Diante das ameaças de Trump, bloco reafirma soberania de seus membros, condena Israel e almeja maioria no Conselho de Segurança da ONU. Suas pautas principais – uma alternativas ao dólar e a transição energética real – despertam a ira das potências ocidentais
Por Gilberto Maringoni, em Outras Palavras
1. A XVII CÚPULA DO BRICS realizou-se no Rio de Janeiro sob o signo do esvaziamento e da tentativa de se retirar do bloco em formação sua principal característica, a de peça importante no desafio à hegemonia atlântica, nucleada pelos Estados Unidos. A ausência de Xi Jinping, presidente de seu membro mais importante, o impedimento da viagem de Vladimir Putin e a ausência das principais lideranças do Irã, do Egito e de convidados, como presidentes da Turquia e do México são sinais de incômodos internos. Uma das causas parece ser a ambiguidade crescente da política externa brasileira e a percepção geral de que a prioridade do país está no G20. A injustificável presença de Lula na reunião do G7, no Canadá, além do reiterado veto à adesão da Venezuela podem entrar na conta. (mais…)
