Raoni e lideranças indígenas cobram extinção da tese do marco temporal

ClimaInfo

O “Chamado do Raoni” terminou na última 6ª feira (28/7), após uma semana de debates entre centenas de indígenas de todo o país. O principal resultado do encontro – promovido pelo cacique Kayapó Raoni Metuktire, de 93 anos, referência histórica indígena e que representou os Povos Originários na posse do presidente Lula – é um manifesto no qual 54 Povos Indígenas do Brasil pedem que o Estado brasileiro se posicione concretamente contra o marco temporal até 9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas. Além disso, cobra ações contra os impactos das mudanças climáticas e pela aceleração da demarcação de Terras Indígenas. Continue lendo “Raoni e lideranças indígenas cobram extinção da tese do marco temporal”

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Lula não sobe a rampa de Raoni e é duramente cobrado por isso

Cerca de 54 povos de todos os biomas atenderam ao chamado da maior liderança indígena no Brasil, que deu respaldo ao presidente em sua posse em janeiro. Agora, eles querem respostas dos três poderes – e dão um prazo curto para isso

por RAFAEL MORO MARTINS, em Sumaúma

Como um recado direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, notável ausência no evento convocado pelo Cacique Raoni Metuktire, representantes de 54 povos indígenas que vivem em todos os seis biomas brasileiros divulgaram uma carta nesta sexta-feira, 28 de julho. Vindos de diferentes partes da Amazônia, do Cerrado, da Caatinga, do Pantanal, da Mata Atlântica e do Pampa, elas e eles alcançaram a Aldeia Piaraçu, no estado amazônico do Mato Grosso. Em seu manifesto, exigiram respostas do Estado sobre temas como a demarcação e a desintrusão (expulsão de invasores) de terras indígenas, a anulação de contratos de créditos de carbono que envolvam os povos originários e a recusa à tese do marco temporal. Fixaram um prazo curto para uma resposta: – o próximo 9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas. Continue lendo “Lula não sobe a rampa de Raoni e é duramente cobrado por isso”

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Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão realizam 14º Encontrão

O Encontrão, que reuniu cerca de 900 participantes, ocorreu entre os dias 20 e 25 de julho, no Quilombo Bica, Território Aldeia Velha, em Pirapemas-MA

POR JESICA CARVALHO, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI REGIONAL MARANHÃO

“O espiral simbolizado pela mandala representa o tecimento de uma articulação pautado na circularidade, na horizontalidade e na complementaridade, na qual cada uma e cada um têm a mesma importância no processo de tecimento do Bem Viver”, aponta Meire Diniz, missionária do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)  Regional Maranhão. Nesse espírito de comunhão, a Teia dos Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão realizou, entre os dias 20 e 25 de julho, o 14º Encontrão, no Quilombo Bica, território Aldeia Velha, em Pirapemas-MA. Continue lendo “Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão realizam 14º Encontrão”

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O curral vermelhou: salvando o Brasil? Por José Ribamar Bessa Freire.

No TaquiPraTi

“Vermelhou o curral.
Meu coração é vermelho (hey, hey, hey!)
De vermelho vive o coração, ê-ô, ê-ô.
Tudo é garantido após a rosa avermelhar”
(Chico da Silva. Toada do Boi Garantido. 1996)

Um deputado federal, com coragem desassombrada, apresentou um Projeto de Lei que pode mudar os destinos do Brasil e deixou no chinelo o governo Lula, que perde tempo com questões menores como Fome Zero, Bolsa Família, Desenrola Brasil, Distribuição de Renda, Minha Casa Minha Vida, Saneamento Básico, Programa Cisterna, Desmatamento Zero, Direitos Humanos, Arcabouço Fiscal, Reforma Tributária  e outros afins. Continue lendo “O curral vermelhou: salvando o Brasil? Por José Ribamar Bessa Freire.”

