Mesmo subnotificadas, prisões de indígenas crescem. Processos estão envoltos por inúmeras violações, inclusive às mulheres gestantes. Invisibilizados, perdem o direito de cumprir pena junto à comunidade. Racismo e medo são constantes
Por Beatriz Drague Ramos, na Ponte Jornalismo
Reconhecido pelo “olhar” por uma suposta vítima, o indígena Pankararu Evandro dos Santos, 31 anos, que trabalhava com serviços gerais em São Paulo, ficou preso em regime fechado por dois anos por uma acusação de roubo. Apesar de o suspeito do delito usar capacete na hora do crime, a identificação pelo “olhar” foi irregular, conforme reportou a Ponte. Após aguardar uma vaga por sete meses, Evandro está desde agosto em regime semiaberto no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) Tremembé, na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, interior de São Paulo.
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