Passado o pesadelo, será possível repensar o modelo agrícola do país e enfrentar a fome e a devastação que ele produz? Como fazê-lo, se o planeta segue um jogo dramático entre a bolsa de poucos e a vida de todos?
Por Susana Prizendt*, em Outras Palavras
Há 30 anos, o Brasil, país do futebol de Pelé, sediava a Rio 92. A conferência internacional sobre a situação ambiental do planeta foi a primeira a debater o tema das mudanças climáticas e abriu a possibilidade de iniciarmos um processo de transformação rumo à reversão do colapso da natureza. Sim, representantes de países do mundo inteiro vieram para cá, porque, além de sermos a terra do futebol de Pelé, somos o país das florestas, como as que compõem a Amazônia, e aqui se vislumbrava um caminho de reconfiguração das relações entre os seres humanos e o ambiente. Nosso verde, tão presente nas matas, era a cor da esperança, que também ondulava na nossa bandeira. Continue lendo “Da COP à Copa: reflexões sobre ambiente e brasilidade”