Em dois mapas, avanços e contradições de Lula 3. Por Paulo Kliass

Brasil sai do Mapa da Fome: houve avanços positivos, apesar do “ajuste fiscal”. Mas cartografia dos juros da dívida mostra: a cada ano, rentismo drena mais recursos públicos. Governo precisa de outra geografia econômica. O primeiro passo: reduzir a Selic

Em Outras Palavras

O Brasil saiu novamente do Mapa da Fome, de acordo com informações divulgadas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU). A novidade foi apresentada durante o evento denominado 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, realizado no final de julho na Etiópia. A primeira vez que tal fato ocorreu foi em 2014, quando o país apresentou resultados de políticas públicas que permitiram que saíssemos do Mapa da Fome. Esta importante conquista havia sido alcançada depois de uma sequência de onze anos de programas governamentais iniciados no primeiro mandato de Lula em 2003. Um dos instrumentos mais conhecidos para tal feito é o Programa Fome Zero. (mais…)

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Em quê o ataque de Trump nos provoca a pensar

Debate sobre impostos, juros e dívida não é técnico. Está em jogo quem comanda o orçamento e para quê. Ou o Brasil segue operando como usina de renda para o capital financeiro, ou rompe essa engrenagem e reconstrói sua soberania com base no trabalho, justiça fiscal e direitos sociais

Por Ricardo Queiroz, em Outras Palavras

Há males que acabam servindo de alerta. A reação do mercado à manutenção da cobrança do IOF deixou à mostra algo que o economês costuma encobrir: o privilégio blindado dos ganhos financeiros e a resistência feroz a qualquer tentativa de tributar riqueza de forma justa. Tributar salários é rotina. Tributar patrimônio é tratado como ameaça. (mais…)

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Trabalho: O Brasil do “se vire como puder”

Fronteiras entre trabalho formal e informal já se diluem, exigindo outros esforços analíticos. Em meio às mutações do capitalismo e às novas formas de captura da riqueza social, surge uma dualidade mais precisa na sociedade: ter direitos ou ser precarizado

Por Liana Carleial, em Outras Palavras

Introdução

O Brasil possui uma história peculiar no que se refere ao mercado de trabalho. A constituição desse mercado foi posterior à entrada do Brasil na Divisão Internacional do Trabalho (DIT), uma vez que predominava o trabalho escravizado entre nós. Essa é uma marca do nosso atraso e das dificuldades de se estabelecer um marco civilizatório que abarque a maioria da nossa população. (mais…)

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“Brasil virou pedra no sapato de Trump na América do Sul”

Em entrevista, cientista político Christian Lynch avalia que tarifaço mira aspirações de autonomia do Brasil e que a Trump só interessam governos submissos. “O tarifaço é o começo de um processo sistemático de agressão.”

por Lucas Fróes, em DW

O tarifaço imposto ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — que deve entrar em vigor em 1º de agosto —, abriu uma crise diplomática sem precedentes entre os dois países. (mais…)

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O que os números do Censo não revelam sobre os evangélicos brasileiros?

A socióloga e pesquisadora Christina Vital analisa o fenômeno do crescimento evangélico no país

Por Andrea DiP, Ricardo Terto, Stela Diogo, Rafaela de Oliveira, Agência Pública

O último Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) atualiza os dados sobre o aumento de pessoas que se declaram como evangélicas no Brasil, que passaram de 21,6% para 26,9% da população, entre os anos de 2010 e 2022. É um fenômeno que precisa ser observado com atenção, para que se interpretem as informações além dos números, já que não se trata de um grupo homogêneo ou perfeitamente representado por suas figuras políticas e midiáticas. (mais…)

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Trump e a estratégia do absurdo negociado. Por Antonio Prado

Casa Branca aposta na diplomacia de intimidação. As exigência impossíveis buscam desnortear o interlocutor e colocá-lo na defensiva. É a negação do multilateralismo que criou marcos para acordos entre países. Brasil deve agir com pragmatismo e soberania

Por Antonio Prado*, em Outras Palavras

Donald Trump tem um estilo de negociação próprio, que rompe com os protocolos tradicionais da diplomacia. Ele se apoia em uma verdade incontestável: o acesso ao mercado norte-americano é um ativo de altíssimo valor para países e empresas de todo o mundo. Mas, a partir desse fato, simula um poder absoluto — como se os Estados Unidos pudessem impor qualquer condição, em qualquer circunstância, sem custo ou consequência. (mais…)

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Mortes causadas por policiais em São Paulo têm o maior crescimento do país

Mais de 800 pessoas foram mortas por policiais no estado em 2024, mostra Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Por Rafael Custódio | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

O estado de São Paulo lidera o aumento do número de mortes em decorrência de intervenções policiais em relação à população, segundo o levantamento do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com dados de 2024, divulgado nesta quinta-feira, 24 de julho. O aumento foi de quase 61%, quando comparado com 2023, o que fez com que as polícias paulistas ficassem à frente de estados como o Rio de Janeiro e a Bahia, que apresentaram redução nos mesmos índices, de 19% e 8%, respectivamente. A violência em São Paulo levou à morte de 813 pessoas por ações da polícia. (mais…)

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