Lula 3 e a ousadia que lhe falta

Governo cede às pressões da Faria Lima em tentativa de isolar o neofascismo – e, ainda assim, recebe críticas à direita e à esquerda. 2026 pode ser incerto. Outro projeto de Brasil exige confrontar os limites do sistema, disputando a opinião pública. Só isso o libertará do mercado

por Rui Abreu, em Outras Palavras

2024 terminou aquecido pela prisão de um general golpista de quatro estrelas e a discussão política sobre o pacote de corte de gastos. Também o mercado fez saber através de seus braços falantes (mídia corporativa) que sua tolerância de início de mandato (ampliado pela tentativa de golpe neofascista) tinha terminado. Canais de TV, jornais e portais vocalizaram seus patrões dando continuação ao caminho golpista começado em 2016, exigindo agora a um líder identificado com a esquerda a prossecução de políticas neoliberais. Haddad alimentou a voracidade dos vampiros apresentando um pacote que castiga a população mais pobre, a base social e política do presidente Lula, o que motivou forte contestação na esquerda e não satisfez o nunca saciável mercado. Continue lendo “Lula 3 e a ousadia que lhe falta”

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Ditadura: Os mortos pouco chorados pelo Brasil. Por Gustavo Guerreiro

O belíssimo Ainda estou aqui suscita outras reflexões sobre o terror da ditadura. Ao menos, 8.350 indígenas foram assassinados na época, como “obstáculo ao progresso”. Suas vozes devem ser ecoadas, pois cada história não contada é uma violência que se perpetua…

Em Outras Palavras

Ainda estou aqui ganhou destaque nas últimas semanas como um grito de resistência no cinema nacional, narrando a dor dilacerante de uma família que teve seu pai arrancado pela ditadura militar. Como o filme magistralmente retrata, conhecemos os 434 – sabemos seus nomes, suas histórias, suas lutas. São os mortos e desaparecidos políticos que habitam a memória coletiva do povo brasileiro, cujas famílias ainda buscam justiça. Mas há outros gritos de um Brasil profundo, igualmente dolorosos, que parecem não encontrar eco na consciência social dos brasileiros: os 8.350 indígenas assassinados no mesmo período. Por que suas histórias não ganham as telas? Por que seus nomes não estão gravados nos monumentos à memória? Por que suas famílias não têm o mesmo espaço para clamar por justiça? Talvez porque, para boa parte dos brasileiros, eles nunca estiveram verdadeiramente “aqui”. Continue lendo “Ditadura: Os mortos pouco chorados pelo Brasil. Por Gustavo Guerreiro”

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MPI fomenta a elaboração de protocolos de consulta em 20 Terras Indígenas

Os instrumentos irão ajudar as comunidades contempladas a assegurar a aplicação do que está previsto na Convenção nº 169 da OIT no que diz respeito às comunidades serem devidamente consultadas em assuntos que lhes podem afetar

No MPI

Com o intuito de impulsionar os mecanismos de defesa de direitos dos Povos Indígenas, o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) promoverá ao longo de 2025 o apoio à elaboração de protocolos de consulta para assegurar que comunidades indígenas possam exercer o direito de serem consultadas de forma livre, prévia e informada sobre medidas e empreendimentos que possam impactar seus territórios e modos de vida. Ao todo, serão elaborados 20 protocolos de consulta nos biomas Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, sendo quatro protocolos de consulta por bioma. Continue lendo “MPI fomenta a elaboração de protocolos de consulta em 20 Terras Indígenas”

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Pandemia ainda impacta educação no Brasil, aponta estudo

Dados são de estudo da Unicef divulgado nesta quinta-feira

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

O Brasil ainda não se recuperou, na educação, dos impactos gerados na pandemia. O acesso à educação, que vinha melhorando, teve piora durante a pandemia e ainda não recuperou o mesmo patamar observado em 2019. A alfabetização das crianças, que tiveram as aulas presenciais suspensas, piorou e o percentual daquelas que ainda não sabem ler e escrever aos 8 anos de idade aumentou consideravelmente entre 2019 e 2023. Continue lendo “Pandemia ainda impacta educação no Brasil, aponta estudo”

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Relatório mundial de direitos humanos cita enchentes no RS como ameaça

Documento da Human Rights Watch analisa episódios de 2024

Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

A Human Rights Watch (HRW) lançou nesta sexta-feira (16) a 35ª edição de seu Relatório Mundial, que congrega análises de 100 países quanto à forma como as políticas adotadas, conflitos internos de disputa pelo poder e outros contextos provocaram retrocesso na proteção de direitos das populações, em 2024. São mais de 500 páginas e, no caso do Brasil, alguns dos destaques são as enchentes no Rio Grande do Sul e os encaminhamentos às pessoas identificadas como autoras dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Continue lendo “Relatório mundial de direitos humanos cita enchentes no RS como ameaça”