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‘O chamado da floresta’: médica relata experiência e rotina de cuidado com povo Yanomami

Em conversa com BdF, Carla Rodrigues fala de desafios, ritos e da vivacidade do povo que sorri mesmo em meio ao caos

Por Cristiane Sampaio, no Brasil de Fato

Quando, nos idos de 2016, a médica Carla Rodrigues concluiu a graduação no interior de São Paulo, já suspeitava que seu destino não estaria em um consultório tradicional, com os pacientes vindo à procura de atendimento de saúde. Devota da Medicina de Família e Comunidade, ela adotou a ideia de peregrinar, se fosse preciso, até lugares mais longínquos para garantir esse acompanhamento a pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Algum tempo depois, resolveu, então, candidatar-se a uma vaga no programa Mais Médicos. Continue lendo “‘O chamado da floresta’: médica relata experiência e rotina de cuidado com povo Yanomami”

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SP: PM expulsa 200 famílias da ocupação Quilombo Saracura e conduz duas pessoas à delegacia

Ação foi realizada durante a madrugada, mas no meio da tarde a polícia foi ao local com o suposto proprietário do imóvel

Brasil de Fato

Cerca de 200 famílias organizadas pelo Movimento de Moradia do Centro de São Paulo ocuparam um prédio de 16 andares na região da Praça 14 Bis, na madrugada deste sábado (29). A ocupação foi batizada de Quilombo Saracura, devido à descoberta de um sítio arqueológico que guarda memórias do antigo quilombo, durante as escavações da Linha 6-Laranja do Metrô paulista. Continue lendo “SP: PM expulsa 200 famílias da ocupação Quilombo Saracura e conduz duas pessoas à delegacia”

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Colômbia: A desintegração das organizações indígenas

Não é o Estado que está desintegrando as organizações, nem os partidos políticos que as seduziram ou cooptaram (alguns falam em infiltração). São as lideranças despolitizadas que as estão desintegrando, causando grande desconforto em seus municípios e criando um caos organizacional que inviabiliza qualquer programa político coerente, que vá além de demandar recursos do Estado e das agências internacionais de fomento.

Efrain Jaramillo Jaramillo, do Coletivo de Trabalho Jenzera, no Viva a Cidadania

“Liberdade é sempre e exclusivamente
liberdade para quem pensa diferente”
Rosa Luxemburgo
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Marcio Pochmann: um intelectual público. Por Eduardo Scaletsky, Adhemar S. Mineiro, Ademir Figueiredo, Cézar Augusto Miranda Guedes e Celia Bartone

No Terapia Política

Marcio é nosso autor mais lido, um recordista capaz de ter seu artigo semanal visualizado por quase cinco mil leitores. Nestes três anos de existência do Terapia Política, publicou, em média, quatro e meio artigos por mês. Outro recorde. Se observarmos com atenção, em todos seus textos sua principal preocupação é com a democracia, o desenvolvimento brasileiro e o engajamento para construção de um país inclusivo, menos desigual.

Desde o início de sua trajetória acadêmica e profissional, ainda como estudante de economia na UFRGS, desenvolveu uma capacidade invejável e rara de navegar com desenvoltura entre vários mundos. Continue lendo “Marcio Pochmann: um intelectual público. Por Eduardo Scaletsky, Adhemar S. Mineiro, Ademir Figueiredo, Cézar Augusto Miranda Guedes e Celia Bartone”

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Pochmann no IBGE: A ameaça do desenvolvimento aos cultos do laissez-faire. Por David Deccache

Na sua Página

A história nos ensina que cada mudança no equilíbrio de poder ressoa profundamente nas estruturas ideológicas da sociedade. A recente nomeação de Pochmann, um renomado desenvolvimentista com viés socialista, para a presidência do IBGE não é exceção. Este movimento provocou um embate com os economistas liberais, fervorosos guardiões de uma ciência econômica supostamente “pura” e universal. Porém, mais do que um conflito de ideias, este embate revela uma luta de classes subjacente no coração do pensamento econômico. Continue lendo “Pochmann no IBGE: A ameaça do desenvolvimento aos cultos do laissez-faire. Por David Deccache”

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“Quilombolas merecem reparação histórica”

Brasil tem 1,3 milhão de quilombolas, só 12% em área demarcada, segundo o Censo. Dados inéditos do IBGE devem orientar políticas públicas e ações para homologação de títulos de propriedade, afirma professora da USP.

Por Guilherme Henrique, na DW

“As comunidades estavam fadadas ao esquecimento, mas resistiram”, afirma Maria Helena Pereira Toledo Machado, professora titular do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP), sobre o Brasil ter 1,3 milhão de quilombolas atualmente. Destes, apenas 12% vivem em área demarcada, e 4,3%, em territórios devidamente titulados. Os dados fazem parte do Censo 2022 e foram divulgados nesta quinta-feira (27/07) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Continue lendo ““Quilombolas merecem reparação histórica””

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