Grupo lança “Bella Ciao” à brasileira: “darei minha vida para expulsar o ditador”

O grupo Salvadores Dali, conhecido por suas releituras transgressoras, cria versão em português da canção secular italiana; veja o clipe

Por Julinho Bittencourt, na Fórum

Depois de lançar seu álbum autoral em 2019 e, em seguida, um EP com versões transgressoras de Noel Rosa no fim de 2020, o grupo carioca Salvadores Dali está de volta com novo trabalho: a canção italiana secular Bella Ciao. Alçada ao universo pop em todo mundo nos últimos anos com o seriado espanhol La Casa de Papel, a música ganha agora nova vestimenta contestadora e chega também em videoclipe, disponível no canal do YouTube da banda – lançado no último dia 7 de setembro, não por menos, uma data carregada de muita simbologia no calendário brasileiro.

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Para Não Esquecer: Mostra online e gratuita lembra os 34 anos do acidente com o Césio 137 em Goiânia, de 13 a 19 de setembro de 2021

Rio de Janeiro – Estrelas do Globo fazem parte da Mostra de filmes “Para Não Esquecer“, que lembra 34 anos do acidente com o Césio 137 em Goiânia.  Os atores e atrizes Paulo Betti, Denise Milfond e Stepan Nercessian apresentam o longa-metragem “Césio 137. O Pesadelo de Goiânia” que recentemente foi restaurado digitalmente. 

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Bienal de São Paulo é histórica com arte indígena

Por Jotabê Medeiros, em Amazônia Real

São Paulo (SP) – É extremamente significativo que a Bienal de São Paulo, ao completar 70 anos, convoque para sua megaexibição (que se abre neste sábado, 4, às 10 horas, no Parque do Ibirapuera) a maior quantidade de artistas indígenas de sua história. São cinco brasileiros – Daiara Tukano, Sueli Maxakali, Jaider Esbell, Uýra e Gustavo Caboco – e quatro estrangeiros.

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Aos 50 anos, “Construção” segue um marco na carreira de Chico Buarque e na música brasileira

No disco, Chico fez um trabalho de arquiteto usando a linguagem como matéria-prima

Por Raquel Setz, no Brasil de Fato

Os versos irônicos de “Deus lhe pague” abrem o disco Construção, lançado por Chico Buarque em 1971 e considerado uma obra-prima da música brasileira. É um disco curto, com pouco mais de trinta minutos de duração. Mas cinquenta anos depois, ele continua sendo estudado, debatido e admirado. 

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Agudás, os escravizados que voltaram à África

A trajetória de africanos que, após trazidos ao Brasil, conquistaram sua liberdade e retornaram. Na antiga Costa dos Escravos, onde hoje são o Benim, Togo e Nigéria, formaram comunidades. O que isso significou para suas identidades

Por Monica Lima, no Geledés / Outra Palavras

No carnaval carioca de fevereiro de 2003, a Escola de Samba Unidos da Tijuca apresentou-se no desfile do Grupo Especial trazendo como enredo Agudás: os que levaram a África no coração e trouxeram para o coração da África, o Brasil! Na sinopse, foi recordada a luta pela liberdade e o retorno às praias africanas daqueles que de lá partiram, fazendo referência ao refluxo das espumas flutuantes. A letra do samba enredo, dos compositores Rono Maia, Jorge Melodia e Alexandre Alegria, fez lembrar que se tratava de uma vitória negra sobre as correntes.

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Documentário que mostra o avanço da monocultura de eucalipto na Bahia é selecionado pela mostra Ecofalante de cinema

POR ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO FILME “MATA” / CIMI

“Esta é uma floresta morta, um fantasma”, conta Rodrigo Santana Mãdỹ, do povo Pataxó, ao caminhar por uma área de cultivo de eucalipto no extremo sul da Bahia. Cercados pela monocultura, indígenas e agricultores familiares enfrentam os impactos do eucalipto na região. O filme MATA acompanha a trajetória de Rodrigo e Etevaldo Pereira Nunes, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na luta pela garantia de seus territórios.

O documentário foi selecionado para a 10a edição da  de cinema. A estreia do filme acontece no dia 24/08 às 15h. Acesse a página do filme com a programação completa da mostra.

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“Só consigo escrever quando me relaciono com uma alma angolana”, entrevista a Ana Paula Tavares

No Buala

Ana Paula Tavares nasceu numa aldeia da província da Huíla, em 1952. Os seus pais, um homem mestiço e uma mulher branca nascida em Angola, viviam num ambiente rural e com poucos recursos, pelo que decidiram procurar “padrinhos coloniais” para a filha, na esperança de que tivesse acesso a uma boa formação. Assim, Ana Paula Tavares foi criada pelos seus padrinhos portugueses sob uma rígida educação católica, mas nunca perdeu de vista as sociedades agropastoris da região que a influenciaram profundamente. Absorveu os saberes das mulheres, as vozes e os sons da terra e das línguas bantu como necessidade de identificação com a terra. Enquanto os seus avós, pais e irmãos vieram para Portugal na altura da Independência de Angola, a poeta decide ficar e questionar o seu lugar neste mundo, numa época marcada pela guerra. No ano de 1992, muda-se a Lisboa e se consagrará como escritora e professora universitária. Nos seus livros de poesia usa o nome Paula Tavares, nos seus livros em prosa e trabalhos académicos assina com Ana Paula Tavares.

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