O futuro das ‘terras raras’ e o desafio amazônico

Entre a promessa de protagonismo na transição energética e o risco de repetir velhos ciclos de devastação, o Brasil surge como peça-chave no novo tabuleiro global das terras raras

Por Ismael Machado, em Amazônia Real

Belém (PA) – Nas últimas décadas, as chamadas “terras raras” — um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a produção de tecnologias de ponta — deixaram de ser uma curiosidade mineral para se tornarem protagonistas silenciosos da geopolítica global. Neodímio, lantânio, disprósio e outros nomes pouco familiares são hoje fundamentais para motores elétricos, turbinas eólicas, baterias e dispositivos eletrônicos. Continue lendo “O futuro das ‘terras raras’ e o desafio amazônico”

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COP30: Ativistas ocupam escritório da Stora Enso em protesto contra as violações de direitos humanos e ambientais dos Pataxó

A Stora Enso tem como subsidiária no Brasil a Veracel Celulose e por ela controla ao menos 100 mil hectares em eucaliptos

A COP30 teve início em Belém e ativistas do Extinction Rebellion e do Skogsupproret o escritório central da Stora Enso em Estocolmo, na Suécia, para denunciar, na manhã desta segunda-feira (10), horário local, o envolvimento da empresa em práticas violentas de grilagem de terras e destruição ambiental em territórios indígenas do povo Pataxó, no sul da Bahia. Continue lendo “COP30: Ativistas ocupam escritório da Stora Enso em protesto contra as violações de direitos humanos e ambientais dos Pataxó”

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Cerca de 1,6 mil indígenas da Amazônia participam da COP30 em Belém

Lideranças reivindicam participação real nas decisões, reconhecimento e proteção dos territórios indígenas como ação e política de clima

Coiab

Uma delegação com cerca de 1,6 mil indígenas dos nove países da Bacia Amazônica vai até Belém (PA) para participar da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30. Entre as demandas dos povos indígenas estão o reconhecimento e proteção dos territórios indígenas como ação e política de clima, acesso direto a financiamento climático e representação e participação efetiva nos espaços de decisão oficiais. Continue lendo “Cerca de 1,6 mil indígenas da Amazônia participam da COP30 em Belém”

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Um Manifesto das Periferias pela Justiça Climática

Depois de levarem debate climático às franjas da cidade, movimentos, ativistas e trabalhadores de São Paulo lançam documento com vistas à COP 30. Eis a proposta de quem sofre os impactos do racismo ambiental e do desplanejamento urbano

Por 

A Frente Periférica por Direitos reúne militantes, ativistas, trabalhadores por conta que empreendem nas quebradas, além de coletivos e movimentos engajados nas lutas sociais dos mais variados segmentos, dos territórios periféricos. Em setembro de 2024, lançamos nosso “Manifesto das periferias”, que inaugurou nosso movimento e apresentou 98 propostas de políticas públicas voltadas a esses territórios, assinado por candidatos a prefeito e vereador compromissados com sua implementação. Continue lendo “Um Manifesto das Periferias pela Justiça Climática”

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DENÚNCIA: Quilombo Onça, em Santa Inês (MA), sofre nova invasão para desmatamento ilegal por fazendeiro

Por Júlia Barbosa (Comunicação CPT Nacional) e Movimento Quilombola do Maranhão (MOQUIBOM)

Na manhã desta quinta (7/11), famílias do Quilombo Onça, em Santa Inês, no Maranhão, sofreram nova invasão de seu território para desmatamento ilegal por fazendeiro. Continue lendo “DENÚNCIA: Quilombo Onça, em Santa Inês (MA), sofre nova invasão para desmatamento ilegal por fazendeiro”

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TFFF: por que não devemos celebrar o colonialismo verde sobre nossas florestas?

Apresentada na COP 30, proposta encabeçada pelo Brasil representa uma significativa ampliação da financeirização da natureza e não é uma saída para a crise ambiental

Da Página do MST

Ontem, durante a Conferência das Partes, o Governo Brasileiro lançou oficialmente o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). Esta é a principal proposta do Brasil para a COP 30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que ocorre em Belém. Continue lendo “TFFF: por que não devemos celebrar o colonialismo verde sobre nossas florestas?”

