Mulheres do Cerrado constroem Protocolos de Segurança de Gênero nas Comunidades e Territórios Tradicionais

“O medo não pode nos calar. Estamos aqui para nos fortalecer, trocar experiências e construir saídas que nos mantenham em segurança, vivas e firmes na luta pelo nosso pedaço de chão, pelo direito de permanecer nos nossos territórios”
(Dona Graça Lima, P.A Remansão – Nova Olinda -TO)

Por Teresinha Menezes, em CPT Piauí

A construção coletiva do protocolo de segurança de gênero de comunidades e territórios tradicionais, liderada por mulheres do Cerrado, representa um marco na luta pela garantia de seus direitos, na proteção e fortalecimento dos modos de vida ancestrais. Em um contexto de crescente ameaças aos direitos humanos, territoriais, ambientais e culturais, as mulheres assumem o protagonismo na formulação de estratégias que garantam não apenas sua integridade física, mas também a continuidade das suas tradições, saberes e relações com a terra e o território em que vivem. (mais…)

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Os indígenas na centralidade da COP 30: mas, até onde é para valer!

No artigo, Clovis Brighenti, missionário do Cimie Profº Dr. de História da Unila, chama a atenção para “impressão de que os povos indígenas são o centro da COP30, sendo referências, anunciando uma nova relação com o meio ambiente”

Por Clovis Antonio Brighenti, do Cimi

A capital paraense respira COP30 com a imagem dos povos indígenas no centro das atenções. Aparecem como os guardiões das florestas, os que melhor sabem conviver com o meio ambiente, os que mantém profundo respeito pela natureza. Quem chega pelo aeroporto ou pela rodoviária e até mesmo pelos rios, se depara com rostos indígenas estampados em painéis, faixas, outdoor e tantas outras propagandas compondo um mosaico de diversidades, convidando para os debates no evento das Nações Unidas Para o Meio Ambiente. Quem caminha pela cidade se depara com rostos e corpos de pessoas indígenas de todas as regiões da América Latina. É uma multiplicidade de povos, uma diversidade de jeitos de ser, estar e pensar o mundo.  São adornos, pinturas, cocares, epistemes, culturas, jeitos e manifestos que marcam profundamente a distintividade desses povos no grande encontro sobre o clima. Para um desavisado, fica a impressão de que os povos indígenas são o centro da COP30, sendo referências, anunciando uma nova relação com o meio ambiente. (mais…)

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Avá Guarani Paranaense denunciam Itaipu e cobram justiça climática com protagonismo indígena na COP30

Povo indígena cobra reparação histórica, restituição territorial e protagonismo na governança climática internacional

Reunidos em Assunção (Paraguai), no dia 30 de outubro de 2025, representantes do Povo Avá Guarani Paranaense divulgaram um pronunciamento internacional às vésperas da COP30, que ocorre em Belém do Pará. O documento é resultado do encontro preparatório “Os povos Avá Guarani Paranaenses rumo à COP30: participação, incidência e defesa do território”. (mais…)

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O Kufiyeh, a Oliveira, a Chave e a Melancia: símbolos que o tempo não pode apagar

Editorial da União Palestina da América Latina – UPAL

Existem povos que se revestem de memória, e a Palestina é um deles. Em cada fio do kufiyeh, na sombra perpétua da oliveira, em cada chave de retorno que pende nas paredes do exílio e em cada listra vermelha e verde de uma melancia, pulsa uma história que o esquecimento não conseguiu vencer. Esses são símbolos que não são meros adornos: são a linguagem silenciosa da resistência, da identidade e da esperança. (mais…)

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Obras bilionárias da COP30 revelam contradições entre progresso e precarização em Belém

De um lado, o prometido legado; de outro, atrasos e queixas de operários por salários e condições de trabalho

Por Eraldo Paulino | Edição: Bruno Fonseca, em Agência Pública

Belém, a sede da COP30, recebeu R$ 11 bilhões em investimentos para sediar o evento: R$ 6 bilhões do Governo Federal e R$ 5 bilhões do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). Durante meses, as obras de saneamento, mobilidade e reordenamento urbano foram anunciadas prometendo transformar a cidade e deixar um legado histórico. Mas a COP30 já teve início e algumas obras permanecem ainda incompletas, sob tapumes e com entulhos. (mais…)

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Raoni desafia planos de Petrobras e Lula na COP30: “Não queremos petróleo na Amazônia”

Liderança dos Kayapó, cacique se opõe a exploração de petróleo pela Petrobras na foz do Amazonas

Por Isabel Seta | Edição: Bruno Fonseca, em Agência Pública

Sentado diante de uma plateia que, para poder vê-lo falar, ocupou cada canto disponível do espaço do Ministério Público Federal (MPF) na área de livre acesso da COP30, o cacique Raoni Metuktire pega o microfone. (mais…)

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“UEA e IFAM ferem a missão de suas existências”, diz Nota de Repúdio ao acordo firmado com Potássio do Brasil

Na Nota, a FAMDDI, movimento da sociedade civil composto por organizações indígenas, indigenistas e movimentos sociais do Amazonas, denuncia as irregularidades sociais e ambientais do empreendimento

Por Ligia Apel, Cimi Regional Norte 1

A Frente Amazônica de Mobilização em Defesa dos Direitos Indígenas (FAMDDI), composta por organizações da sociedade civil do Amazonas, somando-se às manifestações de outras organizações sociais indígenas, não indígenas e de pesquisas socioambientais, regionais, estaduais e nacionais, lança Nota de Repúdio aos posicionamentos da Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e do Instituto Federal do Amazonas (IFAM) favoráveis à instalação da empresa Potássio do Brasil em território do povo Mura, em Autazes (AM). (mais…)

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