que seria mais efetivo para prevenção do suicídio do que a campanha setembro amarelo? O fim da escala 6×1”. (mais…)

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Como o Legislativo capturou o Orçamento

Estudo da UFRJ disseca as emendas parlamentares, uma deformação que corrói a política brasileira. Quais suas modalidades e como surgiram. Como fragmentam o fundo público e o desviam para corrupção eleitoral. Por que isso só ocorre no Brasil

Por Glauco Faria, em Outras Palavras

O fortalecimento do Legislativo diante dos outros dois Poderes nos últimos anos, e a captura do Orçamento Público que ele promove, quase nunca são tratados da forma como merecem. Em geral, são banalizados como se fossem apenas uma expressão do jogo de poder político. Ou então, como mais um dado da paisagem de Brasília, em que personagens se sucedem num enredo no qual se discute se o governo perdeu ou não, ou se os parlamentares estão “insatisfeitos” com determinada medida do Judiciário. O quadro é bem mais grave do que sugerem os comentaristas da mídia corporativa e traçar o caminho que nos trouxe até aqui é essencial para compreender o grau de deformação do nosso sistema político. (mais…)

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Em nome de Deus. Lideranças transformam pertencimento religioso em capital político. Entrevista especial com Vinícius do Valle

“Falar em nome de Deus ou da religião pode render frutos entre um eleitorado religioso”, avalia o pesquisador

IHU

Na última semana, o culto em memória a Charlie Kirk se tornou um megaevento de exaltação do nacionalismo cristão. Na ocasião, políticos assumiram o microfone para instrumentalizar a fé em nome da política, exaltando o “patriotismo”, a “fé em Deus Todo-Poderoso” e as virtudes do casamento e da família tradicional. A fala mais controversa do evento ficou por conta de Donald Trump, que, com sarcasmo, rebateu Erika Kirk, afirmando que “odeio meus adversários e não quero o melhor para eles”, alimentando a retórica de confronto e aniquilamento dos inimigos ou daqueles que professam ideias diferentes. (mais…)

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A vassalagem da extrema-direita: idolatria aos EUA e nepotismo familiar para minar a soberania nacional. Entrevista especial com Ricardo Costa de Oliveira

“O projeto bolsonarista, como o de um Milei na Argentina, é a falência, o endividamento, a subordinação e a subalternidade internacional”, adverte o sociólogo

IHU

Embora se autodenomine patriota, a extrema-direita brasileira demonstra uma idolatria pelos Estados Unidos. Curvam-se ao imperador, sacrificando a soberania nacional – o princípio fundamental do patriotismo – em favor de interesses próprios e de um movimento político global. (mais…)

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