“Discriminatório e ofensivo”, diz enfermeira indígena sobre demissões na Saúde de Dourados

Em Dourados, 17 profissionais da Saúde indígena foram demitidos em meio ao avanço da pandemia do coronavírus

por Dândara Genelhú, em Midiamax

“Discriminatório e ofensivo”, considera a enfermeira Indianara Kaiowá sobre as demissões de profissionais da Saúde em meio ao aumento de casos de coronavírus em Mato Grosso do Sul. A indígena era coordenadora técnica do Polo Base de Dourados antes de ser desligada da função.

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A vagina que salvou o Réveillon do Brasil. Por Eliane Brum

Ao cobrir a terra arrasada pelo canavial com uma buceta de 33 metros, a obra da artista Juliana Notari interrompeu a farra bolsonarista

El País

Jair Bolsonaro planejou e executou uma coreografia de “macho” para abrir 2021. A bordo de uma lancha, aproximou-se da Praia Grande, no litoral paulista, onde centenas de banhistas se amontoavam apesar de o país já estar chegando aos 200.000 mortos por covid-19. Depois de acenar para adultos e crianças, atirou-se no mar e nadou até a multidão. Atravessou a massa de gente como se fosse ungido por ela, ovacionado por gritos de “mito! mito!”. Funcionou tanto que ele até repetiu o batismo dias mais tarde, na segunda vez caminhando pela areia como o Messias do seu nome do meio. A cena calculada tem grande potencial simbólico. Horrorizou o mundo em transe pandêmico, mas não envergonhou uma parte significativa do Brasil. Se a eleição fosse hoje, Bolsonaro teria chances consideráveis de se reeleger.

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Dois anos de desgoverno – rumo ao caos. Por Paulo Martins

Temos reflexos indeléveis e provas irrefutáveis de sua ação deletéria, vendida como inovadora

A Terra é Redonda

Há dois anos fomos colocados à prova de um novo governo. Jair M. Bolsonaro foi eleito, levando a defesa do liberalismo econômico às últimas consequências e o enaltecimento de pautas de viés moral que flertam com o pentecostalismo. Seu mote muito inovador: ser o representante da nova política, ou melhor, da direita mais virulenta.

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Reforma agrária no STF. Por Julio José Araujo Junior

Brasil de Fato

Na coluna de 04 de novembro do ano passado abordei o cenário de omissão sistemática na implementação da política de reforma agrária no país. Desde o início do governo Bolsonaro, o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) paralisou, ao arrepio da Constituição e da legislação infraconstitucional, os processos de desapropriação de imóveis para fins de reforma agrária e indica um orçamento ínfimo a diversas funções relevantes da autarquia.

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Fiocruz lança nova formação online voltada à saúde mental indígena no contexto da Covid-19

Por Isabela Schincariol e Grace Soares*, em Fiocruz

Risco de morte e prejuízos à saúde mental são dois significativos aspectos dos efeitos da pandemia entre as populações indígenas. Buscando implementar ações que ajudem a mitigar tais efeitos, o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) acaba de lançar o curso Bem-Viver: Saúde Mental Indígena, cujo objetivo é construir uma rede de apoio psicossocial voltada para essas populações vulnerabilizadas. Para tanto, busca formar diferentes profissionais ligados à saúde, educação, sistemas de proteção social (conselheiros tutelares, professores), assistência social e outros diretamente envolvidos na assistência das populações indígenas. O curso é online, gratuito e autoinstrucional. As inscrições podem ser feitas até 18 de fevereiro pelo Campus Virtual Fiocruz. O conteúdo ficará disponível aos inscritos a partir de 15 de janeiro.

Inscreva-se já! 

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Estrangeiros controlam ao menos 17 mil hectares de unidades de conservação no Brasil

Pessoas físicas e jurídicas estrangeiras controlam, formalmente, 17,3 mil hectares de unidades de conservação (UCs) no Brasil. O número, obtido pela reportagem via Lei de Acesso à Informação, é referente à soma de 39 áreas, registradas em nome de 27 pessoas físicas e seis pessoas jurídicas diferentes.

por Daniel Giovanaz, em Brasil de Fato / IHU On-Line

Foram considerados apenas os territórios arrendados ou comprados. Ou seja, ficaram de fora áreas de UCs e parques estaduais e nacionais concedidos à iniciativa privada para exploração turística, por exemplo.

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Pandemia volta a assombrar mulheres do campo em situação de risco

O fim do auxílio emergencial do governo federal atrelado à volta acelerada de casos do novo coronavírus será uma combinação trágica para as mulheres do campo: trabalhadoras rurais; extrativistas; pescadoras; quebradeiras de coco; entre outras. A previsão é de Maria de Lourdes do Nascimento, vice-coordenadora do Movimento de Mulheres do Campo e da Cidade (MMCC) do Pará. Além do risco iminente da fome, o temor é o aumento nos casos de violência doméstica e feminicídios.

por Maria Fernanda Ribeiro, em Amazônia Real / IHU On-Line

Com atuação em 85 municípios, do Marajó ao Tapajós, o MMCC é uma organização criada na época da ditadura militar (1964-1985) com o objetivo de proteger e empoderar as mulheres contra diversos tipos de violência das quais são vítimas. Assuntos que até então pareciam superados desde a década de 1980 voltaram a assombrar os direitos das mulheres do campo com as novas políticas anunciadas pelo atual governo.

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As faces do racismo no Rio Grande do Sul

Dados cruzados pela reportagem de diferentes órgãos do Estado revelam o perfil dos que atacam e dos que são vítimas da discriminação.

por Andressa Morais, Daniela Gonzatto, Sara Nedel Paz, Tainara Pietrobelli e William Martins, em Medium Beta Redação / IHU On-Line

Esta reportagem começou a ser produzida há três meses, portanto, bem antes do assassinato de João Alberto de Freitas por funcionários do Carrefour. E as estatísticas que a reportagem teve acesso já anunciavam que João era um alvo em potencial da discriminação pela cor da pele. Pelos dados do Ministério Público do RS relativos a processos judiciais de racismo e injuria racial nos últimos cinco anos, é possível traçar um perfil tanto de quem comete a violência, como quem é vítima dela. Nos dois extremos, estão o gênero masculino. Os homens, representam 72% dos que cometem o crime e 68% dos que sofrem a violência.

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Autorizada por prefeitura, Vale ameaça desapropriar comunidade em Brumadinho

Em documento, Ministério Público recomenda que nenhuma intervenção seja realizada sem ampla comunicação com atingidos

Larissa Costa, Brasil de Fato

A comunidade de Pires, em Brumadinho (MG), está mais uma vez ameaçada pela Vale. Dessa vez, a mineradora, autorizada pela prefeitura da cidade, pretende desapropriar casas e terrenos dos moradores para construir obras de uma estação de tratamento de água e esgoto. No entanto, segundo Rejane Fernandes, que é moradora da comunidade e membro da comissão de atingidos, as famílias não foram notificadas oficialmente e ficaram sabendo “por acaso” da situação.

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“Somos Gente”! Nota de repúdio da APOIANP contra novo ataque aos povos indígenas

Na Apib

O governo federal desde sua posse vem atacando os povos indígenas, ou ignorando as nossas demandas, e o sucateamento dos órgãos indigenistas são um exemplo disso. O novo ataque atinge diretamente nosso território, com a nomeação de um policial militar para o cargo de coordenador regional do Amapá e Norte do Pará da FUNAI.

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