O parvo, o pavão e o ocaso da teoria política. Por Mauro Iasi

Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”
— Nelson Rodrigues

no blog da Boitempo

Dizem que na Suprema Corte norte-americana, na qual os juízes são vitalícios, existe uma regra pela qual se um membro muito idoso começa a dar sinais de que está perdendo sua capacidade de julgar, cabe ao segundo membro mais velho avisá-lo que é hora de se aposentar. Mesmo no âmbito do  senso comum, se alguém comete algum desvario, alguém por perto pode alertá-lo, repreendê-lo ou, de alguma forma, avisá-lo de que sua atitude ou comportamento não é aceitável. (mais…)

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SUS e os novos desafios da participação popular

Presidente do CNS reflete sobre o papel dos Conselhos de Saúde hoje. Como podem contribuir com políticas para a indústria da saúde e programas como o Agora Tem Especialistas? E de que forma se posicionar diante de ataques que tentam diminuí-los?

Por Luiza Brazuna, Outra Saúde

O modelo participativo do Sistema Único de Saúde é uma das principais conquistas da Reforma Sanitária, responsável por impulsionar o envolvimento dos usuários e trabalhadores da saúde com os rumos do SUS. Ela se concretiza por dos conselhos de saúde, órgãos colegiados, permanentes e deliberativos que estão presentes em cada uma das esferas de governo: federal, estadual e municipal. (mais…)

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Dependência, marca do capitalismo brasileiro

Quando se fala de novo em soberania e projeto nacional, vale examinar nossa condição subordinada e periférica. Que padrões ela assumiu, ao longo do tempo, para perdurar. Por que, sem rompê-la, não haverá nem democracia, nem nação

Por Luís Filgueiras, em Outras Palavras

Introdução

A atual condição dependente dos países periféricos, no contexto do sistema capitalista mundial, é resultado de um processo histórico que remete a três circunstâncias: 1. Esses países foram colônias no período mercantilista (séculos XVI-XVIII), quando a chamada “acumulação primitiva” criou as pré-condições para a constituição do capitalismo na Europa; 2. Posteriormente, no século XIX (pós-1ª Revolução Industrial), já como países politicamente independentes, passaram a fazer parte, de forma subordinada, da divisão internacional do trabalho configurada pelo capital e sob a dominação da Inglaterra; e 3. Nessa condição, constituíram-se, a partir de então, como um capitalismo singular, distinto do capitalismo dos países centrais (imperialistas), mas a ele articulado e dele dependente – evidenciando a natureza desigual e combinada do desenvolvimento do capitalismo. (mais…)

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Trabalho: Como rimar “autonomia” com direitos?

“Autônomos informais” já são 31,7% da população ocupada – e número tende a crescer. Como garantir direitos frente a transformações geracionais e tecnológicas? Um desafio é sofisticar a CLT, historicamente ligada à carteira assinada, combinando segurança e autonomia

Por Erik Chiconelli Gomes, em Outras Palavras

I. Raízes históricas e a formação da consciência trabalhista brasileira

Uma revolução silenciosa está transformando o mundo do trabalho brasileiro. Mais de 32 milhões de trabalhadores — representando 31,7% da população ocupada — atuam hoje como autônomos informais ou empregados sem carteira assinada, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (ABDALA, 2025). Esse fenômeno não representa apenas uma mudança estatística, mas uma transformação profunda na consciência trabalhista nacional que desafia as estruturas estabelecidas há mais de oito décadas. (mais…)

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Como a ditadura do gerencialismo oprime os professores

Categoria enfrenta precarização, desvalorização e ataques políticos coordenados pela extrema direita. Agora, são avaliados por softwares de “gestão de negócios”. Efeitos: profissionais temporários já são maioria na rede estadual

Por Ricardo Normanha, no Blog da Boitempo

No dia 6 de agosto celebra-se o dia dos e das profissionais de educação no Brasil. A comemoração foi estabelecida porlei de 2014 com o propósito de dar visibilidade à categoria e enfatizar a necessidade de sua valorização. O texto da lei é sintético, com apenas dois artigos. Deles não se desdobram outras medidas ou ações que possam, efetivamente, cumprir com o objetivo de reconhecimento dessas trabalhadoras e trabalhadores. A despeito da ausência de caracterização no texto da lei, é fundamental frisar que se trata de um grupo diverso no que se refere às diferentes categorias profissionais: docentes, gestores, profissionais de apoio escolar, agentes de inclusão, merendeiras, cuidadoras, berçaristas. Ressalta-se ainda a predominância feminina no setor – como em outras profissões ligadas ao cuidado —, fator historicamente associado à desvalorização profissional. (mais…)

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Governo lança programa de acolhimento a repatriados e deportados

Brasil recebeu mais de 1,2 mil repatriados desde fevereiro

por Paula Laboissière, na Agência Brasil

O governo federal lançou nesta quarta-feira (6) o programa Aqui é Brasil em resposta à deportação e repatriação forçada de brasileiros no exterior, incluindo os recentes casos registrados nos Estados Unidos pelo governo de Donald Trump. As operações de acolhimento humanitário, segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), visam oferecer uma resolução coordenada às necessidades imediatas e de médio prazo de brasileiros repatriados. (mais…)

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Além de Bolsonaro, prisão domiciliar e tornozeleira são realidade de 1 em 4 presos no país

Mais comum para mães condenadas, 1 em 4 presos foram contemplados com prisão domiciliar – incluindo três ex-presidentes

Por Guilherme Cavalcanti | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

O Brasil tem cerca de 235 mil pessoas em prisão domiciliar, número que agora inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro, após ter a medida decretada por descumprir restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O número representa cerca de 25% das 909 mil pessoas que cumprem pena no país. (mais…)

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