Quando a submissão capitalista está dentro de você

Em novo livro, Christian Laval e Pierre Dardot aprofundam sua análise sobre o neoliberalismo. Seria o momento em que os sujeitos, obrigados a curvar-se às lógicas do capital, já as tomam com suas

Por Jorge Alemán, no Cuarto Poder/Outras Palavras

Mais uma vez, em seu último livro La pesadilla que no acaba nuncaChristian Laval e Pierre Dardot aprofundam sua análise do neoliberalismo em sua nova extensão planetária. Seguindo uma tradição foucaultiana, estes autores não veem o neoliberalismo como exclusivamente um “mal” dos mercados financeiros que teriam cometido a destruição do espaço público. Ao contrário, o neoliberalismo é uma nova ordem racional que vai apagando tendencialmente a diferença público-privado e que dispõe da potência de se apropriar das diferentes ordens da vida até chegar a configurar o modo mais íntimo da vida do sujeito. Para estes autores, funciona uma espécie de promessa neoliberal que, em seu exercício cativante, molda os sujeitos em seu próprio modo de ser. (mais…)

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Pensamiento político decolonial e intercultural (300 libros en PDF)

Nota de Combate em 14/02/2018: lamentavelmente, após alerta de um leitor deste blog, fomos verificar e descobrimos que “laberintosdeltiempo.blogspot.com foi removido”. Lamentavelmente, não temos informações sobre um possível retorno do material à internet. (Tania Pacheco)

Em Labirintos del Tiempo

Hoy le traemos una colección de 300 libros sobre el Pensamiento Político, decolonial e intercultural. La decolonialidad da cuenta del pensamiento que analiza críticamente la matriz del poder colonial que, en el capitalismo global persiste bajo formas de conocimiento totalizantes que reafirman el binomio dominador-dominado. (mais…)

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Zelito Viana, a atualidade de Avaeté e uma mostra de cinema imperdível

Por Gabriel Brito, no Correio da Cidadania

Um dos grandes cineastas do país, Zelito Viana foi destaque da abertura da 6ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que exibe 300 filmes até 14 de junho nas salas de São Paulo, todos gratuitos. Na conversa com o Correio da Cidadania, ele fala da infeliz atualidade de sua obra Avaeté, Semente da Vingança, e da importância de mostras de cinema que ajudem a escoar a produção de cinema mais crítica e reflexiva. (mais…)

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Milton Nascimento lembra como o preconceito racial despertou sua consciência política

Compositor traz ao Rio o show ‘Semente da Terra’, no qual revê a carreira pela ótica da política

Em O Globo

Em 2010, Milton Nascimento foi batizado pelos índios Guarani Kaiowá como Ava Nheyeyru Iyi Yvy Renhoi — ou Semente da Terra. Sete anos depois, o nome indígena — que, acredita-se, sintetiza a essência de quem o carrega — é dado ao show que artista apresenta hoje no Rio, no Km de Vantagens Hall. (mais…)

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Os retrocessos na Legislação Ambiental e a persistência da anemia das Arqueologias Brasileiras – um Réquiem

Por Lennon Oliveira Matos, em Combate Racismo Ambiental

A trombeta poderosa espalha seu som
pela região dos sepulcros,
para juntar a todos diante do trono.
A morte e a natureza se espantarão
com as criaturas que ressurgem,
para responderem ao juízo.
Um livro será trazido,
no qual tudo está contido,
pelo qual o mundo será julgado.
Logo que o juiz se assente,
tudo o que está oculto, aparecerá:
nada ficará impune.
O que eu, miserável, poderei dizer?
A que patrono recorrerei,
quando apenas o justo estará seguro?”.
Tuba Mirum, Réquiem em D Menor (K.626), Wolfgang Amadeus Mozart, 1791[i] (mais…)

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Antonio Candido, por Roberto Schwarz

No blog da Boitempo

Em homenagem a Antonio Candido de Mello e Souza, que nos deixou hoje, dia 12 de maio de 2017, o Blog da Boitempo transcreve abaixo um verbete escrito por Roberto Schwarz, um de seus maiores discípulos herdeiros intelectuais, em 1993 para a Revista da USP. O texto oferece um panorama sucinto e afiado de alguns dos pontos-chave da trajetória e obra deste que é amplamente considerado o maior crítico literário brasileiro, e um dos últimos representantes de uma geração de “intérpretes do Brasil” responsável por encabeçar nossa dita “tradição crítica”. (mais…)

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Submundo da internet já se tornou formador de opinião, diz Leonardo Sakamoto

Produção de notícias falsas: de quem é a responsabilidade? “Pra muita gente, confiável é quem fala aquilo que ela quer ouvir”

Por Vitor Nuzzi, da RBA

A enxurrada de notícias falsas na internet, que é motivo de preocupação de observadores e agentes da comunicação, mistura descuido, interesses e más intenções. Em debate realizado na manhã de hoje (5), o jornalista e cientista político Leonardo Sakamoto, diretor da ONG Repórter Brasil, disse que os divulgadores das chamadas fake news, que ele chamou de “submundo”, já se tornaram fontes de informação. “A parte invisível da internet, os sites anônimos, que não têm expediente, que não tem quem assina, já formam opinião tanto quanto a parte visível”, afirmou. (mais…)

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