Os primeiros números da volta às aulas em SP

por Maíra Mathias e Raquel Torres, em Outra Saúde

VOLTA ÀS AULAS: OS PRIMEIROS NÚMEROS

Um mês após a volta às aulas em São Paulo, a Secretaria Estadual de Educação divulgou ontem números sobre os primeiros impactos. Foram registrados 4.084 casos de covid-19 e 21 mortes ao todo. E aqui há um problema muito grave: no caso dos óbitos, 13 foram de pessoas que tinham comorbidades e, segundo o próprio protocolo estadual, nem deveriam estar trabalhando. Entre as contaminações, 59% aconteceram na rede estadual, 37% na particular e 3% na municipal.

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Na pandemia, três mulheres foram vítimas de feminicídios por dia

Amazônia Real

O corpo de Bianca Lourenço foi encontrado dentro de um tonel no Rio de Janeiro. Ela voltara à favela para visitar uma amiga, depois de fugir das ameaças do ex-namorado. No Amazonas, Emilaine de Souza Souza, 20 anos, recebeu 40 facadas nas costas, no pescoço e na nuca, de seu ex- companheiro. Bianca e Emilaine são duas das 1.005 mulheres que morreram pelo simples fato de serem mulheres durante os meses da pandemia de 2020, entre março e dezembro. Isso quer dizer que, por dia, pelo menos três mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil. Se é difícil para uma mulher romper o ciclo da violência por uma série de questões que passam por subjetividades emocionais até contextos práticos, como a dependência financeira, a pandemia impôs isolamento social e, portanto, mais um obstáculo para o enfrentamento dessa situação.

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Lélia Gonzalez: família lança acervo digital da obra e da trajetória da pensadora

Hypeness

Batizado como “Lélia Gonzalez Vive” um acervo digital da obra e da trajetória da pensadora mineira foi lançado com o objetivo de manter vivo e de popularizar o legado da ativista, antropóloga, professora, filósofa e uma das pioneiras a tratar sobre feminismo negro no Brasil a partir de uma perspectiva afro-latina-americana.

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As palavras que Bolsonaro nunca pronunciará, porque lhe queimam a língua

Em seu vocabulário não cabem as palavras que constroem pontes de esperança, e sim as que buscam escavar trincheiras de guerra. Odeia falar de democracia e de respeito à natureza. A morte é o seu lema

por Juan Arias, em El País

O vocabulário do presidente Jair Bolsonaro é muito restrito, talvez porque ele nunca tenha lido. Em seu dicionário pessoal só existem insultos, palavras obscenas, ameaças, zombarias. E as pronuncia sempre gritando, irritado, insultando, ameaçando. Seu vocabulário é o das armas, da guerra, do ódio e da morte.

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O importante e urgente é ofertar vacinas o mais rápido possível. Entrevista especial com Júlio Croda

“A pandemia não vai passar naturalmente. Sem medidas efetivas, a tendência é que vejamos um cenário pior nas próximas semanas”, alerta o pesquisador da Fiocruz

Por: Patricia Fachin e João Vitor Santos, em IHU On-Line

“Neste momento em que falhamos nas medidas preventivas e não temos vacinas, a única opção é o lockdown de no mínimo 15 dias”. É assim que Júlio Croda, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz e ex-integrante da equipe do então ministro Luiz Henrique Mandetta, à frente do Ministério da Saúde no início da pandemia de Covid-19, em março do ano passado, reage ao atual estágio da crise sanitária no país.

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“Tenho medo porque o povo não sai para protestar na rua”. Entrevista com Boaventura de Sousa Santos

IHU On-Line

Boaventura de Sousa Santos (Coimbra, 1940) está há quase um ano confinado em sua cidade. Aproximadamente, o mesmo tempo em que a  pandemia surgiu em Portugal. De lá escreveu um complexo ensaio sobre sua visão do que significou até agora e o que deveria significar no futuro a deflagração da crise sanitária.

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Mulheres Sem Terra reafirmam a defesa da vida em 15 estados e no Distrito Federal

As ações de luta do 8 de março também cobraram a vacinação à toda população brasileira e o Fora Bolsonaro!

Da Página do MST

Este ano, as ações de luta pela vida e contra as violências, protagonizadas pelas Mulheres Sem Terra também denunciaram a política de morte e retrocessos do governo Bolsonaro e exigiram a vacinação gratuita à toda população brasileira, além do Fora Bolsonaro.

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Rodas de Conversa – Mulher: Luta, Resistência e Esperança

CPT

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Tucuruí, no Pará, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, realizará durante o mês de março ciclos de Rodas de conversas, que terão como propósito fazer memória e celebrar as lutas e conquistas das mulheres, partilhar experiências, olhares de resistência contra todas as formas de violência que agridem as mulheres; germinar e florir os sinais de esperanças e Bem Viver frente aos desafios presentes.

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Manifesto das Mulheres do Cerrado: Construindo (Re)Existências

CPT

A Articulação das Mulheres do Cerrado divulga Manifesto nesse 8 de março. No documento as mulheres denunciam: “as violências recorrentes e crescidas na pandemia do covid-19, ocasionada pelas grilagens, pistolagens, especulação imobiliária, envenenamento das águas e dos biomas, desmatamentos, queimadas criminosas, o extermínio da fauna e da flora dos nossos territórios; a não regularização dos territórios, as mudanças de leis de terras no Brasil, junto às mudanças nas legislações ambientais e mercantilização da natureza (Zoneamento Econômico Ecológico-ZEE, Cadastro Ambiental Rural-CAR e Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação- REDD), o arrendamento para plantio de monocultura, a mineração; as práticas machistas e patriarcais perpetuadas por empresas e pelo Estado, que tentam nos exterminar e acabar com nossas histórias, nos expulsando dos territórios; o governo federal, genocida, irresponsável, machista e racista!“. Confira o documento na íntegra:

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Pandemia ameaça apagar uma geração de frágeis avanços das mulheres na luta por direitos no mundo

Elas dominam a linha de frente do combate ao coronavírus. Mas também foram as que mais perderam os trabalhos ou tiveram que largá-lo para cuidar (ainda mais) dos afazeres domésticos e da família. A covid-19 impõe sofrimentos e desafios à população feminina, que se somam ao impacto geral do vírus

Pilar Álvarez, El País Brasil

Tatiane está mais pobre. Como ela, Joan perdeu seu emprego e, assim como suas amigas, vive condenada a ser dona de casa. Garazi precisou ir morar com a mãe para poder trabalhar e cuidar da sua filha. Andrea passou o confinamento levando surras, trancada na mesma casa que seu agressor. Klementyna saiu à rua para brigar por um direito perdido, o aborto, que o Governo polonês reduziu em pleno embate à covid-19. Tlaleng precisou intervir para que os centros de planejamento familiar do seu país, a África do Sul, permanecessem abertos. Seis mulheres cujas vidas poderiam refletir milhares de outras. Os avanços de metade da população mundial sofreram um duro revés com a pandemia. Elas assumem uma maior carga do trabalho precário e monopolizam os cuidados não remunerados, estão mais expostas à pobreza e à violência, têm menos representação e voz nas esferas de poder, e viram direitos conquistados se desvanecerem, como os obtidos no campo da saúde sexual e reprodutiva. O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, alertou para o estrago já em outubro de 2020: “Se não agirmos agora, a covid-19 poderia apagar uma geração de frágil progresso em relação à igualdade de gênero”. Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, nesta segunda-feira, 8 de março, reunimos seis protagonistas que combatem em diferentes pontos do mundo os efeitos específicos deste primeiro ano de crise sanitária sobre a vida das mulheres.

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