Diplomacia brasileira sai derrotada da Conferência das Partes, realizada em Belém do Pará, não só com a omissão sobre a eliminação dos combustíveis fósseis, mas também porque países ricos não se comprometeram com mais recursos para proteção ambiental
Por Eduardo Nunomura, da Amazônia Real
A COP30 decidiu convocar o mundo para a união, mas calou-se sobre a causa central da crise climática diante da recusa de nações produtoras de petróleo, como Arábia Saudade e Rússia, em aceitar a transição energética: a queima de petróleo, gás e carvão. No que pode ser considerada a maior derrota política da cúpula de Belém, e da diplomacia brasileira, a plenária dos países eliminou por completo expressões “combustíveis fósseis” ou “eliminação gradual” (“phase-out”, em inglês) do texto final aprovado neste sábado (22). O documento opta por eufemismos, falando em “reduções profundas, rápidas e sustentadas das emissões” e reconhecendo que a transição para o desenvolvimento de baixo carbono é “irreversível”. Mas ignora o “Mapa do Caminho”, como defendeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que contava com o apoio de pelo menos 80 países. (mais…)
