Justiça suspende demolição de quilombo em bairro nobre de Porto Alegre

Advocacia-Geral da União defendeu a posse tradicional da comunidade quilombola Kédi e a permanência de suas 41 famílias

Na AGU

A Advocacia-Geral da União conseguiu, junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), liminar que suspende a demolição de casas da comunidade quilombola Kédi, localizada em área urbana de grande valor imobiliário em Porto Alegre (RS). A decisão beneficia 41 famílias que compõem a comunidade. (mais…)

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Pesquisa pré-COP30: demarcação de terras e mudanças climáticas unem Brasil polarizado

Levantamento mostra que progressistas e patriotas concordam sobre proteção de indígenas e interferência humana no clima

Por Duda Sousa | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Às vésperas da COP30, uma nova pesquisa revela que, mesmo diante da polarização política, a maioria dos brasileiros reconhece a gravidade da crise climática. Os dados mostram um amplo consenso: de direita à esquerda, a maior parte da população apoia a demarcação de terras indígenas e reconhece que a ação humana é responsável pelas mudanças climáticas. (mais…)

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Operação no Rio expõe contradições na atuação do Ministério Público estadual, diz defensor da DPU

Para defensor público MPRJ violou protocolo internacional e ainda falta apuração independente sobre mortes na operação

Por Rafael Custódio | Colaboração: Laura Scofield | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Em decorrência das 121 mortes na Operação Contenção, a mais letal da história do Rio de Janeiro, o defensor público Thales Arcoverde Treiger, da Defensoria Pública da União (DPU) no Rio de Janeiro, disse que chamar a ação de “chacina” ainda é pouco, pois o que ocorreu nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense, “foi um massacre”. (mais…)

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Sociedade Civil cobra ação do governo para garantir aprovação do Acordo de Escazú no Congresso

Coalizão com mais de 40 entidades alerta que rejeição do tratado em comissão da Câmara ameaça a imagem do Brasil às vésperas da COP30

Na Terra de Direitos

Cerca de 45 organizações da sociedade civil – entre elas a Terra de Direitos –, que compõem o Movimento Escazú Brasil, enviaram na segunda-feira (27) uma carta a ministras e ministros do governo federal pedindo ação imediata para garantir a aprovação do Acordo de Escazú no Congresso Nacional. A urgência para votação do Acordo foi aceita em sessão extraordinária nesta segunda-feira (03) na Câmara dos Deputados. (mais…)

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Decreto de GLO na COP30 preocupa movimentos sociais

Assinada por Lula, medida autoriza o uso das Forças Armadas durante a COP30 em Belém; movimentos sociais temem restrições à liberdade de manifestação

Por Nicoly Ambrosio, em Amazônia Real

Manaus (AM) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o decreto de uso das Forças Armadas em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) durante a realização da Reunião da Cúpula de Líderes e da COP30 em Belém (Pará). O decreto, publicado nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial da União, permite que Exército, Marinha e Aeronáutica atuem em caso de necessidade de contingência para ataques terroristas e manifestações. (mais…)

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Chacina do Rio: Qual a resposta das esquerdas? Por Luiz Eduardo Soares

O banho de sangue nas favelas cariocas é exemplar na disputa por seu significado na luta política. Ouvir as maiorias é imperativo – mas não se deve abdicar de liderar, pedagogicamente, o repúdio radical a atos execráveis contra a vida: o massacre é inaceitável

Por Luiz Eduardo Soares, em Outras Palavras

No massacre do dia 28 de outubro, no Rio de Janeiro, foram mortas 121 pessoas -a contagem pode aumentar-, muitas delas com a extravagância de quem não se limita a matar: manifesta o desejo de comentar o assassinato, acrescentando ao crime um superlativo e uma assinatura, produzindo excesso de significação (decapitação, mutilação, esfaqueamento, desmembramento) que, paradoxalmente, anula o significado objetivo e utilitário da prática homicida, redefinindo o gesto como um movimento além do ato, destinado a comunicar outro sentido, não contido na cena “operacional”. Mais uma vez, compulsão à repetição como “política de segurança”, em escala crescente: está em jogo, novamente, o endereçamento da abjeção social -para que lado olhar, onde  identificar a fonte do mal e do medo, mobilizando quais afetos? É aí que se instala, e intensifica, o racismo. Há um locus privilegiado, um território. O racismo é uma geografia, uma geopolítica urbana -viva Milton Santos! A operação policial não visava prover segurança, mas qualificar a insegurança. (mais…)

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Novembro negro: e novamente precisamos falar de racismo ambiental e necropolítica

por Paulo Roberto R. Soares, em Brasil de Fato

Novembro. Novembro Negro, mês da consciência negra. E como todos os anos, neste país atravessado pela colonialidade e alicerçado no racismo estrutural, temos que dar as mesmas explicações: por que um “Novembro Negro”? Por que um “Dia Nacional da Consciência Negra”, num país com maioria da população preta, parda e negra? (Um parêntese: os Estados Unidos têm um feriado nacional no aniversário de Martin Luther King – MLK Day. Neste caso, “o que é bom para os Estados Unidos [não] é bom para o Brasil”?) Seguimos… (mais…)

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