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Olhos do poder: Comando Vermelho se espalha nas periferias de Belém e cria outra dinâmica de captação de recursos. Entrevista especial com Aiala Couto

“O fenômeno da interiorização das facções na Amazônia está relacionado à disputa pelo controle das principais rotas do tráfico de cocaína na região”, diz o geógrafo

IHU

Assim como chefes de Estado de várias nações se reúnem para discutir, pela trigésima vez, as metas e possibilidades de enfrentar as mudanças climáticas, na realização da COP30 desta semana, é urgente uma cooperação transfronteiriça para resolver outro problema que acomete os países da Pan-Amazônia: a interiorização do tráfico de drogas na região. Uma cooperação institucional Sul-Sul, defende Aiala Couto, necessita “pensar modelos ideais de desenvolvimento e segurança pública” para a região, com a finalidade de “vencer o crime organizado ou começar a golpeá-lo de forma a fragilizar a atuação dele nesses territórios”. Continue lendo “Olhos do poder: Comando Vermelho se espalha nas periferias de Belém e cria outra dinâmica de captação de recursos. Entrevista especial com Aiala Couto”

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Sem peixe nem tapioca: mudança na alimentação ameaça cultura e saúde de ribeirinhos da Amazônia

Tese da USP mostra como fatores ambientais e sociais estão promovendo o “nutricídio” da cultura alimentar de comunidades tradicionais no Pará

por Maria Eduarda Oliveira*, no Jornal da USP

Comunidades ribeirinhas da Amazônia localizadas na Floresta Nacional de Caxiuanã, no Pará, estão trocando alimentos tradicionais por produtos industrializados, aumentando risco de doenças graves e perda de qualidade de vida, como mostra um estudo realizado no Instituto de Biociências (IB) da USP. A pesquisa, que tem como autora a bioantropóloga Mariana Inglez, foi premiada na categoria Inclusão Social e Cultural e Redução das Desigualdades da 14ª edição do Prêmio Tese Destaque USP.

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Declaração de Belém sobre o combate ao Racismo Ambiental

Ministério das Relações Exteriores

Adotada em 7 de novembro de 2025, durante a Cúpula do Clima de Belém, a Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental busca fomentar o diálogo internacional sobre a interseção entre igualdade racial, meio ambiente e clima, reforçando a dimensão dos direitos humanos, particularmente da justiça social, nas políticas internacionais sobre esses temas.

O texto reconhece que a crise ecológica global é também uma crise de justiça racial. Propõe a construção de uma agenda cooperativa em defesa de maior equidade e solidariedade entre as nações e da superação de desigualdades históricas que afetam o acesso a recursos, oportunidades e benefícios ambientais. Continue lendo “Declaração de Belém sobre o combate ao Racismo Ambiental”

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Era uma vez na zona norte. Por Hugo Souza

Houve um tempo em que o governo do Rio de Janeiro invadia complexos de favelas mas não para matar quem nasceu ali e depois dizer que tinham mesmo — que remédio, que jeito, que saída? — é que morrer.

No Come Ananás

Em uma noite do final de agosto de 1993, dezenas de policiais militares encapuzados invadiram a favela de Vigário Geral, na zona norte do Rio de Janeiro, e mataram 21 pessoas indiscriminadamente horas após quatro PMs serem assassinados perto da favela numa emboscada do tráfico de drogas.

Na chacina de Vigário Geral foram mortos: três gráficos; dois metalúrgicos; um serralheiro; um mecânico; um motorista de ônibus; um ferroviário; um auxiliar de enfermagem; um operador de impermeabilizador de tecidos; um funcionário da Danone; uma costureira; uma atendente de consultório dentário; uma dona de casa; uma estudante; um aposentado e dono de bar; outro aposentado, este vigia de posto de combustíveis; dois trabalhadores desempregados; um homem que ganhava a vida como “chapa”, carregando e descarregando caminhões. Continue lendo “Era uma vez na zona norte. Por Hugo Souza”

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