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Justiça nega maioria dos pedidos por maconha medicinal gratuita no Brasil

Segundo o Conselho de Justiça, menos de 20% das ações têm desfecho favorável aos pacientes

Por Leandro Aguiar | Edição: Bruno Fonseca | Fotógrafo: Carolina Faraco, Agência Pública

Bárbara Mello, de 25 anos, moradora de Diadema, região metropolitana de São Paulo, é a mãe de Maria Clara, que completou 3 anos em 2024. Em seus primeiros dias de vida, a menina teve a primeira convulsão. Passou nove meses internada, uma série de exames foi feita e os médicos tentaram diferentes medicações para controlar as crises: barbitúricos, benzodiazepínicos e anticonvulsivantes, muitos de alta potência, os chamados “tarja preta”. Nenhum surtiu efeito por muito tempo, até começar a se tratar com a maconha medicinal. Continue lendo “Justiça nega maioria dos pedidos por maconha medicinal gratuita no Brasil”

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Pulverização aérea de agrotóxicos no Maranhão prejudica saúde mental e física de moradores de comunidades tradicionais

Projeto de Lei contra a pulverização aérea de agrotóxicos está sendo proposto por organizações da sociedade

Eanes Silva, Brasil de Fato

Aeronaves sobrevoam casas e roçados, como na comunidade Manuel do Santo, no município de Timbiras, e prejudicam comunidades tradicionais com a pulverização aérea de agrotóxicos. Durante a colheita do arroz e do milho em suas roças, os moradores se depararam com aviões pulverizando veneno e pedem socorro às autoridades. Continue lendo “Pulverização aérea de agrotóxicos no Maranhão prejudica saúde mental e física de moradores de comunidades tradicionais”

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Ministro de Minas e Energia afirma que IBAMA vai autorizar exploração de petróleo na foz do Amazonas

Mal começou 2025, ano da COP30 no Brasil, e Alexandre Silveira volta sua artilharia para o IBAMA por licença que órgão nega há dois anos.

ClimaInfo

No final do ano passado, associações de consumidores e ambientalistas clamaram por um posicionamento firme e incisivo do Ministério de Minas e Energia (MME) contra os “jabutis” [matérias estranhas ao tema] que beneficiavam combustíveis fósseis no projeto de lei que regula as eólicas offshore no país. O que se ouviu foi um silêncio ensurdecedor do titular da pasta, Alexandre Silveira. Continue lendo “Ministro de Minas e Energia afirma que IBAMA vai autorizar exploração de petróleo na foz do Amazonas”

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Em Florianópolis, luxo e segregação sem pudor

Apócrifa, mas endossada pela prefeitura, campanha pede o fim das esmolas e associa população de rua à tuberculose e violência. História de um retrocesso: como, na “Ilha da Magia”, parte da elite resgata agora o higienismo do século XIX

por Rafaela Alvim Fernandes de Oliveira e Guilherme Cidades Soares, em Outras Palavras

No dia 17 de dezembro do ano passado, bombou nas redes sociais um panfleto que estaria sendo distribuído em Florianópolis sobre a população em situação de rua. Denunciado nas redes inicialmente pelo Padre Júlio Lancellotti e depois por figuras políticas da região, o panfleto vem com o título “NÃO DÊ ESMOLA, DÊ OPORTUNIDADE”. O fôlder é confuso com relação a sua autoria, mas faz referências ao aplicativo “PMSC Cidadão” e ao CentroPOP do município de Florianópolis. Continue lendo “Em Florianópolis, luxo e segregação sem pudor”

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Trump e a geopolítica climática

Degelo impacta várias regiões do planeta… e tornará outras mais habitáveis. Por isso, os EUA cobiçam a Groenlândia e outros territórios. Visam construir suas “Arcas de Noé” para um possível apocalipse climático, assim como os bilionários o fazem com seus bunkers

por Roberto Malvezzi (Gogó), em Outras Palavras

Trump não está apenas vociferando ou jogando uma cortina de fumaça sobre os reais problemas dos Estados Unidos ao revelar suas pretensões de anexar novos territórios aos Estados Unidos.  Ao contrário, diante da previsão científica que o aquecimento global nos levará a um planeta cada vez mais hostil, onde a vida só será possível nas suas extremidades, o anúncio de anexar o Canadá e se apropriar da Groenlândia é coerente e visa o futuro. Continue lendo “Trump e a geopolítica climática”

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