Beth Carvalho era uma mulher valente e irrompeu em um mundo pensado para os homens. Foi pioneira e parte do que ela considerou uma revolução feminista
Por María Martín e Felipe Betim, no El País
O sambista Zeca Pagodinho contava, em dezembro, que para ele era muito difícil ver sua “madrinha”, Beth Carvalho (Rio de Janeiro, 1946), prostrada em uma cama. Mas um dia, depois de uma gravação, decidiu ir visitá-la no hospital com um grupo de músicos. Carregados de cerveja, encheram o quarto de álcool e alegria e deram de presente a Beth sua penúltima roda de samba.
(mais…)
