Convite à reflexão teórica sobre o vínculo da atenção psicossocial com o corpo – e não apenas a mente. Após massacre no Rio, basta oferecer atendimento psicológico às famílias? Reconhecer pessoas como sujeitos exige mudanças estruturais, não só terapia
Por Cláudia Braga, para sua coluna em Outra Saúde
Às vezes é preciso dizer o óbvio: leis e políticas públicas em saúde mental precisam responder às necessidades das pessoas e de comunidades. E as necessidades das pessoas – porque apresentam sofrimentos e demandas, têm histórias pessoais e coletivas, sonham e vivem em múltiplos territórios compartilhados de relações, valores e culturas – precisam ser compreendidas no contexto e confronto com o corpo social. Ou seja, o desafio na proposição de boas leis e na criação de boas políticas públicas em saúde mental orientadas para a emancipação é o de, simultaneamente, responder às necessidades singulares e locais das pessoas em projetos de transformação social e comunitária. (mais…)
