Após protesto, indígenas Munduruku são recebidos por presidente da COP

Ministras Sônia Guajajara e Marina Silva também estavam presentes

Pedro Rafael Vilela, Repórter da Agência Brasil

Lideranças do povo Munduruku foram recebidas, na manhã desta sexta-feira (14), em Belém, pelo presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), André Corrêa do Lago, após um protesto pacífico na entrada principal do evento. (mais…)

Ler Mais

COP30: Fiocruz e MIQCB alertam sobre impactos de agrotóxicos e megaprojetos na Amazônia

Isabel Levy, do ArticulaFito, na AFN

As quebradeiras de coco babaçu do Estado do Pará denunciam o avanço da pulverização de agrotóxicos por drones e aviões em seu território, o uso de cercas elétricas que impedem o acesso tradicional aos babaçuais e os impactos socioambientais do projeto da hidrovia Araguaia–Tocantins, que ameaça florestas, rios e comunidades agroextrativistas. As denúncias integram a Carta de São Domingos do Araguaia (PA): Grito das Quebradeiras de Coco pelo Babaçu Livre de Veneno, encaminhada pela Fiocruz à Presidência da República, ao Ministério da Saúde (MS) e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O documento está sendo distribuído a autoridades globais, nacionais e locais durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA). As reivindicações também integram o painel Clima, Saúde e Território: luta e resistência das quebradeiras de coco babaçu pela floresta em pé, que ocorre no dia 20 de novembro, às 14h, no Espaço Chico Mendes (Museu Emílio Goeldi). (mais…)

Ler Mais

Lobistas de empresas de combustíveis fósseis batem recorde na COP30

Enquanto representantes de petroleiras circulam na conferência, manifestantes protestam contra petróleo na Amazônia

Por Isabel Seta | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Mais uma vez, lobistas da indústria dos combustíveis fósseis conseguiram se registrar em peso para a COP30. São mais de 1,6 mil deles credenciados para a conferência, número que ultrapassa o tamanho das delegações de todos os países – exceto a do Brasil, que, como país anfitrião, registrou 3.805 participantes. (mais…)

Ler Mais

Plenária da Cúpula dos Povos reúne 1,1 mil delegados para debater soluções ambientais

Evento que teve início nesta quarta (12) e vai até domingo (16), será marcado pela construção da Declaração dos Povos, que será entregue à presidência da COP30

Por Lays Furtado, da Página do MST

Na tarde desta sexta-feira (14), das 16h30 às 18h30, ocorre a Plenária Internacional dos Movimentos Populares, na Cúpula dos Povos, em Belém, PA. Na atividade, espera-se a participação de 1,1 mil delegados vindos de 62 países para construção de uma síntese política e estratégica que serão debatidas entre as organizações populares, reunidas ao longo do evento. (mais…)

Ler Mais

“A COP pode ser o anúncio de novas violências para a Amazônia”

O geógrafo e professor paraense Bruno Malheiro afirma que o discurso da “transição verde” transforma a crise climática em negócio e ameaça povos, florestas e modos de existência

Por Ismael Machado, da Amazônia Real

Belém (PA) – Professor da Universidade Federal do Pará e autor de Geografias do bolsonarismo, Bruno Malheiro analisa as contradições entre o discurso verde das corporações e a realidade dos territórios amazônicos. Para ele, a COP30 em Belém revela a tentativa de transformar a crise climática em nova fronteira de negócios — e os povos da floresta, mais uma vez, em alvo de um reposicionamento geoeconômico violento. (mais…)

Ler Mais

Mineradoras são “condenadas” por Tribunal Popular na COP30

Júri simbólico, realizado em Belém, foi um espaço de relatos de violações de direitos e denúncia de impunidade. Objetivo é expor casos de racismo socioambiental na Amazônia

Por Giovanny Vera, da Amazônia Real

Belém (PA) – O Tribunal Popular em Defesa da Amazônia simbólico e realizado nesta quinta-feira (13) durante a Cúpula dos Povos, como parte da programação da COP30, “condenou” por unanimidade as empresas mineradoras Hydro, Belo Sun, Imerys/Artemyn e Vale a reparar crimes socioambientais e crise climática. Também foram condenadas a tomar medidas de mitigação e financiamento de políticas ambientais e de justiça climática. O governo do Pará e o governo federal receberam punições por omissão. A “sentença” identificou as ações cometidas pelas empresas como crimes contra a humanidade. Algumas dessas empresas patrocinam eventos na COP30, como Hydro e Vale. (mais…)

Ler Mais