Juventude amazônida: 50% do fundo climático deve ir para comunidades

Enquanto líderes mundiais discutem o futuro do planeta, juventudes amazônidas denunciam a exclusão e exigem financiamento climático direto para quem realmente protege a floresta; lideranças defendem autodemarcação e adaptação

Por Nicoly Ambrosio, em Amazônia Real

Belém (PA) – Em volta da samaúma solitária no Parque da Cidade de Belém (PA), a juventude amazônida protagonizou um ritual sagrado de cânticos e defumação em demanda pelo financiamento climático direto para os povos que protegem a floresta. Mais de 200 pessoas, entre indígenas, ribeirinhos, quilombolas, periféricos e ativistas pelo clima, realizaram o ato “Ritual Gira” na manhã de quinta-feira (6),  momentos antes da chegada dos chefes de Estado para a Cúpula dos Líderes. (mais…)

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Cúpula dos Líderes começa com protesto de jovens pelo clima: “a gente cobra”

Presidido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o encontro em Belém reúne 57 chefes de Estado, entre eles, Emmanuel Macron (França), Cyril Ramaphosa (África do Sul), e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer. Durante a reunião, será realizado um balanço dos dez anos do Acordo de Paris

Por Cristina Serra, em Amazônia Real

Belém (PA) A Cúpula do Clima ou dos Líderes, que reúne chefes de Estado e de governo antes da COP30, começou nesta quinta-feira (6) sob o impacto de um protesto inspirado pelo líder ambientalista Chico Mendes, assassinado em 1988. A neta do seringueiro, Angélica Mendes, 36 anos, participou da manifestação da Aliança dos Povos pelo Clima, em frente ao Parque da Cidade, local dos principais eventos da conferência. (mais…)

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Na Agrizone da COP 30, os protagonistas serão os culpados pela crise ambiental

Evento da Embrapa na Conferência do Clima terá patrocínio de gigantes como Bayer, Nestlé e Syngenta, acusadas de práticas que aprofundam os danos socioambientais

Da Página do MST

Conforme se aproxima o início da COP 30, a Conferência das Nações Unidas para o Clima, que ocorrerá em Belém, entre os dias 10 a 21 de novembro, fica mais evidente aquilo que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e várias outras organizações, movimentos, coletivos e grupos já alertavam: o agronegócio se coloca como destaque na suposta busca por saídas para a crise ambiental. Isso, por si só, joga luz no fato de que a Conferência tende a converter-se em um grande balcão de negócios, no qual os ativos serão nossos territórios, comunidades e a natureza. (mais…)

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Juventudes e diversidades na linha de frente da justiça territorial e climática

Às vésperas da COP 30, sediada em Belém (PA), as vozes das juventudes e de pessoas LGBTQIAPN+ do campo somam-se ao debate e na proposição de soluções para a crise ambiental. Veja no terceiro artigo da série Para “adiar o fim do mundo”: as verdadeiras soluções verdes brotam da terra

por Larissa Rodrigues Alves de Castro, em Le Monde Diplomatique Brasil

No Brasil, as violências no campo não são incidentes isolados: são marcas de um modelo que concentra riqueza, lucra com a destruição e expropria territórios. Quando se fala em justiça climática, essas violências se entrelaçam com os impactos ambientais. A COP 30 nos convida a olhar para este espelho: quem terá voz para propor “soluções” e quais realidades permanecem silenciadas? (mais…)

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Segurança Pública: O que fazer

Após ação brutal no Rio, direita busca explorar eleitoralmente o medo e colocá-lo no centro da agenda brasileira. Governo hesita. Mas alternativas, concretas e já testadas em diversos pontos do mundo, pode refundar a Segurança e as Polícias

Por Luiz Eduardo Soares, Marcos Rolim e Miriam Krenzinger, em Outras Palavras

O controle territorial por grupos armados no Rio de Janeiro submete a população residente nessas áreas a um domínio tirânico e a toda sorte de abusos, incluindo a cobrança de taxas por bens e serviços e interdições ao exercício de direitos básicos. Trata-se, portanto, não apenas de um sério problema de segurança pública como de uma forma de negar aos mais pobres o respeito e a condição plena de cidadania. Esse controle territorial armado é exercido por dois tipos de organizações criminosas: as fações criminais e as milícias. (mais…)

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Quilombolas denunciam exclusão do espaço de decisões na COP30

Comunidades contribuem para o combate à crise climática, mas faltam credenciais para representantes na conferência

Por Isabel Seta | Edição: Bruno Fonseca, em Agência Pública

A poucos dias do início da Conferência do Clima da ONU, a COP30, lideranças das comunidades quilombolas brasileiras ainda não têm acesso garantido à zona de negociação diplomática, ameaçando a participação efetiva e ampla no debate climático de um dos principais grupos que preservam a natureza no Brasil. (mais…)

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As barragens e o capitalismo de desastres. Por Henri Acselrad

Para além da tragédia abrupta, o desastre é um processo contínuo de transferência de custos, onde a “vida ecológica dos rejeitos” expropria o futuro de comunidades inteiras em nome do lucro

Em A Terra é Redonda

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Neste mês de novembro de 2025, completam-se dez anos da ocorrência do desastre da Samarco/Vale/BHP em Mariana e na Bacia do Rio Doce. Grande quantidade de estudos alimentou a discussão sobre esta tragédia e aquela que se seguiu, em Brumadinho em 2019, apontadas como expressões de um capitalismo extrativo “de desastre”[i]: após a baixa nos preços das commodities, as empresas haviam buscado ampliar sua produção, apoiando-se no baixo custo operacional proporcionado pela expansão da produção, na precarização das relações de trabalho e no afrouxamento das normas de segurança. (mais…)

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