Gaza: a vida sob cerco total. Por Antonio Martins

Há dois meses, nem um saco de farinha entra no enclave. Milhares de pessoas morrem por falta de medicamentos básicos. Israel tenta forçar rendição dos palestinos e já prepara nova invasão por terra, marcada para coincidir com chegada de Trump à região

Em Outra Saúde

Gaza entrou em maio sob um cerco total imposto por Israel, que agravou-se nos últimos dois meses. Desde 1º de março, alimentos, água, energia e medicamentos estão impedidos de entrar no território palestino. A nova fase da ofensiva israelense, menos visível que os bombardeios anteriores, mas igualmente brutal, tem recebido pouca atenção internacional. (mais…)

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O antissionismo é um dever moral. Por Luis Felipe Miguel

Enquanto eu escrevo ou você me lê, Israel mata crianças

em Amanhã não existe ainda

Nos Estados Unidos, uma das prioridades do governo Trump é impedir que nas universidades ocorram manifestações contra o genocídio do povo palestino. Na Alemanha, um juiz decidiu que perguntar “não aprendemos nada com o Holocausto?”, no contexto da denúncia à carnificina em curso em Gaza, é crime. No Brasil, o senador Mourão, de longa ficha corrida na oposição à democracia e aos direitos humanos, está propondo uma lei para criminalizar as críticas ao Estado de Israel. (mais…)

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Há 50 anos, o Vietnã vencia o Império + Capítulo 1. Por Daniel M. Huertas

Outras Palavras publica série de textos sobre um acontecimento crucial do século XX. Análises abrangem a luta contra potências coloniais e os caminhos trilhados pela revolução até hoje. Parte um: a vitória sobre a dominação francesa, em 1954

Em Outras Palavras

“A própria existência do Vietnã como um país independente e a sobrevivência dos vietnamitas como um povo diferente devem ser vistas como um milagre, para o qual muitos historiadores tentaram, inutilmente, encontrar uma explicação satisfatória” (Joseph Buttinger, historiador austríaco) [1].
“A guerra do Vietnã é um fenômeno típico do século XX: em meio a um cenário de violência total, a miséria e a grandeza humana formam uma unidade indivisível. Nem toda a bibliografia sobre o conflito conseguirá dar a inteira dimensão do padecimento de um povo que ‘fez a história’, sobretudo porque o Terceiro Mundo é atualmente o centro dinâmico da história. Milhões de pessoas simples mobilizaram-se para enfrentar a mais sofisticada tecnologia de morte já criada, e venceram” (Paulo Fagundes Visentini) [2].
“Ação militar sem política é como árvore sem raízes (Ho Chi Minh)” [3].
Saigon foi o epicentro do mundo naquele 30 de abril de 1975. No final da manhã, tanques do Exército de Libertação Nacional irromperam o portão principal do palácio presidencial e soldados hastearam a bandeira que simbolizava a reunificação do Vietnã. Uma nova história estaria para ser contada, pondo fim ao conflito que movimentou corações e mentes ao longo de boa parte da Guerra Fria. Mas como compreender um embate ferrenho, traumático e mortífero que durou três décadas – e que envolveu alternância de agressores imperialistas (França e Estados Unidos), releituras estratégicas, movimentos desencadeados pela confrontação capitalismo versus comunismo (ou EUA versus União Soviética) e a genialidade de duas figuras vietnamitas?

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“Ricos e pobres? Vamos nos rebelar, pois a igualdade virá”. Entrevista com Thomas Piketty

Durante meio século, no mundo ocidental, a diferença entre ricos e pobres vem aumentando. No entanto, o grande economista francês está otimista. “Porque na realidade a tendência para a igualdade nunca parou. Ou quase.”

por Riccardo Stagliano, em La Repubblica / IHU

Há uma frase de John Maynard Keynes que é citada até mesmo por aqueles que não têm ideia do que o economista britânico pensava. É isso: “A longo prazo, estaremos todos mortos.” Agora, o francês Thomas Piketty, que hoje tem uma celebridade comparável à de seu lendário colega de Cambridge, parece ver o contrário: não apenas estaremos vivos, mas as tremendas desigualdades de hoje provavelmente terão diminuído um pouco. Piketty diz isso apoiando a previsão com base no que aconteceu no passado. Embora fossem necessários dezoito mil anos de salário de um trabalhador de depósito da Amazon para pagar os poucos minutos da viagem espacial de Jeff Bezos e sua futura esposa, dois séculos atrás a diferença entre o primeiro e o último lugar era ainda maior. Podemos ficar satisfeitos, então? Obviamente que não, explica Piketty em Igualdade. O que significa e por que é importante, o livro que surge da conversa com Michael Sandel, o mais famoso filósofo moral vivo do mundo. Mas, para não cairmos no derrotismo, é preciso colocar as coisas num contexto mais amplo, aquela “longue durée” de que falava Fernand Braudel. (mais…)

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“O mundo assiste a um genocídio ao vivo em Gaza”, diz Anistia Internacional

A afirmação está no relatório anual divulgado nesta terça (29) pela Anistia Internacional. “Desde 7 de outubro de 2023, quando o Hamas cometeu crimes terríveis contra cidadãos israelenses e capturou mais de 250 pessoas, o mundo testemunha um genocídio ao vivo em suas telas”, afirma a ONG que acusa Israel de ter forçado a fuga da maioria da população, causando uma catástrofe humanitária.

por RFI

O documento diz que “Israel massacra milhares de palestinos, dizimando famílias, meios de subsistência, hospitais e escolas diante dos olhos de nações impotentes”. (mais…)

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A “primavera das filósofas” no Brasil e a tendência das ‘tradwives’. Alguns paradoxos do feminino no século XXI. Entrevista especial com Mitieli Seixas da Silva

Por: Márcia Junges, em IHU

Refletir acerca do lugar da mulher na filosofia, além das razões de sua exclusão, está em pauta no Brasil desde 2016, comenta a pesquisadora. Avanços como este convivem com retrocessos como a glorificação de modelos femininos dos anos 1950 por influenciadores. (mais…)

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